Saturday, March 18, 2006

fala sério?!




com licença meninos... eu mereço, vai!?

quem me dera!



quando eu era mais nova, meu tio Osias viviam me chamando de Catherine Deneuve... ai ai...

sexta vazia...
Anteontem pela manhã eu passei pelo centrão de BH. Há algum tempo isso seria uma rotina diária, mas de uns tempos pra cá eu não passo mais por lá. Só pego um pedacinho do centro pra ir à faculdade... bem de manhã.

Mas ontem rolou. Era quase meio dia e eu estava na praça sete. Aquelas pessoas se trombando, falando alto (eu tb fala MUITO ALTO). Moças xingavam os motoristas, mesmo atravessando com sinal fechado pra pedestres. Velhinhas falando palavrão (é, as velhinhas do subúrbio falam palavrão), crianças sujas, papel no chão.

Então eu me senti miserável, eu me senti suja e culpada. Culpada por sentir aversão, por querer sair dali. Eu entrei num táxi (vejam, eu poderia vir a pé!!) o mais rápido possível e pedi: "Pra savassi, por favor!". Era quase uma súplica. Eu queria sair dali, era tudo incômodo, era tudo feio. Eu queria meu escritório fechado, eu queria ver aqueles adolescentes patéticos em frente ao Mac Donald's. Queria as vitrines e as faixas de pedestres organizadas. Queria o meu salto agarrando nos paralelepípedos da calçada limpa. Eu queria fechar os olhos pra aquele povo sujo e sofrido, de vida dura, que na verdade sou eu também. Eu simplesmente quis fugir... e fingir.



Doeu o coração, porque eu não faço nada a respeito, porque eu não quis olhar, porque eu achei, naquela hora, que não tinha mais jeito. Doeu porque a pobreza é feia.



(E me lembrei do caso do vereador ou deputado, sei lá, que faz doações pro morro que eu não vou falar o nome. Ele faz pra conseguir votos? Talvez... mas que seja. Ele entrega as doações de alimento e material de construção pro líder comunitário, que mora no morro, que é do morro, que foi eleito pelo morro. E O CARA VENDE AS PARADAS!! Ele vende as doações... ELE VENDE!! E eu não faço nada... Fico em casa navegando na net. E vc tb não faz nada... É isso. Que merda.)

Thursday, March 16, 2006

...


"será que a gente é louca ou lúcida... quando quer que tudo vire música?"

eh...

Definitivamente: Men at work não combina com os dias chuvosos de BH!

Semana acabando, estágio na AURA acabando... um pena. Os meninos são apaixonantes, e eu e a Beta ficamos só na torcida!

BBB6 na reta final... mas não tenho acompanhado, tenho outras coisas pra fazer... hehehe. Mas ainda bemque o Rafa beijou a Mariana... acho que a popularidade dele estava caindo... e eu gosto do menino. Mas ele fala umas coisas...

Felipe no Brasil, tati tb, só alegria.

Sábado em sete lagoas.
Yupii!!

Wednesday, March 15, 2006

isso


"Isso que não ouso dizer o nome
Isso que dói qndo vc some
isso que brilha quando vc chega
isso que não sossega, nem se desprega de mim
Isso tem que ser
Assim

Isso que carrego pelas ruas
isso que me faz contar as luas
Isso que ofusca o sol
Isso que é vc e sou... sem fim
Isso tem que ser
Assim"

(chico césar)

foi...

Eu tinha 18 anos e tinha sido reprovado no primeiro vestibular. Fiquei pouco mais de 6 meses em casa... parada. Como castigo por não estudado como deveria, meu pai não me matriculou num cursinho pré-vestibular, e nem me deixou trabalhar. Eu ficava em casa, teoricamente estudando. Foi uma das épocas mais down da minha vida.

Nenhum sofrimento, mas o ano seguinte à conclusão do ensino médio, fora da universidade, pra uma jovem de classe média, é um período um tanto quanto melancólico. Sem trabalho, porque a palavra de ordem é estudar. Sem amigos próximos, porque cada um seguiu seu rumo e todos estão animados com os novos amigos. A auto-estima vai lá no chão.
E, como toda jovenzinha de 18 anos, eu tinha um amor. O primeiro amor, o amor mais lindo que alguém podia ter. Ele vivia há quilômetros de distância, pra completar o contexto de love story. E começava vida nova, como os meus amigos todos.

Eu passava os dias ali, estudava um pouco, cuidava da minha casa, lia Tolkien, bebia chá.

E escrevia. Escrevia muito. Todos os dias.Não era simples como é hoje. Eu não tinha internet em casa, então escrevia em bloco de notas, gravava em disquete e pedia que o meu irmão mandasse à todos os meus amigos. Escrevia sobre a vida, sobre atualidades, bobagens poéticas e, claro, palavras de amor. Reclamava a ausência do amado, a indiferença do amado, cantava o amor, pateticamente, aos quatro ventos. E escrevia... e escrevia... sobre tudo e mais um pouco.
Pena que eu não tinha um blog naquela época!! E agora que tenho... fico aí, nesse não sei dizer, nessa falta de assunto, nessas palavras no ar...

Em tempo



Celly casou...
Gaby formou...
E eu sou alegria mais sincera!!
Saravá!

Monday, March 13, 2006

o que eh bom já nasce feito? ou eh mais um plágio de pensamento? taí =)

"Se acaso a gente se beijasse uma só vez...
'Ontem' você estava tão lindo
Que meu corpo chegou.
Sei que era um riacho de duas horas de sede
Me debrucei, não bebi.
Mas estou até agora desse jeito
Olhando quatro ou cinco borboletas amarelas,
Dessas comuns, brincando no ar.
(sinto um rumor...)"
(Mário de Andrade)

Saturday, March 11, 2006

ainda não eh dessa vez, ok?


Pensamento em construção... post em construção...

Monday, March 06, 2006

vixi!!

dia muito corrido. Onibus lotado, onibus lotado, onibus lotado e onibus lotado.
Felipe chegando
Corrida para o aeroporto!!!
Vamos Vamos.

Friday, March 03, 2006

não me leve a mal... era carnaval...


Passou segunda, terça... pra tudo se acabar na quarta feira, como sempre!

O feriado me convidou a escrever um bocado de vezes, mas esse vício de teclar não me deixa mais encostar no lápis.

Norah Jones até me convenceu outro dia, mas a vigília amorosa, aquela que Xico Sá e Alberto Moravia cantaram, um dia, por aí me chamou mais alto.

Dias arrastados, descansados, mas não menos alegres.
Passarinhos por ali, cachorros, galinhas, pererecas, calangos.... nada grave. Uma cidadezinha tão tãozinha. Té pulei um tiquim.

Pensamentos melancólicos de volta pra casa, aquela chuvinha, as musiquinhas.
Ufa! Ainda bem que o tempo não pára MESMO.


Em tempo: que costelinha foi aquela, Rafael??!

acho que eu tou precisando rezar... e isso é sério


lagoa paulino ao anoitecer

hunf! perdi alguns posts. daqui a pouco eles estão aqui de vez. Com novidades.
Quero dizer, mais ou menos novidades.

Pergunta de hoje: Em quem eu vou votar pra presidente?
Sério. Nunca pensei nisso, na verdade, pq voto no Lula desde q nasci.... mas...mas...
Tá, deixa pra lá, nem queria falar disso mesmo.

Ah, aviso aos navegantes: estou bem de saúde. Na verdade o médico não disse isso ainda, mas me sinto bem.

E eu que não vi a Tati até agora.. olha que heresia!!! Mas hoje eu vejo!!!


O BBB6 tá muitas vezes melhor que a tal novelinha das 8. A novela eu não acompanho, o BBB sim. Mas a Mari tem que emparedar o Iran. Tá bom, chega!


ô gente, agora fala sério: pq eu não posso morar em 7 lagoas, me explica? Tá, falta de assunto né? Então bjo procês.

Thursday, February 23, 2006

trânsito


Não precisa nem chover. É só ficar nublado que Belorizontino desaprende a dirigir.

Wednesday, February 22, 2006




Hoje tem anemia? tem sim senhor!!
Alta de Prot. C Reativa? tem sim senhor
Hoje tem antibiótico? tem sim senhor
E sistema imunológico defasado? Tem sim senhor
Ganglios linfáticos doidos e doídos? Tem sim senhor
E o carnaval?
Desengano, senhor...
O que tem eh muito amor no coração e alegria de viver.
Precisa de mais o q?

falta de assunto?

