Wednesday, June 28, 2006


"De todas as personas que me habitam, uma só delas não te ama. Ama-te o desvairado dos escuros becos, o que bebe absinto nas noites portenhas. Ama-te o menino das margaridas brincando de roda em campos chilenos. Ama-te o homem do Mar, que esperará até sempre teu regresso ensalitrado de vagas e marolas. Sobretudo, ama-te o homem que entrega-se inconteste e repousa os olhos nos olhos teus e penetra através deles. Porém, um deles, um só, ainda não aprendeu a amar-te: o homem dos medos e das ausências. Porque teu amor não é amor de impermanência. Porque teu amor é amor de claridade. Porque é leve e doce e pleno como um acalanto. E porque nele, nele não cabe o homem das solidões agora inexistentes".

Monday, June 26, 2006

cada dia a mais é um a menos pro encontro acontecer



É manhã. O sol esquenta o frio que a madrugada deixou.
Os joelhos se beijam e seguram as coxas que querem se beijar também.
Os olhos brilham, os corações saltam.
Alívio - Desde as primeiras manhãs compartilhadas, para ela o ar falta na ausência dele.
Alívio - Desde as primeiras manhãs compartilhadas, para ele a paz falta na ausência dela.

Instantes antes disso, ele atravessava a rua. Uma flor de agrado guardada na mochila.
Muitas idéias e perguntas guardadas na bistunta.
Saudade das grandes guardada no peito.

Intantes antes disso, ela atravessava o pátio.
Nada nos bolsos, mãos vazias.
Busca louca pelas respostas ricocheteando na cachola.
Saudade imensa apertando o coração.

E agora, ele e ela, frente a frente.
Mãos dadas, olhos fixos.
Bocas imitam os joelhos que se beijaram primeiro.
Cheiro e gosto.
Fome e sede.
Ternura e momo.

Eles esmagam as questões e fazem voar as definições.

"deixa"

em coro: _Deeiixxaa... que meu coração teme essa janela.

As linguas e os sorrisos os lembram da felicidade plena de sempre ser junto.
Os relógios os lembram da dor de sempre ser separado.

Não é outono, mas as folhas caem.
Não é noite, mas o desejo brota.

Bochechas e cabelos. Braços e idéias. Pernas e sorrisos.
Tudo querendo ser junto. (quiçá ser um só; quiçá ser um som)

O amor que abarca um encontro deixa tudo suspenso no espaço... no tempo...
...noir.

gostei

non sense

que todo carnaval tem seu fim eu sei, mas parece que nem todo semestre tem seu fim, viu? que loucura!!!. Tá bom, tá bom, semestre que vem eu estudo.
(daqui vejo o pessoal limpando as janelas do edifício do lado de fora, pendurados. Outro dia o andaime arrebentou... foi a roldana. Espero não ter novidades hj.)

Friday, June 23, 2006

Tuesday, June 20, 2006

TOU CANSADA

Saturday, June 17, 2006



"devia ser proibido
uma saudade tão má
de uma pessoa tão boa
falar, gritar, reclamar
se a nossa voz não ecoa
dizer não vou mais voltar
sumir pelo mundo afora
alguém com tudo pra dar
tirar o seu corpo fora
devia ser proibido
estar do lado de cá
enquanto a lembrança voa
reviver, ter que lembrar
e calar por mais que doa
chorar, não mais respirar (ar)
dizer adeus, ir embora
você partir e ficar
pra outra vida, outra hora
devia ser proibido..."


Devia ser proibido
(Itamar Assumpção e Alice Ruiz)

Thursday, June 15, 2006

AAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!

Wednesday, June 14, 2006

tapa em minha cara ou post vermelho

"Um dia você está aqui, mas quer estar lá.
Outro dia você está lá, mas quer estar aqui.
E lá vai você perdido pela vida, sem saber o que quer, nem pra onde ir.

Um dia você está sozinho, mas quer encontrar o Amor.
Outro dia você O encontrou, mas quer voltar a ficar sozinho.
E lá vai você seguindo com o coração vazio, sem saber porque não
recebe de ninguém o seu merecido carinho.

Um dia você está desempregado, e quer logo trabalhar.
Outro dia você está trabalhando, mas não pára de reclamar.
E lá vai você sem dinheiro uma vez mais, sem saber porque nenhuma
empresa quer lhe empregar.

Um dia você acusa seus pais, tentando achar um culpado.
Outro dia culpa Deus, por não ser afortunado.
E lá vai você desperdiçando outra oportunidade de ter uma vida
produtiva, com alegria e aprendizado.

Um dia, em plena vida, você acha que tudo desaparecerá quando morrer.
Outro dia, além da morte, descobre que a vida teima em continuar,
e seus problemas ainda estão com você.
E lá vai você esperando uma nova chance de reencarnar e estar na
Terra novamente.

Será que dessa vez você vai viver seu Presente
ou vai apenas seguir desejando uma situação diferente?"

Tuesday, June 13, 2006

a Copa do Mundo começa hoje. Sim, para os brasileiros. Daqui alguns minutos pra ser mais exata.
E eu estou aqui, de poncho e meias... curtindo crise existencial.
Todas as cornetas lá fora, e eu aqui, sem saber se compro uma cerveja preta ou se abro a bíblia.
Dia de copa tá parcendo ano novo, e a meia noite tá qse chegando...
foguetes, todo mundo reunido com a familia, amigos, etc. E eu aqui sozinha por opção.
Acho que vou ser obrigada a ir pra sala. assistir ao jogo... ah nem... eu gosto tanto de copa e esse espírito retardado que toma o brasileiro... essa euforia, um patriotismo ignorante... eu gosto e hj tou de mal humor até pra escrever direito. hunf. então tchau pra vcs e bom jogo.
Vou continuar aqui comigo mesma...

estacionei na heteronomia

Friday, June 09, 2006

plagiando marina W. excuse me!


