Wednesday, July 30, 2008

Thursday, July 24, 2008

seja o que Deus quiser


"Se eu aprendesse a viver sozinho
E o coração pudesse ser metade
Levaria esse amor devagarinho
Pra não dizer que hoje já virou saudade
Senta aqui, eu vou abrir um "vinho"
Agora aqui começa uma amizade

Tinha tanto pra dizer
Tanta coisa pra fazer
Coração se escondeu

E calou a nossa voz
Pois se já não somos nós
Foi descuido meu e seu"...

Wednesday, July 23, 2008

eu te proponho um eterno jogo de frescobol. Só assim pode viver o amor...

"Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?\' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’

Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos.
(...)
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...

A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada.
(...)
Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim..."

(Rubem Alves)

frase do dia

"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar".
William Shakespeare

Monday, July 21, 2008

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Friday, July 18, 2008


As manhãs de inverno são de fato muito bonitas né? É uma claridade diferente, um brisa gelada e um sol lindo!
Hj minha amiga Luciana perdeu um grande amigo. Fiquei triste por ela, perder amigo e parente eh mto triste mesmo. Força amiga!
A semana passou e eu passei por várias fases de estado de espírito nesses dias. Tudo muda o tempo todo no mundo...

Wednesday, July 16, 2008

poema a ser recitado sobre teu silêncio... faltou tempo pra ele.


"Gosto quando te calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.

Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.

Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.

Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longinqüo e singelo.

Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade."


(neruda)

Tuesday, July 15, 2008


Acho que só agora eu começo a perceber
Tudo o que você me disse
Pelo menos o que lembro que aprendi com você
Está realmente certo.
Bem mais certo do que eu queria acreditar
Você gosta mesmo de mim
Se arriscando a me perder assim
Ao me explicar o que eu não quero ouvir.
Ainda não estou pronta pra saber a verdade!!
Ou não estava até uma estação atrás.
Acho que só agora eu começo a ver
Que tudo que você me disse
É o que você gostaria que tivessem dito pra você
Se o tempo pudesse voltar dessa vez.
Sou eu mesma e serei eu mesma então
E não há nada de errado comigo, não

(Não preciso de modelos, Não preciso de heróis
Eu tenho meus amigos, E quando a vida dói
Eu tento me concentrar, N'um caminho fácil)

Sou eu mesma e serei eu mesma então
E eu queria que o tempo
Pudesse voltar dessa vez

Monday, July 14, 2008

acho que é a última vez que eu posto esse meu poeminha

Por sentir tanta saudade
E por não esquecer teu cheiro
Por lembrar teus olhos verdes
E tuas mãos lindas
Fiz uns versos pra você

Um poeminha fácil e simples
Como é simples a vida contigo
Um poeminha bossa nova
Pra mostrar que você balança
Esse meu estado blasé

E você, por displicência
Chamou-me de “meu amor”
Nos dias em que contigo estive
Longas horas que tanto te quis
Eu fui feliz, sem perceber

Eu fecho os meus olhos pra lembrar
Dos teus olhos fechados, do teu sono
Quero beijá-los calmos
Como quero beijar teus dedos
E chorar, não sei porquê.

Mas você, meu amorzinho
Vai embora sem demora
Fui também, não sei se volto
E por saber a culpa minha
Faço versos sem querer.

Se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Se ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz: pra onde é que inda posso ir?

Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
(...)
Não, acho que estás só fazendo de conta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir

Thursday, July 10, 2008

A palavra da vez, a expressão da vez, para trabalhar, para se relacionar, pra viver é: JOGO DE CINTURA!

Tuesday, July 08, 2008

olhai pro lado (e para frente se conseguir)


Rato de rua
Irrequieta criatura
Tribo em frenética proliferação
Lúbrico, libidinoso transeunte
Boca de estômago
Atrás do seu quinhão

Vão aos magotes
A dar com um pau
Levando o terror
Do parking ao living
Do shopping center ao léu
Do cano de esgoto
Pro topo do arranha-céu

Rato de rua
Aborígene do lodo
Fuça gelada
Couraça de sabão
Quase risonho
Profanador de tumba
Sobrevivente
À chacina e à lei do cão

Saqueador da metrópole
Tenaz roedor
De toda esperança
Estuporador da ilusão
Ó meu semelhante
Filho de Deus, meu irmão


(chico buarque e edu lobo)
Bom, D. mina, tirando as dúvidas: ter gêmeos é hereditário sim, com exceção dos univitelinos (idênticos), que é aleatório.
Gemêos não idênticos é de fato hereditário. Homens e mulheres carregam o gene, porém só as mulheres manifestam, pois está ligado à ovulação. Ou seja, um homem com esse gene transmite para suas filhas, mas não altera em nada dele, homem, ter filhos gemêos ou não.
As mulheres das famílias tem mais chances.

Fora isso, quem tem uma alimentação rica em derivados de leite e ácido fólico tb tem suas chances aumentadas.

Interessante não??