Quinta de muito trabalho. Sexta de bons planos e férias!!!!
Mas o medo não me deixa continuar no computador. Amanhã, a luz do sol, eu volto, ok?
Bjinhos
Friday, December 30, 2005
Wednesday, December 28, 2005
Quarta-Feira
Com jeito de diário, né?
Escrevi um poeminha meia boca. Depois, ok?
Preocupei mais com a forma que com a alma... me ferrei um pouco nisso, mas fiz.
Reveião chegando, hein moçada?
E a lista de promessas? Planos, melhor dizendo...
Vou pensar em alguma coisa...
Escrevi um poeminha meia boca. Depois, ok?
Preocupei mais com a forma que com a alma... me ferrei um pouco nisso, mas fiz.
Reveião chegando, hein moçada?
E a lista de promessas? Planos, melhor dizendo...
Vou pensar em alguma coisa...
Tuesday, December 27, 2005
Terça-Feira

Terça de trabalhar de manhã e dormir no ônibus depois do almoço!
Ê vida besta...
Antes que eu me esqueça: Tati, eu tirei o popema aquele dia, pq fiquei com vergonha, mas vou postá-lo em sua homenagem de novo, ok?
Férias semana que vem e o litoral me chama... (verão é muito sexy, né? Sem meus 4 quilos a mais seria super power sexy!!!)
Tem uns tres poemas engasgados... se misturar eu tou fu...
Sem assunto? eu? Magina!!
Rouca apenas.
Beijos de borboleta
Monday, December 26, 2005
Segunda feira
Pois eh. O Natal foi bacana. Sete Lagoas é sempre bacana. Reflexões sobre a família, mas já esqueci.
Ganhei um blusa lindinha da hering da Nanda de amigo oculto, ganhei uma outra blusa soltinha da Rose, mas tenho que trocar pra P, ou PP, hehehehehe.
Ganhei bombons e beijos!
Fez um sol alucinante e percebi que preciso ir à praia. hoje tá frio em BH, e o vento tá tentando levar o telhado da area de serviço.
O rapha amou o lap top do homem aranha! Ponto pra mim!
Não consigo mais alterar as cores e tamanhos de fontes :(
Quero sair pra dar uma volta.
Bjos
(lipe e tati, saudade saudade)
Ganhei um blusa lindinha da hering da Nanda de amigo oculto, ganhei uma outra blusa soltinha da Rose, mas tenho que trocar pra P, ou PP, hehehehehe.
Ganhei bombons e beijos!
Fez um sol alucinante e percebi que preciso ir à praia. hoje tá frio em BH, e o vento tá tentando levar o telhado da area de serviço.
O rapha amou o lap top do homem aranha! Ponto pra mim!
Não consigo mais alterar as cores e tamanhos de fontes :(
Quero sair pra dar uma volta.
Bjos
(lipe e tati, saudade saudade)
reprise para novos visitantes!
Os plágios do que eu sinto
Não conseguir concentração é um pouco incômodo pra quem quer compor algo depois de muito tempo longe das canetas tinteiro... Ora! Por que não procurar por um canto isolado?
Decidir dedicar quando grandes transações são decididas ao redor... Faça-me o favor!!
Além de um bocado de tristeza, pra fazer um samba com beleza também é necessário o mínimo de reflexão. Talvez eu conseguisse há algum tempo... Versos que não valiam pra ficar... Verdadeiros e escancarados demais. O poeta tem que sem um pouco fingidor, não é mesmo? Que seja! Mesmo que os poetas sejam falsos (como eu), seus versos serão bons! E algumas hipérboles e uns poucos eufemismos não fazem mal a ninguém.
Estamos então, nós dois.
Eu na fome de escrever, de devorar essas linhas, essa tinta, essas teclas, enfim! (fazer valer essa modernidade!). Você, na sede de ler algo que mexa. Ou apenas te distraia nos momentos de inquietude. Inquietude? Qual? A que carrego no coração e na alma?
Essa febre, um fogo leve que eu peguei? (deve ser da idade...) Se buscou as letras por alguma palavra ou conselho (como aquelas pessoas que abrem os livros sagrados à procura de lições, ou que lêem os números das casas procurando prêmios de loteria), posso te passar, sem precisar me isolar, esse furacão que quero viver. A intensidade que flui nesse meu corpo, essa minha mania de achar que a vida pode ser maravilhosa. Esse lance de ver luz e balanço nas belezas de todo dia. Essa vivacidade que quero enxergar no simples, no quotidiano.