Minhas amigas agora estão com mania de mandar um beijo na boca no final das mensagens, e mails, scraps... Todas não, algumas.
Ok. Ok. No problem. Não me importo, são carinhosas.
(só espero que meu pai não leve a sério)

E eu estava reparando a J.
J. me chama de amor, chama todo mundo de amor, homens, mulheres, crianças...
E ontem ela lançou uma frase que amei. Vimos a foto de N. e ela exclamou: “Ela é linda sim. É meu tipo de mulher!!” E caímos na gargalhada!!

Nada contra amigas que gostam de meninas, de meninas e meninos, ou qq outra coisa, enfim! Mas a parada não é essa agora.
Hoje estou falando das que gostam exclusivamente de meninos.
Estou falando de amigas que não gostam de mulheres, mas que tem segurança o suficiente pra elogiar, reparar, enxergar a feminilidade de uma outra mulher.
A J. fala assim, pq isso não faz dela menos mulher nem menos hetero.
T. tb tem coragem de falar: “Se eu fosse homem, acho que gostaria de mulher assim!”
Saber admirar a beleza de outra mulher, é uma demonstração de sensibilidade que só a mulher tem, e de segurança sobre si mesma.

Oh Sim!




Estava na cara o tempo todo!! Como sou tola! Descobri.
Que bom =)

Friday, February 17, 2006

laboratório socio-antropológico



Sim, eu assisto. E plageando Marina W. dou minhas opiniões.
Carlão é o lider. hip hip hurra!
Minha torcida eh dele, Mari, e rafa!
falei!!

Thursday, February 16, 2006


Droga! Aconteceu de novo. Eu já tinha escrito meia página, aí o computador deu pau. Como sempre. Mentira, quase nunca. Perdi o que tava escrito e perdi a idéia. ESQUECI. Que ódio!

Ainda não sei nada sobre o carnaval. Pra variar.
Ontem encontrei a Déia e a Marcelle no Mac Donald’s da Savassi. Conversamos por uma hora. Foi muito bom. Certas amizades nunca mudam, ainda que mudemos nós.
E essas coisas da Marcelle casar mês que vem anda mexendo com a cabeça da gente.

Pensamento em construção

(O além disso, minha sede.
O além disso)

SIM


ELE PASSOU ELE PASSOU ELE PASSOU!!!
DEFENDIDO!! PODE VOLTAR PRA CASA VIU, SEU FELIPE LIPE LIPE FOI FAZER UM PIQUINIQUE NA PRAIA DO JAPÃO!!!??

Wednesday, February 15, 2006

Tuesday, February 14, 2006

hotel califórnia

(nome de post mais no sense que eu já vi)

Sempre acontece e eu odeio.
No meio da tarde, entre uma nota fiscal e um cafezinho me vem à cabeça algo que eu gostaria muito de postar. Penso: chegando em casa vou postar. Mas eu esuqeço o que é... SEMPRE!!
É muito chato. Mas acho que acontece com quase todo mundo.
Estou de voltas às aulas da Faculdade... já tinha esquecido o rítmo... mas eu chego lá.
Fiquei feliz, a Profa. L. elogiou nosso pré projeto, e ainda nos defendeu com unhas e dentes diantes dos demais professores. Foi lindo :P
Faltam poucas semanas para meu irmão e a tatinha chegarem do Japão!! E vai rolar a festa, vai rolar...


O meu computador tá todo fud... de novo! Não sei pq... que meleca!
Como podem ver, tudo e nada pra dizer.

Monday, February 13, 2006

na cabeça

Tudo bem quando termina bem
E os seus olhos não estão rasos d'água
Mas eu sei que no coração
Ficaram muitas palavras
Um vocabulário inteiro de ilusão

Tudo que viceja , também pode agonizar
E perder seu brilho em poucas semanas
E não podemos evitar que a vida
Trabalhe com os seu relógio invisível
Tirando o tempo de tudo que é perecível

É impossível, é impossível esquecer você
É impossível esquecer o que vivi
É impossível esquecer o que senti.

Tudo que morre fica vivo na lembrança.
Como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça
Mas ante que eu me esqueça,
Antes que tudo se acabe
Eu preciso,
Eu preciso dizer a verdade.


(Impossível - biquini cavadão)



p.s.: que sábado foda foi esse? desculpem o vocabulário, mas não tem outra palavra pra descrever. que merda!

Sunday, February 12, 2006

e.e. cummings na voz do Baleiro

nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto
teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a primavera abre
(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa

ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente, de repente
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;
nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua intensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira
(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas

Thursday, February 09, 2006

Ferreira Goulart


"A vida é uma invenção; você escolhe se quer fazer dela uma coisa alegre ou se prefere que seja uma droga"
perdão anjo. não queria ser agressiva, nem expositiva.
ando lendo nelson rodrigues demais.
bjos em suas asas.

Monday, February 06, 2006

de pernas curtas

Na semana passada, a D. Conceição, responsável pelo café lá do escritório, chegou me contando a novidade: Gal Costa tinha adotado a menininha jogada na lagoa da Pampulha.
_Gal Costa, Conça? – Exclamei impressionada.
Ela confirmou enfaticamente. Contou da presença da cantora no hospital, jornalistas e tudo mais que a Gal tem direito.
Espiei no Estado de Minas, no Uai, vasculhei né?

Nada! Como eu previa. Não que eu duvide que a Gal seja capaz de tal ato de amor, mas com certeza, se fosse verdade, a notícias já estaria aos quatro ventos.
Contei à D. Conceição que era mentira, pelo que ela disse, mentira da enfermeira.

Conça estava no hospital acompanhando a irmã internada, que foi transferida hoje para a Santa Casa. Para desespero de Conça.
Desespero sim senhor. Pois D. Conceição não me chega arrancando os cabelos?

_Que houve, Conça! Santa casa é uma boa, ela vai ficar bem lá.

_O problema é que ela chora demais. Ela grita.
_E aí?

_E aí que me contaram que na Santa Casa, quando um paciente chora muito, eles dão o “chá da meia noite”, que serve pra matar a pessoa, pra ela parar de gritar no ouvido da enfermeira!

Chá da meia noite, minha gente!!! Se o pessoal da Santa casa ouve uma dessas, dá processo e o caramba!


Quem inventa essas coisas, hein?
Conça, ouve só: Se apoquente não que sua irmã vai sair tinindo de lá, ok?

Sunday, February 05, 2006

quanto mais idiota melhor?


Por que o pato tem inveja do gato? Ora, o gato lambe as patinhas!!

Friday, February 03, 2006






A Janaína falou: "Dani, vc é Belo Horizonte, vc eh chorinho, eh sambinha, eh bossa Nova."
Mas Jana, vc escutou o CD da Ivete sangalo que tá aí na nossa máquina? Jana, carnaval!!
"Dani, vc eh belo horizonte!!"
Não Jana, sou Sete Lagoas. Sou Cesar Menotti e Fabiano. Não deixei de gostar da minha bossa nova, mas lá a vida eh mais feliz.
"Dani, vamos num chorinho domingo?"
Jana, vamos na Bartucada...


Chico Rosa, eu assisti ontem. Um diálogo entre Noel e Buarque. A peça foi um show, um trem de louco. Qndo chico começou a compor, como sabem, noel já tinha ido dessa pra melhor, mas a influencia eh clara, e tem td a ver. A peça foi toda EU.

Jana, Sou sete lagoas, e sou bossa nova e chorinho com vc.

(Obs.: sete lagoas tem muita coisa boa e de qualidade, e bh tb tem folia, ok?)

detalhes tão pequenos...


meu pé sujo

Thursday, February 02, 2006

chico nos ouvidos, como sempre, graças a Deus!


ai, tem jeito?

ok... ok...


Casa do Pablo Neruda


O Lipe achou meu post triste. Desculpa pessoal, não quis ser grossa. Acho que escolhi os diálogos errados pra postar... não deu ibope, né? Ok.
Vamos brincar de diário: Hj eu volto a trabalhar no horário normal! Ufa!
As aulas começam segunda, e minhas coisas ainda estão uma zona.
Talvez eu vá ao cinema hj com a Thais. E se eu fosse vc... Já virão? É bom?
O último convite pra ir ao cinema foi do Galinho (ou da galinha né, Lu?) e eu nem fui!

Vida besta!
Acabo de lembrar que não tomei café da manhã.
(Alguém aí tem o livro: "pelas trilhas da emoção - Regina Taam? Tou precisando...)

Wednesday, February 01, 2006


(noite complicada, pessoal...)



