
Closer - Perto Demais
O outro blog que descobri é de um cara. Silvio o nome. Mas acho que ele não escreve muito por lá. Em compensação Marina W. escreve muito bem... e bastante.
Fiquei o dia inteiro querendo escrever aqui... um punhado de coisas... mas parece que é mesmo verdade que eu não funciono direito à noite. Esqueço até como se escreve.
Ontem fui embora debaixo de muita chuva. Um camarada daqui me acompanhou por parte do caminho. Coma na maioria das vezes que nos falamos, ele reclamava da carência na vida amorosa. Antes dele outras três amigas vieram me reclamar mais ou menos a mesma coisa. (Acho que atraio esse tipo de diálogo). Então eu me toquei o quando as pessoas se sentem sozinhas. E por poucos instantes senti-me culpada de não ter esses problemas. Sério. Solidão amorosa. Não me lembro o que é isso. Já tive.. mas não me lembro. As pessoas com quem eu tenho conversado estão tão fragilizadas, carentes... e a fala delas tomam o mesmo formato, sabe? Elas fazem as mesmas burradas... Vontade dá de juntar todos numa festa na minha casa, fechar a porta do quarto e dormir. Pelo menos assim as notícias seria mais animadoras no meu domingo de manhã.
Solidão todos temos... e eu estou em processo de aprender a ser só. Tenho adquirido êxitos. Mas é uma solidão diferente. Um dia escrevo sobre...
A solidão dessas pessoas acaba com o ego... E a sede delas é tanta, que as faz ainda mais sós... Parece que está escrito na testa dessas figuras "quero um amor pra vida inteira". Só pode ser!! Todas que eu conheço são pessoas lindas, inteligentes, interessantes, divertidas... e completamente sozinhas. Nada dá certo! Acho que essa frase tatuada na testa deve meter medo nas outras gentes. Só pode ser isso.
E eu fico nesse fogo cruzado desses sujeitos, quando na verdade nenhuma palavra amiga funciona. E o pior: Começo a me sentir um monstro por ser bem amada, por ter quem me goste, por gostar de alguém... E por saber que sempre terei. Sinto-me pedante. Mas sempre terei.
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