Essa gargalhada escancarada. Isso posso te passar. E se é o que busca, pode fechar os olhos ou o papel (ou o arquivo, sabe lá!?). Mais do que isso já não consigo. O mundo passa acelerado ao meu redor; homens e seus negócios, mulheres e seus horários. Sei não...
Talvez se eu tivesse aquela velha árvore, aquela boa brisa, aqueles passarinhos...
Ainda assim nada sairia aqui nesse papel. Talvez por isso essa alegria e essa vontade imensa me sufoquem. Queria que todos vissem, queria abrir o peito em vento... Que uma música agressiva e boa rebatesse no meu palato... O poema... A balada... Queria me despir pro mundo (mas ele faz charme!). Sei não... Será que, sendo assim, não voltaria aos meus versos meninos de pés no chão? Penso que meus cânticos nunca sairão de mim, ainda que haja o momento de reflexão; ainda que haja o isolamento; ainda que eu tenha o dicionário na cabeça e nas mãos. Ainda que eu tenha passado esses poucos anos aprimorando minhas concordâncias...
Da minha boca não ressoa meu samba bem pra frente...
Privo-me então de dizer realmente o que eu acho. E nessa frustração de não alcançar meus versos,
(in)coerentemente assino embaixo.
(Belo Horizonte, 06 de julho de 2004)
Não conseguir concentração é um pouco incômodo pra quem quer compor algo depois de muito tempo longe das canetas tinteiro... Ora! Por que não procurar por um canto isolado?
Decidir dedicar quando grandes transações são decididas ao redor... Faça-me o favor!!
Além de um bocado de tristeza, pra fazer um samba com beleza também é necessário o mínimo de reflexão. Talvez eu conseguisse há algum tempo... Versos que não valiam pra ficar... Verdadeiros e escancarados demais. O poeta tem que sem um pouco fingidor, não é mesmo? Que seja! Mesmo que os poetas sejam falsos (como eu), seus versos serão bons! E algumas hipérboles e uns poucos eufemismos não fazem mal a ninguém.
Estamos então, nós dois.
Eu na fome de escrever, de devorar essas linhas, essa tinta, essas teclas, enfim! (fazer valer essa modernidade!). Você, na sede de ler algo que mexa. Ou apenas te distraia nos momentos de inquietude. Inquietude? Qual? A que carrego no coração e na alma?
Essa febre, um fogo leve que eu peguei? (deve ser da idade...) Se buscou as letras por alguma palavra ou conselho (como aquelas pessoas que abrem os livros sagrados à procura de lições, ou que lêem os números das casas procurando prêmios de loteria), posso te passar, sem precisar me isolar, esse furacão que quero viver. A intensidade que flui nesse meu corpo, essa minha mania de achar que a vida pode ser maravilhosa. Esse lance de ver luz e balanço nas belezas de todo dia. Essa vivacidade que quero enxergar no simples, no quotidiano.
Essa gargalhada escancarada. Isso posso te passar. E se é o que busca, pode fechar os olhos ou o papel (ou o arquivo, sabe lá!?). Mais do que isso já não consigo. O mundo passa acelerado ao meu redor; homens e seus negócios, mulheres e seus horários. Sei não...
Talvez se eu tivesse aquela velha árvore, aquela boa brisa, aqueles passarinhos...
Ainda assim nada sairia aqui nesse papel. Talvez por isso essa alegria e essa vontade imensa me sufoquem. Queria que todos vissem, queria abrir o peito em vento... Que uma música agressiva e boa rebatesse no meu palato... O poema... A balada... Queria me despir pro mundo (mas ele faz charme!). Sei não... Será que, sendo assim, não voltaria aos meus versos meninos de pés no chão? Penso que meus cânticos nunca sairão de mim, ainda que haja o momento de reflexão; ainda que haja o isolamento; ainda que eu tenha o dicionário na cabeça e nas mãos. Ainda que eu tenha passado esses poucos anos aprimorando minhas concordâncias...