Uma proposta pra vcs. Interatividade, vamos?
Quem tem vovô? Quem tem vovó? Velhhinhos de plantão?
Eles são o máximo!





Diálogo 1:
_ Vovó! Oi vovó.

_ ...

_Vovó? Vc sabe quem eu sou?

_Se vc não sabe, eu é que vou saber.


Diálogo 2:

_ E aí, vovô? Novidades?
_ Câncer.


Já ouviu alguma desse tipo? Mandaí!!

triste isso... não é mesmo, Xico Sá?

Tuesday, January 31, 2006

orkut

Orkut é um lance bem engraçado.
Superexposição das vidas pessoas, etc etc.
Eu ia escrever, mas não vai dar pra ficar aqui fora, moçada

Monday, January 30, 2006

putz!


Desculpe meninos... tou de mau humor hj.


Eu tinha esboçado algo pra cá, mas esqueci.
Eu quero voltar pra sete lagoas, tá bom?

Saturday, January 28, 2006

eu tive fora uns dias, numa onda diferente...

Sete Lagoas e Lavras... teve bom.
Não fui ver o mar, mas tá td bem.
Vivi dias leves e felizes...

E agora só penso no carnaval (desengano!)

sei não

pelo barulho eu diria que tem um porco morando no meu telhado..

Wednesday, January 18, 2006

temporada animal

Td começou com um cheiro de rato. Eu não acreditei muito quando ela contou: "tou sentindo um cheiro de rato!"
Cheiro de rato? Ok ok!
Até que eu o vi. Peludinho, pequeno e rápido, como todo bom e velho ratinho. Passeava pela minha cozinha. Uns tiveram nojo, outros pena, e muitos ignoraram. Paulo gritou que eu o matasse.
Ele fugiu. Não sei como nem quando. Não caiu na ratoeira nem comeu o veneno. Apenas desapareceu.
Aí veio o episodio da bruxa. Não, nada de verruga no nariz. Aqula borboletona marrom mesmo! Debateu-se a coitada até as 3 da manhã. Enquanto eu me contorcia em uma crise de pânico... das piores!

No dia seguinte, ressaca moral e pombos no quintal. Percebi que não ia acabar tão cedo.

Aí vieram as comemorações de ano novo... vida nova.. essas coisas.
Fotos de insetos. Ok, nunca tive problemas com bichos, eu juro. Mas aquilo estava ficando um pouco estranho.

Brindes, vivas, tudo de bom.
5h... que sono, não?
Ouço umas fungadas e.... UM CACHORRO ENORME DEBRUÇADO NA CAMA!!!! Um pastor alemão preto! (rapha diria ser um lobo!)

Ao tirá-lo do quarto só ficou o barulho das asas do morcego que passava por ali...

...

Ele disse: Ô trem arretado!
Ela não resistiu mais!

Friday, January 13, 2006

vou






Oi gente!
Gostaria de postar aqui na frente a felicidade que me deu ao ver um comentário da thais sobre meu poema. Valeu! Achei que ela nunca me visitasse, mas ela vem sempre! Eba!

Bom pessoas, parece que alguma coisa vou fazer. Niterói, aí vou eu!!!
Muita coisa pra ser publicada, muita poesia na cabeça... mas tou meio sem saco!
A notícia mais fofa é: MINHA SOBRINHA (do leo) NASCEU!!!
Ela é muito linda! Ana Laura!!!

Bom, vou nessa, tou sem papo.

Wednesday, January 11, 2006

e homenagem à minha irmã Tati, que me fez perder a vergonha de publicar minhas bobagens...

E o relâmpago se desfaz...
Pura luz... Fogo intenso.

Muitos fins ensaiados, vez por outra.
Muitos fins desejados, vez por outra.


Muitos desejos calados... Outra vez.

Maremoto revirando tudo com violência e rapidez...
E o exercício diário de conter as forças tempestuosas
Da vontade súbita, da sede, da fome de nós dois.

Então um mar mais calmo
E o querer oscila como as ondas

Quando pensamos nos livrar dele
Ele se mostra mais forte... Vendaval!


E o relâmpago se desfaz
Pura luz... Fogo intenso.

Muitos encontros sonhados, vez por outra.
Muitos encontros desfeitos, vez por outra.


Muitos desejos calados... Outra vez.




...





E o relâmpago se desfaz
Pura luz... Fogo intenso

Muitos beijos trocados, vez por outra
Muitos beijos apressados, vez por outra

Muitos desejos calados... Outra vez.


Um trocar de olhares, sem despedida
Uma fala dúbia, indefinida
Um clima a se desfazer no ar.

(E eu já disse:)
Não quero ser uma coisa nova na sua vida
E envelhecer quando amanhecer o dia

Quero apenas dobrar a esquina do seu mundo
E deixar a impressão de que nunca fui embora.



...


E o relâmpago se desfaz
Pura luz... Fogo intenso


Um coração apertado, vez por outra
Lembranças de um rápido tornado, vez por outra.


E só o amor fica...Dessa vez.

(Belo Horizonte, 27/05/2005)

rapidex


CMBH


Pessoal, o dia nasceu tão bonito hj do lado de cá do mundo! Putz! Fui pro sítio com meu pai, e voltamos bem de manhazinha... tava lindão.

No mais, férias frustradas de verão!!!

Monday, January 09, 2006

meio borocoxô

Dor de cotovelo não é das coisas mais gostosas do mundo... mas ainda bem que passa. Coisa boba, coisa boba...

Saturday, January 07, 2006


mais ou menos isso

De volta

Bom pessoas. estou de volta.

Reveillon teve bom; pequenos detalhes virão depois, nas próximas publicações.
Estivemos, leo, eu e mais 3 amigos(Guila, Gabi e Rique) desde o dia 2 até ontem, em Nova Viçosa, litoral baiano, bem ao sul. Cidadezinha pequenininha.... Sol... bom demais da conta! Melhor ainda a família que nos hospedou lá. Também predendo falar deles.
Fim de semana pra marcar passo agora, enquato decido o proximo pouso das minhas férias.

Saudade Itchi!! Tive um pesadelo filho da puta com vc.. mas ainda bem que foi só um pesadelo, certo?

Paulo Castro: amo vc! Desculpa o sumiço.
Tatá: Amo muito vc, e também espero que vc esteja comigo em 2006 todo todo! Como estão as coisas? E as princesas?
Rafa Milagres: cadê vc?!

Tatinha: Saudade!! Como foi natal/ano novo?

É... já sei... vou escrever pra cada um separadamente, sorry!

Dicas paras minhas férias? Tou aceitando! bjo bjo pessoas!

Friday, December 30, 2005

Sexta

Quinta de muito trabalho. Sexta de bons planos e férias!!!!
Mas o medo não me deixa continuar no computador. Amanhã, a luz do sol, eu volto, ok?
Bjinhos

Wednesday, December 28, 2005

Quarta-Feira

Com jeito de diário, né?
Escrevi um poeminha meia boca. Depois, ok?
Preocupei mais com a forma que com a alma... me ferrei um pouco nisso, mas fiz.

Reveião chegando, hein moçada?
E a lista de promessas? Planos, melhor dizendo...
Vou pensar em alguma coisa...

Tuesday, December 27, 2005

Terça-Feira




Terça de trabalhar de manhã e dormir no ônibus depois do almoço!
Ê vida besta...
Antes que eu me esqueça: Tati, eu tirei o popema aquele dia, pq fiquei com vergonha, mas vou postá-lo em sua homenagem de novo, ok?


Férias semana que vem e o litoral me chama... (verão é muito sexy, né? Sem meus 4 quilos a mais seria super power sexy!!!)
Tem uns tres poemas engasgados... se misturar eu tou fu...
Sem assunto? eu? Magina!!
Rouca apenas.
Beijos de borboleta

Monday, December 26, 2005

Segunda feira

Pois eh. O Natal foi bacana. Sete Lagoas é sempre bacana. Reflexões sobre a família, mas já esqueci.
Ganhei um blusa lindinha da hering da Nanda de amigo oculto, ganhei uma outra blusa soltinha da Rose, mas tenho que trocar pra P, ou PP, hehehehehe.
Ganhei bombons e beijos!
Fez um sol alucinante e percebi que preciso ir à praia. hoje tá frio em BH, e o vento tá tentando levar o telhado da area de serviço.

O rapha amou o lap top do homem aranha! Ponto pra mim!
Não consigo mais alterar as cores e tamanhos de fontes :(
Quero sair pra dar uma volta.
Bjos
(lipe e tati, saudade saudade)

reprise para novos visitantes!

