É que tem hora que cansa... cansa mesmo.
Nadar cansa, priciplamente qndo é contra a maré.
Cansa lutar contra... a favor tb cansa.
cansa não saber o que fazer... o saber, e não fazer.
Cansa fazer dar certo, forçando mãos e pés. Cansa mesmo, vcs sabem.
Dar murro em ponta de faca cansa tb.
E fingir então??
Ô, como cansa!!
Insistir... até pedir aos céus paciência, tem hora que cansa!
Mas ainda bem que existe o sono. O sono do corpo, o sono da alma, e
pq não?
O sono das aflições.
E a gente acorda meio zonza, besta, descansada...
e pronta pra lutar em vão de novo!
Tuesday, January 23, 2007
Wednesday, January 17, 2007
parte de parte de carta....
...o tempo enfraquece os laços. A ausência apaga as luzes quando o último sai. E é ali, naquele escuro, que termina um amor...
Sozinho.
Sozinho.
Wednesday, January 10, 2007
Socorro!
De Nelson Botter.
Ano novo é uma maravilha mesmo. Todo mundo diz que agora vai, dá-lhe mudanças, tudo em ritmo do sambão entoado pela Simone e Beth Carvalho, na vitrolinha de 33 rotações, LP de 1976, e depois pra rebater vem o Rei, aquele das madeixas encaracoladas e do medalhão no peito, confirmando tudo, com sua canção que ecoa: “... daqui pra frente, tudo vai ser diferente...”.
Enquanto os fogos explodem, as pessoas se abraçam, riem, choram, cantam, beijam, fazem mil e uma simpatias, aproveitam a muvuca pra sumirem com a cunhada, bebem toda a cidra sozinhos, choram mais um pouco e prometem, prometem, prometem... e como prometem! Se promessa pagasse imposto nessa época do ano, o governo já garantiria a verba anual pra pagar os 91% de aumento do congresso e mais bônus por projeto não analisado, não votado e não aprovado.
No dia seguinte vem a ressaca, não só a etílica, mas também a da lista de tarefas para o ano. Dá-se conta de que o check-list é gigante, metade das promessas já se perdeu na bebedeira, foi privada abaixo, e a outra metade é praticamente inatingível. Daí chega-se à conclusão que novas promessas terão de ser feitas, a lista precisa ser revisada, e a primeira de todas é proferida ainda no caótico trânsito da estrada, na hora de voltar para casa: “Nunca mais passo reveillon na porra da praia”. É igual àquela galera que ainda tomando glicose no pronto-socorro promete nunca mais colocar uma gota de álcool na boca. Ano que vem você estará lá de novo, rolando na areia e segurando o franguinho, não tem jeito. Xiii, o franguinho? Lá se vai a promessa da dieta equilibrada...
E depois de 7 horas na estrada, você chega em casa e liga a TV. O pior vem agora, lá está o messias do povo, discursando para uma multidão em Brasília. O que leva alguém até Brasília para assistir a cerimônia de (re)posse do presidente? Só pode ser claque, não é possível... mas, pensando melhor, se foi possível o messias ganhar novamente, logo é provável que aquele povo todo esteja lá por livre vontade mesmo. O Circo Brasil não cobra ingresso, pelo contrário, paga pra você assistir. Entre na lista do Bolsa-Voto ou qualquer coisa do gênero. Tem cidade sobrando emprego, sem mão de obra, pois quem trabalha perde o direito de ganhar um tutuzinho na maciota. É sério, quer dizer, é risível.
Enquanto o presidente discursa, inventando uma nova língua portuguesa, os outros abaixam a orelha. E até ele faz suas promessas de ano novo. As mesmas de quatro anos atrás, afinal as promessas são sempre as mesmas, seja a de não passar mais reveillon na praia ou seja a de erradicar a fome no país. Fome Zero, País Zero, Governo Zero, e por aí vão os zeros... sempre à esquerda.
Enfim, terminadas as festas descobrimos que é isso aí, quem faz um ano ser bom ou não somos nós mesmos. Ainda bem. Já pensou se dependesse do Clô (que agora vai costurar em Brasília) ou do presidente-messias e sua terra “prometida”? Como diria Inri Cristo: “Valha-nos, oh Paaai”. Portanto, prometa menos e faça mais. Já é um bom começo para este novo começo... e olha que 2007 promete, hein!
De Nelson Botter.
Ano novo é uma maravilha mesmo. Todo mundo diz que agora vai, dá-lhe mudanças, tudo em ritmo do sambão entoado pela Simone e Beth Carvalho, na vitrolinha de 33 rotações, LP de 1976, e depois pra rebater vem o Rei, aquele das madeixas encaracoladas e do medalhão no peito, confirmando tudo, com sua canção que ecoa: “... daqui pra frente, tudo vai ser diferente...”.