Da minha boca não ressoa meu samba bem pra frente...
Privo-me então de dizer realmente o que eu acho. E nessa frustração de não alcançar meus versos,
(in)coerentemente assino embaixo.
(Belo Horizonte, 06 de julho de 2004)
Saturday, December 24, 2005
Thursday, December 22, 2005
algumas
Algumas coisas a dizer... Mas a cervejinha rápida com Thiago e Jana ontem foi essencial!
E eu nem acordei com pneumonia, como previsto!
E eu nem acordei com pneumonia, como previsto!
Wednesday, December 21, 2005
Eu (na visão do cara mais fantástico! Envaideço)
As cidades e o desejo
No centro de Daniela, metrópole de pedra cinzenta, há um palácio de
metal com uma esfera de vidro em cada cômodo. Dentro de cada esfera,
vê-se uma cidade azul que é o modelo para uma outra Daniela. São as
formas que a cidade teria podido tomar se, por uma razão ou por outra,
não tivesse se tornado o que é atualmente. Em todas as épocas, alguém,
vendo Daniela tal como era, havia imaginado um modo de transformá-la
na cidade ideal, mas, enquanto construía o seu modelo em miniatura,
Daniela já não era mais a mesma de antes e o que até ontem havia sido
um possível futuro hoje não passava de um brinquedo numa esfera de
vidro.
Agora Daniela transformou o palácio das esferas em museu: os
habitantes o visitam, escolhem a cidade que corresponde aos seus
desejos, contemplam-na imaginando-se refletidos no aquário de medusas
que deveria conter as águas do canal (se não tivesse sido dessecado),
percorrendo no alto baldaquino a avenida reservada aos elefantes
(agora banidos da cidade), deslizando pela espiral do minarete em
forma de caracol (que perdeu a base sobre a qual se erguia).
No atlas (...) devem constar tanto a grande Daniela de pedra quanto as
pequenas Danielas das esferas de vidro. Não porque sejam igualmente
reais, mas porque são todas supostas. Uma reúne o que é considerado
necessário, mas ainda não o é; as outras, o que se imagina possível e
um minuto mais tarde deixa de sê-lo.
No centro de Daniela, metrópole de pedra cinzenta, há um palácio de
metal com uma esfera de vidro em cada cômodo. Dentro de cada esfera,
vê-se uma cidade azul que é o modelo para uma outra Daniela. São as
formas que a cidade teria podido tomar se, por uma razão ou por outra,
não tivesse se tornado o que é atualmente. Em todas as épocas, alguém,
vendo Daniela tal como era, havia imaginado um modo de transformá-la
na cidade ideal, mas, enquanto construía o seu modelo em miniatura,
Daniela já não era mais a mesma de antes e o que até ontem havia sido
um possível futuro hoje não passava de um brinquedo numa esfera de
vidro.
Agora Daniela transformou o palácio das esferas em museu: os
habitantes o visitam, escolhem a cidade que corresponde aos seus
desejos, contemplam-na imaginando-se refletidos no aquário de medusas
que deveria conter as águas do canal (se não tivesse sido dessecado),
percorrendo no alto baldaquino a avenida reservada aos elefantes
(agora banidos da cidade), deslizando pela espiral do minarete em
forma de caracol (que perdeu a base sobre a qual se erguia).
No atlas (...) devem constar tanto a grande Daniela de pedra quanto as
pequenas Danielas das esferas de vidro. Não porque sejam igualmente
reais, mas porque são todas supostas. Uma reúne o que é considerado
necessário, mas ainda não o é; as outras, o que se imagina possível e
um minuto mais tarde deixa de sê-lo.
Tuesday, December 20, 2005
...
Saturday, December 17, 2005
Minha tv acabou de estragar!

Festa de fim de ano do escritório. Alguém escreveu no blonicas sobre isso. E é realmente engraçado. Pessoas que se odeiam se abraçando e pedindo pro músico tocar aquela do "vando"...
Putz! Sobreivi ao churrasco da empresa.Sem maiores alterações.
Hoje tou mais de tiete que todos os dias.
Além da tietagem básica pelo Saulo a tarde inteira (faltaram minhas musicas, mas ainda bem), PAULO CASTRO passou por aqui!!!