Os plágios do que eu sinto

Não conseguir concentração é um pouco incômodo pra quem quer compor algo depois de muito tempo longe das canetas tinteiro... Ora! Por que não procurar por um canto isolado?
Decidir dedicar quando grandes transações são decididas ao redor... Faça-me o favor!!
Além de um bocado de tristeza, pra fazer um samba com beleza também é necessário o mínimo de reflexão. Talvez eu conseguisse há algum tempo... Versos que não valiam pra ficar... Verdadeiros e escancarados demais. O poeta tem que sem um pouco fingidor, não é mesmo? Que seja! Mesmo que os poetas sejam falsos (como eu), seus versos serão bons! E algumas hipérboles e uns poucos eufemismos não fazem mal a ninguém.

Estamos então, nós dois.
Eu na fome de escrever, de devorar essas linhas, essa tinta, essas teclas, enfim! (fazer valer essa modernidade!). Você, na sede de ler algo que mexa. Ou apenas te distraia nos momentos de inquietude. Inquietude? Qual? A que carrego no coração e na alma?
Essa febre, um fogo leve que eu peguei? (deve ser da idade...) Se buscou as letras por alguma palavra ou conselho (como aquelas pessoas que abrem os livros sagrados à procura de lições, ou que lêem os números das casas procurando prêmios de loteria), posso te passar, sem precisar me isolar, esse furacão que quero viver. A intensidade que flui nesse meu corpo, essa minha mania de achar que a vida pode ser maravilhosa. Esse lance de ver luz e balanço nas belezas de todo dia. Essa vivacidade que quero enxergar no simples, no quotidiano.
Essa gargalhada escancarada. Isso posso te passar. E se é o que busca, pode fechar os olhos ou o papel (ou o arquivo, sabe lá!?). Mais do que isso já não consigo. O mundo passa acelerado ao meu redor; homens e seus negócios, mulheres e seus horários. Sei não...
Talvez se eu tivesse aquela velha árvore, aquela boa brisa, aqueles passarinhos...
Ainda assim nada sairia aqui nesse papel. Talvez por isso essa alegria e essa vontade imensa me sufoquem. Queria que todos vissem, queria abrir o peito em vento... Que uma música agressiva e boa rebatesse no meu palato... O poema... A balada... Queria me despir pro mundo (mas ele faz charme!). Sei não... Será que, sendo assim, não voltaria aos meus versos meninos de pés no chão? Penso que meus cânticos nunca sairão de mim, ainda que haja o momento de reflexão; ainda que haja o isolamento; ainda que eu tenha o dicionário na cabeça e nas mãos. Ainda que eu tenha passado esses poucos anos aprimorando minhas concordâncias...
Da minha boca não ressoa meu samba bem pra frente...
Privo-me então de dizer realmente o que eu acho. E nessa frustração de não alcançar meus versos,
(in)coerentemente assino embaixo.

(Belo Horizonte, 06 de julho de 2004)

Saturday, December 24, 2005

FELIZ NATAL A TODOS (ANDO MEIO SEM TEMPO, AMORES)






ô bixim q eu amo, viu?!

Thursday, December 22, 2005

algumas

Algumas coisas a dizer... Mas a cervejinha rápida com Thiago e Jana ontem foi essencial!

E eu nem acordei com pneumonia, como previsto!

Wednesday, December 21, 2005

Eu (na visão do cara mais fantástico! Envaideço)

As cidades e o desejo
No centro de Daniela, metrópole de pedra cinzenta, há um palácio de
metal com uma esfera de vidro em cada cômodo. Dentro de cada esfera,
vê-se uma cidade azul que é o modelo para uma outra Daniela. São as
formas que a cidade teria podido tomar se, por uma razão ou por outra,
não tivesse se tornado o que é atualmente. Em todas as épocas, alguém,
vendo Daniela tal como era, havia imaginado um modo de transformá-la
na cidade ideal, mas, enquanto construía o seu modelo em miniatura,
Daniela já não era mais a mesma de antes e o que até ontem havia sido
um possível futuro hoje não passava de um brinquedo numa esfera de
vidro.

Agora Daniela transformou o palácio das esferas em museu: os
habitantes o visitam, escolhem a cidade que corresponde aos seus
desejos, contemplam-na imaginando-se refletidos no aquário de medusas
que deveria conter as águas do canal (se não tivesse sido dessecado),
percorrendo no alto baldaquino a avenida reservada aos elefantes
(agora banidos da cidade), deslizando pela espiral do minarete em
forma de caracol (que perdeu a base sobre a qual se erguia).

No atlas (...) devem constar tanto a grande Daniela de pedra quanto as
pequenas Danielas das esferas de vidro. Não porque sejam igualmente
reais, mas porque são todas supostas. Uma reúne o que é considerado
necessário, mas ainda não o é; as outras, o que se imagina possível e
um minuto mais tarde deixa de sê-lo.

Tuesday, December 20, 2005

...


Putz! Eu demorei quase 1/4 de século pra sacar a diferença enorme que faz o rimel?
(Paula, por falar nisso, vc estava muito linda quinta feira, viu?)

Saturday, December 17, 2005

Minha tv acabou de estragar!





Festa de fim de ano do escritório. Alguém escreveu no blonicas sobre isso. E é realmente engraçado. Pessoas que se odeiam se abraçando e pedindo pro músico tocar aquela do "vando"...
Putz! Sobreivi ao churrasco da empresa.Sem maiores alterações.

Hoje tou mais de tiete que todos os dias.
Além da tietagem básica pelo Saulo a tarde inteira (faltaram minhas musicas, mas ainda bem), PAULO CASTRO passou por aqui!!!
Ai meus Deus!!! Sabe quando vem visita em casa e vc quer tudo limpinho, copos de cristal... Ah! Eu queria ter escrito algo legal para recebê-lo. Sem saber que ele viria, escrevi Caetano. Ao menos ele no título.

Algumas coisas pra escrever, mas tem alguma coisa batendo ali fora. Já fui verificar, é na casa da vizinha. Verifiquei 3x. Mas há tempos não tenho crises de pânico, e não quero ter uma agora. Taquicardia começa, e eu fecho o boteco. Vou comer alguma coisa.Com as portas trancadas, obviamente.

Thursday, December 15, 2005

após ler blog de Paulo Castro



(E Bethania canta):

"Eu sou o vento que lança a areia do Saara
Sobre os automóveis de Roma
Eu sou a sereia que dança
A destemida Iara
Água e folha da Amazônia
Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega
Você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é você?
Que não sentiu o suingue de Henri Salvador
Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô
E que não riu com a risada de Andy Warhol
Que não, que não e nem disse que não
Eu sou um preto norte-americano forte
Com um brinco de ouro na orelha
Eu sou a flor da primeira música
A mais velha
A mais nova espada e seu corte
Sou o cheiro dos livros desesperados
Sou Gitá Gogóia
Seu olho me olha mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar
Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é Recôncavo e nem pode ser reconvexo"

Friday, December 09, 2005

cinema em casa



Ops! O post do começo da semana era pra ser sobre cinema. Infelizmente tive que mudar o rumo da prosa.
Ficaria escrevendo sobre a perda do meu amigo e o quanto está doendo cada minuto por muitos posts... mas eu sei que não é o caso... além disso, não adianta mais tanto.

(...)

Dois filmes esse fim de semana (que passou).



Kill Bil - volume 1: Mucho bom! Quero ver o 2 LOGO! Não pensei que fosse curtir tanto.
Dom: vou falar sobre ele depois. Também é bom... mas um pouco apelativo. A Maria Fernanda Cândido tá muito linda! Capitu!!

As fotos são pro nando, que é fã.

Thursday, December 08, 2005

Era assim todo dia de tarde, a descoberta da amizade... até a próxima vez!

Há alguns dias não recebo as gotas de carinho que encontrava quase que diariamente na minha caixa de e-mails. Confesso que estranhei sua não resposta no e-mail que encaminhei na sexta feira; mas como era encaminhado, e sei que no novo setor você anda muito ocupado, pensei que fosse puro stress do dia a dia. Pelas minhas contas, sua última mensagem veio na quarta e eu bem pensei que em breve viriam as notícias do fim de semana, como de costume.

