Monday, September 24, 2007

observações da hora do almoço.


Adoro ser bem atendida!
(Almoço rapidim no light life, rua Inconfidentes quase esquina com Paraíba - savassi)

Wednesday, September 19, 2007



Só não sei mais o que faço com essa secura
Dias sem balanço e melodia
Noites sem lua e poesia.

Essa ilusão que vai e volta
De uma vida aconchegante.
eu só queria ser como vocês...

Tuesday, September 18, 2007

calças caindo



Estava procurando alguma bobagem (nos meus arquivos de bobagens escritas por essa escritora medíocre que vos fala) para publicar, e mais uma vez constato essa minha eterna falta de assunto.
Não consigo contar piadas nem poesiar... será que meus dias andam tão desinteressantes assim, ou sou eu?
Bom, chega de reclamação.

Eu e Felipe tivemos bizarras e impublicáveis idéias para o niver de 60 anos do papai. Tomara que consigamos colocar algumas em prática, hehehe...

E por enquanto...

Monday, September 17, 2007

... Há meses que fazem chuva, semanas que fazem sol. E dias que tanto faz..."

Wednesday, September 12, 2007

perdoem o Ctrl C Ctrl V


O controle-remoto.
De Leo Jaime.

Há um certo tipo de motorista que todos conhecem: agoniado, não pode
esperar um segundo; não cede a vez e parece estar com o pai na forca, ou com
a mulher parindo no banco de trás. Fico imaginando enredos para as pessoas
que vejo passando e que me chamam a atenção, mas para esse personagem só
imagino uma história: essa pressa toda servirá para que ele chegue uns 3
minutos mais cedo em casa; estressadão. Somos o que somos quando ninguém nos
olha. E o anonimato que o interior de um carro nos proporciona pode revelar
uma grosseria velada e contundente.
Uma vez em casa, se o tipo for um homem - e em geral o é - o destino é
certo: vai para o sofá. O sofá é o Éden, o paraíso conquistado pelo
competitivo homem moderno. Dono do seu território, carregará como símbolo de
seu poder, à guisa de cetro, o controle-remoto. E é por essa patética cena,
o pequeno reino e seu cetro mágico, que este pobre homem há de aporrinhar
todos no trânsito. Abro parênteses para mencionar isso: - não há nenhum
impropério mais apropriado para rusgas no trânsito que o publicável e
familiar ³palhaço!². Fecho parênteses e inicio outro parágrafo. Ponto.
Quando reconheço um destes tipos na academia, penso logo: - ³esse cara
está levantando cem quilos aqui e quando chegar em casa vai usar o
controle-remoto² . Ora, e é isso o que eu quero dizer: - o controle não é
uma comodidade, é um símbolo de poder. Este cidadão que quer perder peso e
ficar em forma não deveria evitar um exercício moderado e gratuito. Sim, mas
ele não pode dispensar, também, uma chance destas, de se sentir o tal, o
bonitão da bala Chita.
Seu poder será exercido em cima de uma só pessoa: a mulher. Os filhos,
se houver, estão liberados para ver TV no quarto, mas a mulher não pode
arredar pé. Ele chegou, está no sofá e lá, até que ele comece a roncar, é o
lugar dela. Oras! A opção é negociar a novela por uma salubérrima tromba, já
que ele quer assistir à quinta versão das mesmas notícias em outro canal.
Quando começar um filme, ele pulará em cada comercial para uma seção de
zaping. E demorará muito mais tempo que o do intervalo no filme. Você vai
perder umas cenas e ele não vai se tocar. Ele está ziguezagueando,
ultrapassando os canais, como faz no trânsito. E
assistirá a TV com o controle na mão, editando as cenas de acordo com o
próprio interesse, e te deixando cada vez mais furiosa. Se é que você tem
um desses em casa.
Esta é a última instância do ancestral poder machista. Você precisa
fazer alguma coisa, imediatamente. Ele precisa saber dos seus gostos, das
suas vontades, e deixar você ficar com o controle um tempo para observar
onde sua mente passeia.
Se você fizer uma analogia de tudo o que apontei aqui, e acrescentar
além de trânsito e TV, o que acontece no quarto, poderá ter boas surpresas.
Há no controle-remoto, mesmo com as pilhas já cansadas, um remoto controle.


Leo Jaime é cronista do Blônicas.