Ai meus Deus!!! Sabe quando vem visita em casa e vc quer tudo limpinho, copos de cristal... Ah! Eu queria ter escrito algo legal para recebê-lo. Sem saber que ele viria, escrevi Caetano. Ao menos ele no título.
Algumas coisas pra escrever, mas tem alguma coisa batendo ali fora. Já fui verificar, é na casa da vizinha. Verifiquei 3x. Mas há tempos não tenho crises de pânico, e não quero ter uma agora. Taquicardia começa, e eu fecho o boteco. Vou comer alguma coisa.Com as portas trancadas, obviamente.
Thursday, December 15, 2005
após ler blog de Paulo Castro

(E Bethania canta):
"Eu sou o vento que lança a areia do Saara
Sobre os automóveis de Roma
Eu sou a sereia que dança
A destemida Iara
Água e folha da Amazônia
Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega
Você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é você?
Que não sentiu o suingue de Henri Salvador
Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô
E que não riu com a risada de Andy Warhol
Que não, que não e nem disse que não
Eu sou um preto norte-americano forte
Com um brinco de ouro na orelha
Eu sou a flor da primeira música
A mais velha
A mais nova espada e seu corte
Sou o cheiro dos livros desesperados
Sou Gitá Gogóia
Seu olho me olha mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar
Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é Recôncavo e nem pode ser reconvexo"
Friday, December 09, 2005
cinema em casa


Ops! O post do começo da semana era pra ser sobre cinema. Infelizmente tive que mudar o rumo da prosa.
Ficaria escrevendo sobre a perda do meu amigo e o quanto está doendo cada minuto por muitos posts... mas eu sei que não é o caso... além disso, não adianta mais tanto.
(...)
Dois filmes esse fim de semana (que passou).
Kill Bil - volume 1: Mucho bom! Quero ver o 2 LOGO! Não pensei que fosse curtir tanto.
Dom: vou falar sobre ele depois. Também é bom... mas um pouco apelativo. A Maria Fernanda Cândido tá muito linda! Capitu!!
As fotos são pro nando, que é fã.
Thursday, December 08, 2005
Era assim todo dia de tarde, a descoberta da amizade... até a próxima vez!
Há alguns dias não recebo as gotas de carinho que encontrava quase que diariamente na minha caixa de e-mails. Confesso que estranhei sua não resposta no e-mail que encaminhei na sexta feira; mas como era encaminhado, e sei que no novo setor você anda muito ocupado, pensei que fosse puro stress do dia a dia. Pelas minhas contas, sua última mensagem veio na quarta e eu bem pensei que em breve viriam as notícias do fim de semana, como de costume.
Pois é... meu tão querido bem, você sempre me pergunta como foi o meu dia, então eu te conto que hoje pela manhã eu caminhei sob uma chuva muito fininha, num campo bem verde, de onde obtive uma linda vista. Minha caminhada durou pouco mais de 3 minutos, mas pude pensar bastante.
Você iria gostar de me acompanhar nessa caminhada, e com certeza atentaria para detalhes das plantas que quase ninguém vê. Foi intrigante fazer uma caminhada com todas aquelas pessoas. Algumas eu já conhecia, mas muitas delas são personagens do seu discurso diário, pessoas do seu mundo, das quais sei alguma coisa, mas nunca as tinha visto.
O sol teimava em apontar... mas a chuva fina não cessava, e me lembrava das suas gotas de carinho e amizade. Todas as tardes, (e nos últimos tempos mais ou menos de 3 em 3 dias), você me presenteia com uma mensagem doce, notícias sobre a sua vida, sobre o seu amor, sua família, Chico Buarque, os campeonatos de futebol. Por suas mãos conheci muito de Clarice Lispector, de Mário Quintana, e tantas outras leituras. (Acabo de lembrar que tem um livro meu contigo). Conheci o carinho incondicional, a amizade mais que sincera, o querer-bem puro. Nas nossas curtas conversas diárias posso ser eu mesma, com minhas fraquezas e virtudes, e você, meu amigo, me estende as mãos em qualquer ocasião.
Eu sei que é tolice, mas nessas horas vem à mente tudo que podia ter sido, e não foi. Quantos convites pra comer um sanduíche, tantas vezes que me cobrou telefonemas, notícias, respostas... Eu sou muito relapsa, sempre.