Pois é... meu tão querido bem, você sempre me pergunta como foi o meu dia, então eu te conto que hoje pela manhã eu caminhei sob uma chuva muito fininha, num campo bem verde, de onde obtive uma linda vista. Minha caminhada durou pouco mais de 3 minutos, mas pude pensar bastante.
Você iria gostar de me acompanhar nessa caminhada, e com certeza atentaria para detalhes das plantas que quase ninguém vê. Foi intrigante fazer uma caminhada com todas aquelas pessoas. Algumas eu já conhecia, mas muitas delas são personagens do seu discurso diário, pessoas do seu mundo, das quais sei alguma coisa, mas nunca as tinha visto.
O sol teimava em apontar... mas a chuva fina não cessava, e me lembrava das suas gotas de carinho e amizade. Todas as tardes, (e nos últimos tempos mais ou menos de 3 em 3 dias), você me presenteia com uma mensagem doce, notícias sobre a sua vida, sobre o seu amor, sua família, Chico Buarque, os campeonatos de futebol. Por suas mãos conheci muito de Clarice Lispector, de Mário Quintana, e tantas outras leituras. (Acabo de lembrar que tem um livro meu contigo). Conheci o carinho incondicional, a amizade mais que sincera, o querer-bem puro. Nas nossas curtas conversas diárias posso ser eu mesma, com minhas fraquezas e virtudes, e você, meu amigo, me estende as mãos em qualquer ocasião.
Eu sei que é tolice, mas nessas horas vem à mente tudo que podia ter sido, e não foi. Quantos convites pra comer um sanduíche, tantas vezes que me cobrou telefonemas, notícias, respostas... Eu sou muito relapsa, sempre.

(...)

A agenda desse próximo ano está linda! Pensei em te mandar uma. Fiquei de fazer o pedido quinta, mas pra variar esqueci. Ela só não está mais que a do ano passado, onde tenho recados seus no dia do meu aniversário, aquela parábola que você gosta e a música para que eu me lembre quando estiver triste.

(...)

Uma doce e fresca flor se abrindo... É a sensação de cada presente diário que me dá, em música e poesia, pensamento, ou mesmo um Olá. Piegas? Talvez. Não mais que seus discos do Amado Batista.

Estive com sua amada. Como o amor de vocês é lindo, meu Deus! NEOQAV, ela disse, ela escreveu. Você sabe né? Tive vontade de dizer a ela sobre as nossas conversas, sobre o seu amor por ela e tudo mais. Mas se você acha que não é bom não digo. Respeito sempre foi a base da nossa amizade.
Lembro de uma vez que nos vimos, acho que a penúltima. Não. Antepenúltima. Encontro rápido; trocamos livros, algo assim. Não sei o que houve, seus olhos se encheram de lágrimas. Disse que se emocionou. Não sei direito porquê. E hoje sou eu que nao dou conta de parar.

É. A riqueza que nós temos ninguém consegue perceber. Voce disse. Mas não importa. Nós percebemos.

Meu amigo, meu tão querido bem. Vá em paz. E agora, mais que nunca, só Deus sabe em qual rua minha vida vai encostar na tua. Mas, pra que chorar se nada é pra sempre, certo?

Ficam seus ensinamentos. Seu exemplo. Seu carinho. Sua delicadeza. Sua alegria. Minha vontade de escrever para você e sobre você até o sol se por e nascer de novo. Fica a nossa amizade. Amo.

(ao meu amigo e tao querido bem, Valde, desencarnado terça, enterrado ontem pela manha. Febre maculosa, creiam!)

Sunday, December 04, 2005

domingo

Hummm. domingueira... segunda tem post com foto...
por hj, tietagem, Marina W. respondeu ao meu e mail!!!!! Hyup!
E uma dica: minha leitura diária

Monday, November 28, 2005

Metalinguagem II?

dose dupla


Acho que começo a descobrir porque não consigo escrever crônicas (publicáveis)!
Pelo menos um dos motivos eu começo a enxergar. É. Eu não sei escrever só sobre mim, ou só sobre um fato, uma situação, um tema. Tirando os textos acadêmicos (e só os textos mesmo, porque nas discussões presenciais também não funciona), eu sempre dou um jeito de tornar a coisa mais familiar.

Hoje por exemplo estávamos numa discussão antropológica na faculdade (que se aproxima bastante da idéia que eu faço de terapia em grupo) e num certo momento precisávamos nos definir. A Camila tinha que olhar em meus olhos e perguntar: “Daniela, quem é você?” E no tempo estipulado eu tinha que dizer quem sou eu. Invertíamos os papéis, Camila relatava-me sobre quem ela é, e então havia uma socialização, blá blá blá... é mais que isso, mas tenho preguiça de explicar.

Ao fim discutíamos a atividade proposta.

Lá pelas tantas, bem depois da hora que eu pretendia ter ido embora daquela maluquice (mas que até vale a pena de vez em quando) uma das alunas, uma adolescente irritante, (mas tão irritante que eu fico até culpada) resolveu abrir a boca pra dizer que a maioria de nós, pelas observações dela, têm dificuldade de falar sobre si mesmo, sozinho, sem colocar a mãe, o pai, o irmão, o namorado/marido, os filhos, o cachorro e o papagaio no meio. Tá. Lá fui eu argumentar que o que somos tem muito a ver com nossos pais e as pessoas que nos rodeiam, a quem amamos (os filhos então, nem se fala!), etc etc... Mas a moderadora do grupo e professora na ocasião revidou dizendo que nossas preferências e a forma com as quais lidamos com as pessoas que nos rodeiam muda, o que somos não muda e independe dessas outras pessoas. Tá de novo.

...

Resolvi ler as colunas de outras figuras da revista
paradoxo . Escrevem bem todos.
Quando da faculdade de jornalismo, tudo que eu queria na vida era ser colunista; de comportamento, música, ou qualquer outra bobagem que sobre a qual eu tivesse vontade de discursar. Então todos diziam: “Mas isso é pra jornalista que já fez carreira, já fez nome, já trabalhou com tudo mais que há no jornalismo, blá blá blá”. Tá.
Esse tempo passou. Mas eu confesso que reparei, com certo frisson, que não há nenhum colunista de BH escrevendo por lá.
Bobagens à parte, percebi que eu poderia muito bem escrever como aquelas pessoas ali, mas a diferença gritante estava em: Eles não familiarizam a coisa. Discorrem sobre o tema e pronto, ainda que seja um tema simplório. Eles não enfiam nomes das pessoas de convívio e nem encaixam exemplos sobre a vida íntima como eu faço. Além de só saber falar de mim (dizem que é do signo), eu ainda familiarizo a coisa.
E daí não dá esse formato bonitinho que a gente vê por aí (ai que inveja da Janaína!! Ela consegue!), meio pessoal e meio impessoal, que as pessoas gostam de publicar, e ler, e etc, etc, etc...

Ai ai...

Friday, November 18, 2005

o verbo que me trai também me falta

Há alguns anos as pessoas poderiam me encontrar facilmente no ensaio de Tango. Eram os momentos mais agradáveis dos quais consigo me lembrar. A farda meio desfeita, mas às vezes ainda no corpo. No piso ou no tatame, éramos felizes. Verdadeiros dançarinos de tango ririam, mais tarde, do nosso bailar. Mas na nossa esfera isso nos elitizava. Dançávamos tango no exérito.

Braços e corpos tomavam forma. Olhares e pernas. Mas não era só isso. Era o tempo do subjetivo, o horário do pessoal, do familiar, do sentimental, do abstrato. O movimento era padronizado, nós não. Ríamos alto. Falávamos palavrão. A professora Maria Elisa por vezes sentava conosco no tatame. Falava do casamento, da família, de sexo, de amor, de carreira, da vida. Cofessávamos nossos íntimos. Purificávamos a nós mesmos naquele diálogo. Tirávamos os pesos. Aconselhávamos uns aos outros. E vivíamos.

Mas como treino é treino, na hora do ensaio o jogo era duro. Horas a fio. Movimentos... movimentos... em busca do movimento perfeito. Éramos amadores, claro. As limitações era respeitadas, obviamente. Mas ela sabia quando tínhamos muito mais a oferecer, podíamos ser muito melhores. E nessa hora ouvíamos a voz dela, um pouco rouca, um tanto longa: "Tá pobre! tá pobre! melhora esse pé, levanta esse braço, trabalha o olhar, a ponta. TÁ POBRE!"

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Eu tenho lido muitos blogs, algumas crônicas. Todos os dias. Marina W. descobri que não é anônima como eu. Ela manda bem mesmo. Silvio não escreve há tempo. Mas foi no blog dele que descobri a fama de Marina W.
Clarisse Verdolin e os blogs que ela indica. Tierro (te achei) e A FALA. Campelog. Mescrai da jana (fantástico).
Tenho lido também muitos artigos da minha Pedagogia Hospitalar. Todos os dias. Venero Rejane Fontes.