Enquanto os fogos explodem, as pessoas se abraçam, riem, choram, cantam, beijam, fazem mil e uma simpatias, aproveitam a muvuca pra sumirem com a cunhada, bebem toda a cidra sozinhos, choram mais um pouco e prometem, prometem, prometem... e como prometem! Se promessa pagasse imposto nessa época do ano, o governo já garantiria a verba anual pra pagar os 91% de aumento do congresso e mais bônus por projeto não analisado, não votado e não aprovado.
No dia seguinte vem a ressaca, não só a etílica, mas também a da lista de tarefas para o ano. Dá-se conta de que o check-list é gigante, metade das promessas já se perdeu na bebedeira, foi privada abaixo, e a outra metade é praticamente inatingível. Daí chega-se à conclusão que novas promessas terão de ser feitas, a lista precisa ser revisada, e a primeira de todas é proferida ainda no caótico trânsito da estrada, na hora de voltar para casa: “Nunca mais passo reveillon na porra da praia”. É igual àquela galera que ainda tomando glicose no pronto-socorro promete nunca mais colocar uma gota de álcool na boca. Ano que vem você estará lá de novo, rolando na areia e segurando o franguinho, não tem jeito. Xiii, o franguinho? Lá se vai a promessa da dieta equilibrada...
E depois de 7 horas na estrada, você chega em casa e liga a TV. O pior vem agora, lá está o messias do povo, discursando para uma multidão em Brasília. O que leva alguém até Brasília para assistir a cerimônia de (re)posse do presidente? Só pode ser claque, não é possível... mas, pensando melhor, se foi possível o messias ganhar novamente, logo é provável que aquele povo todo esteja lá por livre vontade mesmo. O Circo Brasil não cobra ingresso, pelo contrário, paga pra você assistir. Entre na lista do Bolsa-Voto ou qualquer coisa do gênero. Tem cidade sobrando emprego, sem mão de obra, pois quem trabalha perde o direito de ganhar um tutuzinho na maciota. É sério, quer dizer, é risível.
Enquanto o presidente discursa, inventando uma nova língua portuguesa, os outros abaixam a orelha. E até ele faz suas promessas de ano novo. As mesmas de quatro anos atrás, afinal as promessas são sempre as mesmas, seja a de não passar mais reveillon na praia ou seja a de erradicar a fome no país. Fome Zero, País Zero, Governo Zero, e por aí vão os zeros... sempre à esquerda.
Enfim, terminadas as festas descobrimos que é isso aí, quem faz um ano ser bom ou não somos nós mesmos. Ainda bem. Já pensou se dependesse do Clô (que agora vai costurar em Brasília) ou do presidente-messias e sua terra “prometida”? Como diria Inri Cristo: “Valha-nos, oh Paaai”. Portanto, prometa menos e faça mais. Já é um bom começo para este novo começo... e olha que 2007 promete, hein!
Tuesday, January 09, 2007

"Caim, onde está teu irmão Abel?
Perante a voz do Sem-Fim
Treslouca-se o homicida-réu
Mas o sangue de Caim
Será o sangue em Abel
Céu na Terra, na terra do céu
O rangido de dentes
Se aquieta sob um teto
Serao parentes, parturientes
Feto
Pelos laços fraternos
Deus reconcilia, asserena
Os desafetos no altar da família
Pai, Mãe
Irmão
Coração em pedaços
Cativa, partilha e cria
Laços
Um vagido corusca o luto
E a treva se reluz
Bendito é o fruto do vosso ventre
Jesus
Do vosso ventre
Ventre de Jesus..."
Saturday, January 06, 2007
diga que eu sou um pássaro....
http://www.youtube.com/watch?v=Q0Au63_cJjI&mode=related&search=notebook
Tuesday, January 02, 2007

Dorme o sol à flor do Chico, meio-dia
Tudo esbarra embriagado de seu lume
Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia
Só vigia um ponto negro: o meu ciúme
O ciúme lançou sua flecha preta
E se viu ferido justo na garganta
Quem nem alegre nem triste nem poeta
Entre Petrolina e Juazeiro canta
Velho Chico vens de Minas
De onde o oculto do mistério se escondeu
Sei que o levas todo em ti, não me ensinas
E eu sou só, eu só, eu só, eu
Juazeiro, nem te lembras dessa tarde
Petrolina, nem chegaste a perceber
Mas, na voz que canta tudo ainda arde
Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê
Tanta gente canta, tanta gente cala
Tantas almas esticadas no curtume
Sobre toda estrada, sobre toda sala
Paira, monstruosa, a sombra do ciúme
Feliz 2007
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