Wednesday, January 11, 2006

e homenagem à minha irmã Tati, que me fez perder a vergonha de publicar minhas bobagens...

E o relâmpago se desfaz...
Pura luz... Fogo intenso.

Muitos fins ensaiados, vez por outra.
Muitos fins desejados, vez por outra.


Muitos desejos calados... Outra vez.

Maremoto revirando tudo com violência e rapidez...
E o exercício diário de conter as forças tempestuosas
Da vontade súbita, da sede, da fome de nós dois.

Então um mar mais calmo
E o querer oscila como as ondas

Quando pensamos nos livrar dele
Ele se mostra mais forte... Vendaval!


E o relâmpago se desfaz
Pura luz... Fogo intenso.

Muitos encontros sonhados, vez por outra.
Muitos encontros desfeitos, vez por outra.


Muitos desejos calados... Outra vez.




...





E o relâmpago se desfaz
Pura luz... Fogo intenso

Muitos beijos trocados, vez por outra
Muitos beijos apressados, vez por outra

Muitos desejos calados... Outra vez.


Um trocar de olhares, sem despedida
Uma fala dúbia, indefinida
Um clima a se desfazer no ar.

(E eu já disse:)
Não quero ser uma coisa nova na sua vida
E envelhecer quando amanhecer o dia

Quero apenas dobrar a esquina do seu mundo
E deixar a impressão de que nunca fui embora.



...


E o relâmpago se desfaz
Pura luz... Fogo intenso


Um coração apertado, vez por outra
Lembranças de um rápido tornado, vez por outra.


E só o amor fica...Dessa vez.

(Belo Horizonte, 27/05/2005)

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