São tão admimiráveis!! Deleite para apaixonados pelas linguagens, como eu.

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Sento-me aqui ou acolá. Preciso escrever. PRECISO ESCREVER!! Mas, a cada linha, não me livro do eco da voz da Maria Elisa: "Tá pobre. tá muito pobre".

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Acho que os fones de ouvido me deixam meio fora do mundo... meio dentro de uma bolha, uma cápsula, sei lá. Isso em frente ao computador. Se estou caminhando, eu simplesmente sou cinema.

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Peguei a chuva de belo Horizonte inteira. Definitivamente, estive apaixonada em quase todos os meus novembros.

constatação





Constatei que eu adoro banheiros... com janelas. Sinto-me tão segura nos banheiros... confortável... (Eu comigo mesma né, Rafa?)
E os com janelas são demais. Assim não tenho problemas com a claustrofobia.

Wednesday, November 16, 2005

ampulheta

São 18 anos desde o desencarne da mamãe.

gosto. recomendo

Monday, November 14, 2005






Como comentou Otto Lara com Nelson Rodrigues, “Diante de Chico Buarque todo homem é um corno em potencial”

Friday, November 11, 2005

...


Closer - Perto Demais


O outro blog que descobri é de um cara. Silvio o nome. Mas acho que ele não escreve muito por lá. Em compensação Marina W. escreve muito bem... e bastante.

Fiquei o dia inteiro querendo escrever aqui... um punhado de coisas... mas parece que é mesmo verdade que eu não funciono direito à noite. Esqueço até como se escreve.

Ontem fui embora debaixo de muita chuva. Um camarada daqui me acompanhou por parte do caminho. Coma na maioria das vezes que nos falamos, ele reclamava da carência na vida amorosa. Antes dele outras três amigas vieram me reclamar mais ou menos a mesma coisa. (Acho que atraio esse tipo de diálogo). Então eu me toquei o quando as pessoas se sentem sozinhas. E por poucos instantes senti-me culpada de não ter esses problemas. Sério. Solidão amorosa. Não me lembro o que é isso. Já tive.. mas não me lembro. As pessoas com quem eu tenho conversado estão tão fragilizadas, carentes... e a fala delas tomam o mesmo formato, sabe? Elas fazem as mesmas burradas... Vontade dá de juntar todos numa festa na minha casa, fechar a porta do quarto e dormir. Pelo menos assim as notícias seria mais animadoras no meu domingo de manhã.

Solidão todos temos... e eu estou em processo de aprender a ser só. Tenho adquirido êxitos. Mas é uma solidão diferente. Um dia escrevo sobre...
A solidão dessas pessoas acaba com o ego... E a sede delas é tanta, que as faz ainda mais sós... Parece que está escrito na testa dessas figuras "quero um amor pra vida inteira". Só pode ser!! Todas que eu conheço são pessoas lindas, inteligentes, interessantes, divertidas... e completamente sozinhas. Nada dá certo! Acho que essa frase tatuada na testa deve meter medo nas outras gentes. Só pode ser isso.

E eu fico nesse fogo cruzado desses sujeitos, quando na verdade nenhuma palavra amiga funciona. E o pior: Começo a me sentir um monstro por ser bem amada, por ter quem me goste, por gostar de alguém... E por saber que sempre terei. Sinto-me pedante. Mas sempre terei.

Monday, November 07, 2005

...tua beleza é um avião...

Hj, por acaso, procurando as coisas mais inusitadas na net, já que não achei o artigo que eu tinha que ler, e também, pra variar, a disposição pras outras coisas é bem maior que para os estudos mais massantes, achei dois blogs bacanas, de umas pessoas com quem até pretendo me contactar, quem sabe. Uma mulher - Marina W.- e o outro eu acho que é um homem que escreve, mas não tenho certeza, pode ser mulher também.
Bacana, mas percebi que esse blog não é o que eu queria que fosse. Quem o lê não sabe que sou eu. Tá bom, tem aquele papo que nem eu sei quem sou, mas acho que esse blog não tem tanto minha cara, o que vcs acham? Acho que faltam as benditas fotos. Felipe, ó campelo! Save-me! Como posso "postar' fotos aqui?

Enquanto seu lobo não vem, vou escrevendo por aqui. Janis nos ouvidos... tava com saudade dela. Perdi todas as músicas que tinha no meu computador no último "pití" que ele deu, mas graças a prudência da Janaína achei a pasta da Janis:)

Final de semana, ao interessados, foi bem bacana, pacato. Sexta: Final da novela, né? meia boca. A semi-final foi mais legal. Sábado: Arrumação de casa e tals... ê vida! Shopping e chopinho com Janaína, e aquele lance de funghi que eu e leo adoramos no fim de noite. Depois casa correndo. Deu crise da tal narcolepsia, sei lá! Até machuquei a cabeça por dormir de repente. Mas sem detalhes patéticos. Domingo: Parque com Raphinha. Foi show! Depois lavar roupa, hahahaahah, domingo, acreditem! Então, já estava lá mesmo, inventei uma receita de broa de fubá com queijo. É, inventei, eu inventei, viu? E ficou até comestível!! Essa vou mandar pra Ana Paula, tou devendo, né? Então, aí DVD do Chico com papai, e dormir... com o Rapha na minha cama! Quem dorme, me diz? (o bicho papão tem chifres no nariz, fiquei sabendo ontem).

And so it is.

Caramba! Eu não sei por que eu tenho mania de arrastar tanto minhas graduações.... Não sei se nasci pra estudar não, viu? Eu até gosto, mas não tenho compromisso com as coisas.. e assim não chego a lugar algum.

Internamente... internamente?

"em que fase você está, Daniela?" - O Nando perguntou. Com aquele jeito de pronunciar meu nome que só ele tem. Abrindo a boca de um jeito... sei lá, um jeito que é dele. Não sei, Nando. Não sei em que fase eu estou não. Acho que nova, se é pra comparar com a Lua, tou de Lua Nova... Vou crescer ainda, mas já parei de minguar. Fase família, instavelmente pacata; estavelmente, e espero que definitivamente, cristã.

Quero ir ao cinema, mas vai chover.

O título do post, antes que eu me esqueça, tiro da bossa nova, grande paixão (uma das) e é em homenagem (espero que não pareça um infame trocadilho, mesmo que de fato o seja) ao KDT Scheer, Felipe de Faria Scheer; mas pra mim, pra Alinne amiga, para a maior parte do amigos e familiares, sei lá, e pra Aline namorada (também deve ser) somente FIL! Valeu pelas fotos, depois de séculos sem contato. Bacana! Só vista louca. Coloca lá no orkut, vai ficar show!! (Fil, vc crê que eu sei o aniversário do Todd? 19 de março. Kd ele?)

Ah! Aos que interessam: Nos ouvidos, como eu já disse, Janis.
Para ler: Ensaio sobre a cegueira - José Saramago. (Valeu rafa! Tou adorando. essa semana termino). Fui, inclusive, esqueci de contar, ao lançamento do "As intermitências da morte". Saramago palestrou por quase uma hora. Tou fã.
Assistir: Hum. quero ir ao cinema. Artur tá recomendando "A Queda", pra locar.
E pra pensar, hein?
Bom, Ainda tou com a proposta de Cristo, mas se querem coisa nova, que tal pensar no peso que a cultura tem sobre os nossos atos? É, a cultura que nos é passada, de pai pra filho, que já está fixa na cabeça da gente... Ela fica ali. Ao mesmo tempo que está no todo, está escondida, no cantinho, e sem vc peceber ela te impede de agir dessa ou daquela forma. A gente só não pode esquecer, e aí eu passo por Nietche (é assim?), que quem "faz" (precisava de um termo melhor) a cultura, as regras sociais, os princípios, os valores, e tal e coisa, é o próprio sujeito, o ser social, isso! Nós mesmos. E de repente as normas sociais, enraizadas pela cultura, tomam um caráter maior do que deveria; acabam sendo mitificadas, e o que era pra ser princípios de bem estar social, viram regras que, em alguns casos, frustram certas figuras por uma vida inteira! Por isso, se queremos pensar em alguma coisa últil, abramos os olhos. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Não saiamos também burlando tudo quanto é lei... mas não nos deixemos sufocar por princípios sociais que não protegem ninguém, só fazem tolhir nossas manifestações.