(...)
A agenda desse próximo ano está linda! Pensei em te mandar uma. Fiquei de fazer o pedido quinta, mas pra variar esqueci. Ela só não está mais que a do ano passado, onde tenho recados seus no dia do meu aniversário, aquela parábola que você gosta e a música para que eu me lembre quando estiver triste.
(...)
Uma doce e fresca flor se abrindo... É a sensação de cada presente diário que me dá, em música e poesia, pensamento, ou mesmo um Olá. Piegas? Talvez. Não mais que seus discos do Amado Batista.
Estive com sua amada. Como o amor de vocês é lindo, meu Deus! NEOQAV, ela disse, ela escreveu. Você sabe né? Tive vontade de dizer a ela sobre as nossas conversas, sobre o seu amor por ela e tudo mais. Mas se você acha que não é bom não digo. Respeito sempre foi a base da nossa amizade.
Lembro de uma vez que nos vimos, acho que a penúltima. Não. Antepenúltima. Encontro rápido; trocamos livros, algo assim. Não sei o que houve, seus olhos se encheram de lágrimas. Disse que se emocionou. Não sei direito porquê. E hoje sou eu que nao dou conta de parar.
É. A riqueza que nós temos ninguém consegue perceber. Voce disse. Mas não importa. Nós percebemos.
Meu amigo, meu tão querido bem. Vá em paz. E agora, mais que nunca, só Deus sabe em qual rua minha vida vai encostar na tua. Mas, pra que chorar se nada é pra sempre, certo?
Ficam seus ensinamentos. Seu exemplo. Seu carinho. Sua delicadeza. Sua alegria. Minha vontade de escrever para você e sobre você até o sol se por e nascer de novo. Fica a nossa amizade. Amo.
(ao meu amigo e tao querido bem, Valde, desencarnado terça, enterrado ontem pela manha. Febre maculosa, creiam!)
Pois é... meu tão querido bem, você sempre me pergunta como foi o meu dia, então eu te conto que hoje pela manhã eu caminhei sob uma chuva muito fininha, num campo bem verde, de onde obtive uma linda vista. Minha caminhada durou pouco mais de 3 minutos, mas pude pensar bastante.
Você iria gostar de me acompanhar nessa caminhada, e com certeza atentaria para detalhes das plantas que quase ninguém vê. Foi intrigante fazer uma caminhada com todas aquelas pessoas. Algumas eu já conhecia, mas muitas delas são personagens do seu discurso diário, pessoas do seu mundo, das quais sei alguma coisa, mas nunca as tinha visto.
O sol teimava em apontar... mas a chuva fina não cessava, e me lembrava das suas gotas de carinho e amizade. Todas as tardes, (e nos últimos tempos mais ou menos de 3 em 3 dias), você me presenteia com uma mensagem doce, notícias sobre a sua vida, sobre o seu amor, sua família, Chico Buarque, os campeonatos de futebol. Por suas mãos conheci muito de Clarice Lispector, de Mário Quintana, e tantas outras leituras. (Acabo de lembrar que tem um livro meu contigo). Conheci o carinho incondicional, a amizade mais que sincera, o querer-bem puro. Nas nossas curtas conversas diárias posso ser eu mesma, com minhas fraquezas e virtudes, e você, meu amigo, me estende as mãos em qualquer ocasião.
Eu sei que é tolice, mas nessas horas vem à mente tudo que podia ter sido, e não foi. Quantos convites pra comer um sanduíche, tantas vezes que me cobrou telefonemas, notícias, respostas... Eu sou muito relapsa, sempre.
(...)
A agenda desse próximo ano está linda! Pensei em te mandar uma. Fiquei de fazer o pedido quinta, mas pra variar esqueci. Ela só não está mais que a do ano passado, onde tenho recados seus no dia do meu aniversário, aquela parábola que você gosta e a música para que eu me lembre quando estiver triste.
(...)
Uma doce e fresca flor se abrindo... É a sensação de cada presente diário que me dá, em música e poesia, pensamento, ou mesmo um Olá. Piegas? Talvez. Não mais que seus discos do Amado Batista.