"O casal fez um leilão da primeira foto do bebê - 4,1 milhões de dólares - e doou o dinheiro para as crianças da África. Grande Jolie."

a verdade a ver navios

na hora "h"
no dia "d"
na hora de pagar pra ver
ninguém diz o que disse
(não era bem assim)

na hora "h"
No dia "d"
na hora de acender a luz
ninguém dá nome aos bois
(tudo fica pra depois)

mas é impossível repetir
o que só acontece uma vez
é impossível reprimir
o que acontece toda vez
que alguém acorda
porque já não aguenta mais
e a corda arrebenta
no lado mais forte

não vou pagar pra ver
a verdade a ver navios
onde já se viu?

Tuesday, June 06, 2006

já é!

Se tem um hábito dos teens de plantão (os falidos, claro!) com o qual não consigo me adaptar é o tal de falar com "3 segundos". É. Num sei se é uma coisa só de belorizontinos, mas é algo completamente irritante. (confesso que já tentei uma vez, mas sempre falo 4)

Hoje por exemplo: enfrentei pouco mais de uma hora e meia de fila do banco (em vão, diga-se de passagem). Há anos eu não enfrentava filas de banco (viva o caixa eletrônico!!) e tentava então, não me irritar com a demora.
Atrás de mim, na fila, uma jovem bonitinha, cabelos bem escuros, lisos, pele branquinha, bermuda jeans, mochila e tenis rosa. Celular modernex, bunitim.
E a jovem começou: "dá pra vc ir ao cursim?" (eh, nós mineiros falamos assim mesmo, viu?). Desligava. Dali a pouco:"Voce me ama?". Ou ainda: "só depois das seis?". Houve até um telefonema só pra rir:"hahahahahah".

O lance é que se vc fala por menos de 3 segundos ao celular, você não paga, fala de graça.
Outro dia voltei de Sete Lagoas para Belo Horizonte (mais ou menso o mesmo tempo que esperei na fila) com uma teen falando em 3 segundos no banco de trás. E alto.

Mas a bonitinha do banco conversou durante toda a minha espera.
Graças ao Bom Deus ela teve o bom senso de colocar o telefone no silencioso, porque, obviamente a pessoa retornava para falar por 3 segundos.

Na primeira meia hora deu pra levar, mas no final do segundo tempo eu já estava querendo fazê-la engolir o telefone... Aquela fila enorme e ela gritando:"Só você mesmo!" e é claro:"Já é!!" (eu tb pensei que ela fosse sua vizinha[!!!])

Na boca do caixa (aliás, fiquei pensando por uns 20 minutos nas cantadas esdrúxulas que o povo de banco deve levar, qndo finalmente chega-se à BOCA do caixa!! {Pode até ser do caixa dos correios tb} [!!!]) recebo a notícia: "Não, a empresa não depositou esse dinheiro na conta não. O saldo é zero reais"
Com aquela tal cara de caneca da Ana Carolina eu fui embora, batendo os pés, bufando, cuspindo marimbondo, enquanto a menina gritava em 3 segundos: "chegou minha vez, fui!"

Monday, June 05, 2006

"Eu estava chorando seu nome.
Lágrimas de vidro.
Como pequenos diamentes.

Cortei os meus pés nas suas lembranças.
E o problema sou eu, estendida no chão, implorando para virar fumaça.

Vou te contar um segredo:
meu sangue não é vermelho.
Mas ele tem gosto de ferro; e eu sou toda de ferro.
E o meu sangue não escorre.

Estou sozinha apenas durante o dia.
Se abro os braços sou tomada por tantos ventos que consigo até voar.
A distância é pequena, não se esqueça nunca disso.
Nem de que somos estrelas mortas acalentando os mortos-vivos da terra.

Eu quero ir para casa.

Sou feita de frases curtas.
Escuta, eu te chamo todos os dias.
Eu sei que lá estão todos cansados de silêncio.
Ele me contou.
Eu estou apenas cansada de esperança.

E é assim que termina?

Está frio.
Fiz um colar com suas promessas.
Não somos fruto do acaso (nem do destino).
Não somos eternos como eu gostaria, também.
Nem somos.
Você é, e eu resisto."

(Mariele Góes)
Eu não entendi meu amigo, qndo, pra eternizar sua plena felicidade, vc abdicou da vida.
Será que entende você, matar o amor por não querer vê-lo envelhecer?
É... a gente não se entende.
Lembramos muito você ontem, Lucas.

Thursday, June 01, 2006

"E quando se acorda sem amor e sem chance, se veste qualquer coisa (...)
E quando se acorda na frieza da percepção legítima, na lucidez mais azul, se veste qualquer coisa"
(carol custódio)
Meu pai me ensinou que na maior parte das vezes as mulheres choram por motivos bobos, que a maior parte das coisas que nos chateiam são frescuras.

Meu ex amor me ensinou que romantismo só existe no cinema, e que pessoas românticas o são para impressionar, ou para esconder algo ruim. Me ensinou que olhos brilhantes não duram para sempre.

Nunca duvidei de nada disso, mas pela primeira vez tenho me dado ao luxo de questionar. Talvez eles não estejam completamente certos, apesar de não estarem completamente errados.