Té+.

Monday, October 31, 2005

Fazei-me instrumento de vossa paz

Só pra publicar as conclusões que chegamos, Tierro e eu, depois de um dos nossos papos trimestrais sem noção.

O lance agora já não é mais se Deus existe ou não, mas se a proposta dele é bacana. E acaba que sim, pq seja por temor ou por amor, a fé nele acaba tornando as pessoas mais fraternas e amáveis.
Então tá valendo.

No meu caso, eu tenho fé, eu creio e sei da existência de Deus... mas ainda que não soubesse, certo?
bjs a tds.

Tuesday, October 25, 2005

errata

galera, muita coisa pra escrever e pouco tempo. Então vamos aos vacilos da semana: é Rave e não Have, não é isso, lipe?
E outra, a doença é narcolepsia... catalepsia é outra coisa, hahahahahhaha

E pra terminar, frase do Felipe, o Campelo, diante da expectativa de aproveitar ao máximo sua estadia no Brasil, em março próximo: "Vou assumir a postura Sidney Magal: Me chama que eu vou!!" (dureza, hein?)

Bjos a todos.
Bruno, o campelo, dê notícias, meu filho!!

bjos

Tuesday, October 18, 2005

Notícias da Dani

Se é pra atualizar, vamos às coisas práticas, não é?
Depois de uma semana de recesso, de volta às aulas. Por que será eu não consigo coordenar minhas atividades acadêmicas? Quando vejo os prazos já passaram.. faço uma confusão!!! Como em tudo na vida, né? Um dia eu aprendo!

Ah! Vc não vão acreditar. Qualquer pessoa que convive a um pouco mais de tempo comigo sabe que nunca fui ligada à música eletrônica... Mas outro dia, num churrasco na casa da Clara, o Baiano levou os malabares... aqueles de fita, sabe? Meus amigos, quando vc vc encosta a mão naquelas fitinhas mágicas vc entende o que aquele som - trance eu acho - tem de tão envolvente! Elas são muito viciantes! É muito bom! Resultado: tou viciada, quero um par de cada cor e quero me exercitar pra conseguir ficar acordada numa have!! Alguém acha que eu consigo?

Por falar em sono, já tou virando motivo de piada. Ando por aí dizendo que tenho catalepsia. A tal doença que as pessoas simplesmente dormem onde quer que estejam: Trabalhando, comendo, dirigindo... essas coisas! Tudo pelo meu sono incontrolável da noite. Paciência. Pelo menos não sou a única. O diogo, namorado da Giovanna sofre do mesmo mal. Estão vendo, pessoas? Não sou só eu! Tenham paciência!

No mais trabalhando um pouquinho... refletindo muito e tentando dar rumo certo pra vida.

Bjo para meus irmãos -Lipe e Bruno - que me "abandonaram" no lar (brincadeira!) e pra minha irmã Tati, de quem ando morrendo de saudade. Cuidem-se!

E qual é a boa do fds, hein?

Monday, October 10, 2005

...

magabalabaris...

Thursday, September 29, 2005

eu tive fora uns dias, numa onde diferente (...) eu nem te contei a vertigem que se sente...

Voltei ao normal... digo ao meu normal, pq se cairmos nessa discussão de o que é realmente normal nesse mundo lá vai légua e meia de discurso. Voltei ao ponto em que estava, ou seja, o meio de um caminho que ainda não sei pra onde segue. O pior é que diz o ditado que se vc não sabe pra onde vai, qq lugar serve. Eu não sei pra onde vou, mas sei bem onde gostaria de chegar.
Voltei a me curtir. Por alguns dias estive em meu discurso romancista, mas agora voltei ao normal. Voltei a curtir minhas músicas sem precisar que ninguém cante em coro comigo. Voltei a sonhar sem precisar que alguém sonhe junto. Voltei a querer ler meus livros, sem ninguém pra me trazer um chá de vez em quando. Voltei a planejar meu apto, sem imaginar ninguém lá pra compartilhar do guarda-roupas. Voltei com os planos de viagem pro ano que vem, sem preocupar com a companhia. Voltei... ufa, voltei! Voltei aos meus próprios conflitos, voltei aos meus pecados. Voltei às minha virtudes. Voltei pra mim mesma. Voltei.

...

Pensei em publicar aqui a carta da Marilena Chauí que saiu na folha, mas fico satisfeita em apenas recomendá-la. Chega de plágios. Não seria um plágio, pq eu não assinaria por ela, mas se esse blog é meu, quem tem que escrever minhas baboseiras sou eu. (Eu sou mesmo um plágio ambulante)

...
Fui à pré estréia do Coronel e o Lobisomem segunda. Vale a pena, podem assistir sem erro. Mas tem meio jeito de minissérie da Globo... das boas!
Semana de estágio sem estágio... Essa falta de atitude que não sai de mim.
Ah! Qq hora aprendo a colocar foto nesse trem!

Monday, September 26, 2005

Alguém descreveu a paixão assim

Ternura, ternura... coração em paz. Quero bem, quero muito bem, quero todo o bem... Quero.
A cabeça roda, tudo desestrutura... preciso. Tenho, Não tenho. Bem feito, quem mandou cultivar tantos bons corações em vão? Agora é minha vez. Não tenho nem vou ter, concluo. Faço uso dos seus vícios, só pra te ter por perto. Te vejo no espelho, nos meus olhos inchados (será o olhar, então?), nos meus dentes, na minha família... te vejo e não quero ver mais. Te deixo de lado. Uma hora cura... O Furacão passou. Estragos ou lições de vida?

Friday, September 09, 2005

A arte é necessária para que o homem se torne capaz de conhecer e mudar o mundo (post de depois de uma aula bacana)

"... quer embalando, quer despertando, jogando com sombras ou trazendo luzes, a arte jamais é uma mera descrição clínica do real. Sua função concerne sempre ao homem total, capacita o "Eu" a identificar-se com a vida de outros, capacita-o a incorporar a si aquilo que ele não é, mas tem a possibilidade de ser."

Monday, August 29, 2005

FDS

Então, postezinho normal só pra contar mesmo. Alguém aí já assitiu 21 gramas? Com o Sean Penn, Benicio del toro e Naomi Watts?
É do mesmo autor de Amores perros (amores Brutos, aliás), que eu sou louca pra ver e não vi...
21gramas é bacana. Um formato diferente, deixa pessoinhas lerdinhas feito eu meio confusas no começo... mas o cara é bom. É sofrimento viu? Mas ainda bem que não me deixou retardada por uma semana, como aconteceu com Olga e Closer.
Querem saber pq do nome do filme? (o mocinho morre no finaal.... não, não estou contando o final, ok?) 21 gramas é o que um ser humano perde no momento da morte. Loucura, loucura, loucura, meus amiguinhos.
Alguém falou que o filme presta mais pelas atuações e pela montagem, formato, etc.. que pelo enredo... é verdade. É bom, mas não é fantástico, na minha opinião. Mas como não entendo NADA de cinema.. (é, amigos cinéfilos, eu odiei "de olhos bem fechados")

Mas é isso. Dominguinho de cinema em casa e sábado de boteco. Sexta de dormir cedo. Segunda de cuidar do Rapha com xixi na cama... a semana só começa... tá de boa. bjos a todos.

Friday, August 19, 2005

memórias... na falta de um título melhor

A nossa memória, assim como quase todas as características da natureza humana as quais não podemos alterar, beira a perfeição.
Apesar disso, às vezes minha imaginação passa pela possibilidade de conseguirmos guardar nossos momentos como um arquivo de flashs, imagens, sensações vivas (alguém já fez um filme sobre isso?).
Se assim fosse, quando conhecesse aquele ser fantástico que te faz sorrir o tempo todo e te faz brilhar os olhos, você lembraria imediatamente de antes do casamento, como seu marido era sensível. E concluiria que aquele ser que te faz sorrir hoje, também plantaria a monotonia amanhã.
(Ou então você vai ver que nunca foi feliz assim antes, nesse caso melhor trocar de marido).
Quando o seu sobrinho te pedisse pra ler o “João e Maria” pra ele pela décima vez só essa noite? Sua memória rapidamente localizaria a cena de você chorando pra ouvir de novo aquela musiquinha engraçada que o seu pai cantava quando viajavam pra praia no verão.
Se sua filha adolescente pedisse pra levá-la à festa lá do outro lado da cidade na noite chuvosa, dizendo que seria “o evento do século”, e você lhe devolvesse um não redondo só porque você está de pijama, e porque ela tossiu muito à noite; em um segundo você veria aquele lindo garoto te convidando pra dançar, e lembraria do quanto foi importante ouvir “Do you wanna dance, and hold my hand...” num baile há muuuuiiiiiitttooooo tempo.