Estive com sua amada. Como o amor de vocês é lindo, meu Deus! NEOQAV, ela disse, ela escreveu. Você sabe né? Tive vontade de dizer a ela sobre as nossas conversas, sobre o seu amor por ela e tudo mais. Mas se você acha que não é bom não digo. Respeito sempre foi a base da nossa amizade.
Lembro de uma vez que nos vimos, acho que a penúltima. Não. Antepenúltima. Encontro rápido; trocamos livros, algo assim. Não sei o que houve, seus olhos se encheram de lágrimas. Disse que se emocionou. Não sei direito porquê. E hoje sou eu que nao dou conta de parar.
É. A riqueza que nós temos ninguém consegue perceber. Voce disse. Mas não importa. Nós percebemos.
Meu amigo, meu tão querido bem. Vá em paz. E agora, mais que nunca, só Deus sabe em qual rua minha vida vai encostar na tua. Mas, pra que chorar se nada é pra sempre, certo?
Ficam seus ensinamentos. Seu exemplo. Seu carinho. Sua delicadeza. Sua alegria. Minha vontade de escrever para você e sobre você até o sol se por e nascer de novo. Fica a nossa amizade. Amo.
(ao meu amigo e tao querido bem, Valde, desencarnado terça, enterrado ontem pela manha. Febre maculosa, creiam!)
Sunday, December 04, 2005
domingo
Hummm. domingueira... segunda tem post com foto...
por hj, tietagem, Marina W. respondeu ao meu e mail!!!!! Hyup!
E uma dica: minha leitura diária
por hj, tietagem, Marina W. respondeu ao meu e mail!!!!! Hyup!
E uma dica: minha leitura diária
Monday, November 28, 2005
Metalinguagem II?
dose duplaAcho que começo a descobrir porque não consigo escrever crônicas (publicáveis)!
Pelo menos um dos motivos eu começo a enxergar. É. Eu não sei escrever só sobre mim, ou só sobre um fato, uma situação, um tema. Tirando os textos acadêmicos (e só os textos mesmo, porque nas discussões presenciais também não funciona), eu sempre dou um jeito de tornar a coisa mais familiar.
Hoje por exemplo estávamos numa discussão antropológica na faculdade (que se aproxima bastante da idéia que eu faço de terapia em grupo) e num certo momento precisávamos nos definir. A Camila tinha que olhar em meus olhos e perguntar: “Daniela, quem é você?” E no tempo estipulado eu tinha que dizer quem sou eu. Invertíamos os papéis, Camila relatava-me sobre quem ela é, e então havia uma socialização, blá blá blá... é mais que isso, mas tenho preguiça de explicar.
Ao fim discutíamos a atividade proposta.
Lá pelas tantas, bem depois da hora que eu pretendia ter ido embora daquela maluquice (mas que até vale a pena de vez em quando) uma das alunas, uma adolescente irritante, (mas tão irritante que eu fico até culpada) resolveu abrir a boca pra dizer que a maioria de nós, pelas observações dela, têm dificuldade de falar sobre si mesmo, sozinho, sem colocar a mãe, o pai, o irmão, o namorado/marido, os filhos, o cachorro e o papagaio no meio. Tá. Lá fui eu argumentar que o que somos tem muito a ver com nossos pais e as pessoas que nos rodeiam, a quem amamos (os filhos então, nem se fala!), etc etc... Mas a moderadora do grupo e professora na ocasião revidou dizendo que nossas preferências e a forma com as quais lidamos com as pessoas que nos rodeiam muda, o que somos não muda e independe dessas outras pessoas. Tá de novo.
...
Resolvi ler as colunas de outras figuras da revista paradoxo . Escrevem bem todos.
Quando da faculdade de jornalismo, tudo que eu queria na vida era ser colunista; de comportamento, música, ou qualquer outra bobagem que sobre a qual eu tivesse vontade de discursar. Então todos diziam: “Mas isso é pra jornalista que já fez carreira, já fez nome, já trabalhou com tudo mais que há no jornalismo, blá blá blá”. Tá.
Esse tempo passou. Mas eu confesso que reparei, com certo frisson, que não há nenhum colunista de BH escrevendo por lá.