E quando você abrisse o guarda roupa? Ao pegar aquela sandália maravilhosa pra fazer compras, sua memória quase projetaria na parede do seu quarto uma foto enorme do seu calcanhar todo arrebentado pela última vez que resolveu sair pra dançar com a bendita. E ainda mostraria, de brinde, você prometendo pra si mesma que só usaria aquela sandália pra jantares de negócios, breves.
Aquele xale importado? Você já tinha até esquecido, mas seus arquivos não te trairiam e você lembraria a tempo o quanto ele “pinica” quando usado diretamente sobre a pele.
Comer camarão? A sua garganta inflama, esqueceu?

Na verdade não esquecemos de nada disso, e nem das coisas muito maiores que carregamos no coração e que, apesar delas, tocamos a vida em frente. Mas nossas lembranças tornam-se mais brandas, leves...
Aquele lance de que depois de um tempo tudo fica engraçado? Passa por aí. Talvez Freud explique.

Na verdade, parece que não é bem a nossa memória que beira a perfeição. Talvez seja o nosso esquecimento.
Se não fosse assim, manteríamos não só a euforia de alguns momentos viva em nosso coração, como as mais cruéis angústias.
Em contrapartida a todas as situações acima, se tivéssemos a chamada “memória de elefante”, nunca mais amaríamos, pois sempre que lembrássemos daquele “fóra”, sentiríamos a mesma tristeza. Não constituiríamos família, porque a dor da perda daquele ente querido seria sempre lancinante. Não comeríamos mais sorvete de cereja, pois passaríamos mal de novo só de lembrar daquela indigestão! Não confiaríamos em mais ninguém, pela menor das traições. Não declararíamos mais nosso amor, por aquela resposta seca que ecoaria em todos os cômodos. Não deixaríamos nossos filhos brincarem no playground nunca mais, por não terem cumprido o horário no ano passado. Não amamentaríamos, porque na primeira gravidez o leite secou. Quando velhinhos, não jogaríamos “futebol de botão” com o neto mais velho, pois derrota no campeonato estudantil rondaria o tempo todo.

Nossa memória e esquecimento são na medida certa, e eu discursaria por um bom tempo sobre as explicações que me são lógicas pra isso, mas não é o caso. Só não me privo de dizer que, o que enxergo nisso tudo é que o ser humano foi “feito” pra viver do presente, respeitando o seu passado sim, mas não se prendendo a ele. Olhar para o futuro sim, mas sem demasiados planejamentos.
Eis o tempo, regente de todas as coisas.
Ouço por aí que o tempo não cura tudo. Ele apenas desloca o incurável do centro das atenções.
Deve ser mais ou menos isso.
E você, o que vai viver hoje?

Wednesday, August 17, 2005

é o verbo que me trai... é o verbo...

Escrever! Poder escrever! Isto significa o longo devaneio diante da folha em branco, o rabiscar inconsciente, o brincar da pena que gira em torno do borrão de tinta, que mordisca a palavra imperfeita, enche de garras, de flechazinhas, orna-a de antenas, de patas, até que ela venha perder a sua figura legível de palavra, metamorfoseada que foi em fantástico inseto, borboleta-fada que alçou seu vôo.
Escrever... É o olhar fixo, hipnotizado pelo reflexo da janela sobre o tinteiro de prata, é a divina febre que assoma às faces, à fronte, enquanto uma bem-aventurada morte gela sobre o papel a mão que escreve. É também o pleno olvido da hora, a indolência no macio divã, essas bacanais do espírito inventivo donde saímos curvados, embrutecidos, mas já recompensados, mensageiros dos tesouros que, sob o pequeno círculo de luz que a lâmpada descreve, serão entornados na página virgem...
Escrever! Tentação de purgar raivosamente tudo de mais sincero que nos vai pela alma adentro, e rápido, com aquela rapidez que faz a mão relutar e protestar contra o deus impaciente que a guia... depois encontrar, no dia seguinte, em vez do ramo de ouro, miraculosamente desabrochado na hora flamejante, um espinho seco, uma flor abortada...

(Gabrielle S. Colette in A Vagabunda)

Tuesday, July 26, 2005

insônia

Esses dias, depois de muito tempo, chamei o Txula, meu cachorro de pelúcia pra dormir comigo... Como nos velhos tempos. Ficamos lá, abraçados um tempo sem dizer muitas coisas... Coloquei-o sob a minha cabeça, em cima do travesseiro, como faço às vezes, depois o voltei ao meu lado. Eu estava pensando sobre assuntos diversos e, como a mente e seus pensamentos seguem por caminhos tortuosos, fazem curvas perigosíssimas e costumam, com demasiada freqüência atropelar as idéias, acabei me lembrando de um amigo que sofre de insônia. Eu costumo dizer a ele que é porque trabalha demais e ele responde sempre um “é”, meio vago. Disse isso ao Txula e ele me explicou, vagarosamente, com sua voz preguiçosa de sempre, que o que o meu amigo deveria fazer era, chegar em casa, tomar um banho quente, comer pouco, mas o suficiente, escovar os dentes, fazer xixi, arrumar-se na cama da forma mais confortável que puder, apagar a luz e dormir.
Falei então, carinhosamente ao meu doce amigo de pelúcia, que se isso dissesse ao meu amigo, ele consideraria óbvio, como eu tinha acabado de constatar. Mas Txula, em sua sabedoria, me garantiu que funciona; e me explicou que esse ritual - o banhar, o comer, o xixi, et caetera - permite ao corpo, que ao contrário do que a maioria acredita é um ser independente da gente, notar que a intenção é deixá-lo descansar, enquanto passeamos na garupa da mente nos descampados dos sonhos.
Apesar de ter sido eu quem começou o assunto, vi que a fala do meu cachorrinho – que já conheço de outros carnavais - queria alcançar outro lugar. Sem contrariar minha previsão, ele prosseguiu dizendo que um relacionamento também precisa de um certo ritual pra acontecer. Com a testa franzida, e sem nenhum sono, perguntei ao Txula o que ele chamava de “ritual” num relacionamento. E ele foi enumerando características, como: papo bom (se você se cansou do papo, cansou da pessoa); cheiro bom (importantíssimo e sem mais comentários) e presença (que pode significar muita coisa, menos sumir mais de um ano).
Fiquei um tempo caladinha... Não é que o meu querido canino tinha razão? Ele estava falando dos elos, das químicas. Claro que ele não pisou no campo do amor... Assim como no conselho da insônia, hora alguma ele falou de sono.
Depois de uma lambida de boa noite, deixei-me cair nos braços de Morpheu, não sem antes digerir e entender bem as idéias daquele companheirinho: realmente, até mesmo os relacionamentos humanos precisam de um ritual. Não cumpri-lo algumas vezes não causa mal algum, mas não cumpri-lo durante muito tempo prejudica e esboroa tudo o que existir de bom entre duas pessoas.

Monday, July 04, 2005

"decore seu poema favorito..."

Posso escrever os versos mais tristes esta noite
Escrever por exemplo: A noite está estrelada e tirintam, azuis, os astros ao longe.
Gira o vento da noite pelo céu e canta

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu a amei e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta, apertei-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.
Ela me amou e às vezes eu também a amei.
Como não ter amado seus grandes olhos fixos ?

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho, sentir que já a perdi.
Ouvir a noite imensa, mais profunda sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Que importa se não pode o meu amor guardá-la ?
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo
Ao longe alguém canta. Ao longe.
Minha alma naõ se contenta em tê-la perdido.

Para tê-la mais perto meu olhar a busca,meu coração a busca, ela não está comigo.
A mesma noite faz brancas as mesmas árvores.
Nós, os de agora, já não somos os mesmos.

Já não a quero, é certo. Porém quanto a queria!
A minha voz no vento ia tocar-lhe o ouvido.
De outro. Será de outro como antes de meus beijos.
Sua voz, seu corpo claro, seus olhos infinitos.

Já não a quero, é certo, porém talvez a queira.
Ah ! é tão curto o amor, tão longo o esquecimento.
Porque em noites como esta eu a apertei em meus braços,
Minha alma não se contenta em tê-la perdido.
Ainda que seja a última esta dor que me causa
E estes versos os últimos que eu lhe escrevo.

Pablo Neruda