Bobagens à parte, percebi que eu poderia muito bem escrever como aquelas pessoas ali, mas a diferença gritante estava em: Eles não familiarizam a coisa. Discorrem sobre o tema e pronto, ainda que seja um tema simplório. Eles não enfiam nomes das pessoas de convívio e nem encaixam exemplos sobre a vida íntima como eu faço. Além de só saber falar de mim (dizem que é do signo), eu ainda familiarizo a coisa.
E daí não dá esse formato bonitinho que a gente vê por aí (ai que inveja da Janaína!! Ela consegue!), meio pessoal e meio impessoal, que as pessoas gostam de publicar, e ler, e etc, etc, etc...
Ai ai...
Friday, November 18, 2005
o verbo que me trai também me falta
Há alguns anos as pessoas poderiam me encontrar facilmente no ensaio de Tango. Eram os momentos mais agradáveis dos quais consigo me lembrar. A farda meio desfeita, mas às vezes ainda no corpo. No piso ou no tatame, éramos felizes. Verdadeiros dançarinos de tango ririam, mais tarde, do nosso bailar. Mas na nossa esfera isso nos elitizava. Dançávamos tango no exérito.
Braços e corpos tomavam forma. Olhares e pernas. Mas não era só isso. Era o tempo do subjetivo, o horário do pessoal, do familiar, do sentimental, do abstrato. O movimento era padronizado, nós não. Ríamos alto. Falávamos palavrão. A professora Maria Elisa por vezes sentava conosco no tatame. Falava do casamento, da família, de sexo, de amor, de carreira, da vida. Cofessávamos nossos íntimos. Purificávamos a nós mesmos naquele diálogo. Tirávamos os pesos. Aconselhávamos uns aos outros. E vivíamos.
Mas como treino é treino, na hora do ensaio o jogo era duro. Horas a fio. Movimentos... movimentos... em busca do movimento perfeito. Éramos amadores, claro. As limitações era respeitadas, obviamente. Mas ela sabia quando tínhamos muito mais a oferecer, podíamos ser muito melhores. E nessa hora ouvíamos a voz dela, um pouco rouca, um tanto longa: "Tá pobre! tá pobre! melhora esse pé, levanta esse braço, trabalha o olhar, a ponta. TÁ POBRE!"
...
Eu tenho lido muitos blogs, algumas crônicas. Todos os dias. Marina W. descobri que não é anônima como eu. Ela manda bem mesmo. Silvio não escreve há tempo. Mas foi no blog dele que descobri a fama de Marina W.
Clarisse Verdolin e os blogs que ela indica. Tierro (te achei) e A FALA. Campelog. Mescrai da jana (fantástico).
Tenho lido também muitos artigos da minha Pedagogia Hospitalar. Todos os dias. Venero Rejane Fontes.
São tão admimiráveis!! Deleite para apaixonados pelas linguagens, como eu.
...
Sento-me aqui ou acolá. Preciso escrever. PRECISO ESCREVER!! Mas, a cada linha, não me livro do eco da voz da Maria Elisa: "Tá pobre. tá muito pobre".
Braços e corpos tomavam forma. Olhares e pernas. Mas não era só isso. Era o tempo do subjetivo, o horário do pessoal, do familiar, do sentimental, do abstrato. O movimento era padronizado, nós não. Ríamos alto. Falávamos palavrão. A professora Maria Elisa por vezes sentava conosco no tatame. Falava do casamento, da família, de sexo, de amor, de carreira, da vida. Cofessávamos nossos íntimos. Purificávamos a nós mesmos naquele diálogo. Tirávamos os pesos. Aconselhávamos uns aos outros. E vivíamos.
Mas como treino é treino, na hora do ensaio o jogo era duro. Horas a fio. Movimentos... movimentos... em busca do movimento perfeito. Éramos amadores, claro. As limitações era respeitadas, obviamente. Mas ela sabia quando tínhamos muito mais a oferecer, podíamos ser muito melhores. E nessa hora ouvíamos a voz dela, um pouco rouca, um tanto longa: "Tá pobre! tá pobre! melhora esse pé, levanta esse braço, trabalha o olhar, a ponta. TÁ POBRE!"
...
Eu tenho lido muitos blogs, algumas crônicas. Todos os dias. Marina W. descobri que não é anônima como eu. Ela manda bem mesmo. Silvio não escreve há tempo. Mas foi no blog dele que descobri a fama de Marina W.
Clarisse Verdolin e os blogs que ela indica. Tierro (te achei) e A FALA. Campelog. Mescrai da jana (fantástico).
Tenho lido também muitos artigos da minha Pedagogia Hospitalar. Todos os dias. Venero Rejane Fontes.
São tão admimiráveis!! Deleite para apaixonados pelas linguagens, como eu.
...
Sento-me aqui ou acolá. Preciso escrever. PRECISO ESCREVER!! Mas, a cada linha, não me livro do eco da voz da Maria Elisa: "Tá pobre. tá muito pobre".
...
...
Peguei a chuva de belo Horizonte inteira. Definitivamente, estive apaixonada em quase todos os meus novembros.
constatação
Wednesday, November 16, 2005
Monday, November 14, 2005
Friday, November 11, 2005
...

Closer - Perto Demais
O outro blog que descobri é de um cara. Silvio o nome. Mas acho que ele não escreve muito por lá. Em compensação Marina W. escreve muito bem... e bastante.
Fiquei o dia inteiro querendo escrever aqui... um punhado de coisas... mas parece que é mesmo verdade que eu não funciono direito à noite. Esqueço até como se escreve.
Ontem fui embora debaixo de muita chuva. Um camarada daqui me acompanhou por parte do caminho. Coma na maioria das vezes que nos falamos, ele reclamava da carência na vida amorosa. Antes dele outras três amigas vieram me reclamar mais ou menos a mesma coisa. (Acho que atraio esse tipo de diálogo). Então eu me toquei o quando as pessoas se sentem sozinhas. E por poucos instantes senti-me culpada de não ter esses problemas. Sério. Solidão amorosa. Não me lembro o que é isso. Já tive.. mas não me lembro. As pessoas com quem eu tenho conversado estão tão fragilizadas, carentes... e a fala delas tomam o mesmo formato, sabe? Elas fazem as mesmas burradas... Vontade dá de juntar todos numa festa na minha casa, fechar a porta do quarto e dormir. Pelo menos assim as notícias seria mais animadoras no meu domingo de manhã.
Solidão todos temos... e eu estou em processo de aprender a ser só. Tenho adquirido êxitos. Mas é uma solidão diferente. Um dia escrevo sobre...
A solidão dessas pessoas acaba com o ego... E a sede delas é tanta, que as faz ainda mais sós... Parece que está escrito na testa dessas figuras "quero um amor pra vida inteira". Só pode ser!! Todas que eu conheço são pessoas lindas, inteligentes, interessantes, divertidas... e completamente sozinhas. Nada dá certo! Acho que essa frase tatuada na testa deve meter medo nas outras gentes. Só pode ser isso.
E eu fico nesse fogo cruzado desses sujeitos, quando na verdade nenhuma palavra amiga funciona. E o pior: Começo a me sentir um monstro por ser bem amada, por ter quem me goste, por gostar de alguém... E por saber que sempre terei. Sinto-me pedante. Mas sempre terei.
Monday, November 07, 2005
...tua beleza é um avião...
Hj, por acaso, procurando as coisas mais inusitadas na net, já que não achei o artigo que eu tinha que ler, e também, pra variar, a disposição pras outras coisas é bem maior que para os estudos mais massantes, achei dois blogs bacanas, de umas pessoas com quem até pretendo me contactar, quem sabe. Uma mulher - Marina W.- e o outro eu acho que é um homem que escreve, mas não tenho certeza, pode ser mulher também.
Bacana, mas percebi que esse blog não é o que eu queria que fosse. Quem o lê não sabe que sou eu. Tá bom, tem aquele papo que nem eu sei quem sou, mas acho que esse blog não tem tanto minha cara, o que vcs acham? Acho que faltam as benditas fotos. Felipe, ó campelo! Save-me! Como posso "postar' fotos aqui?
Enquanto seu lobo não vem, vou escrevendo por aqui. Janis nos ouvidos... tava com saudade dela. Perdi todas as músicas que tinha no meu computador no último "pití" que ele deu, mas graças a prudência da Janaína achei a pasta da Janis:)
Final de semana, ao interessados, foi bem bacana, pacato. Sexta: Final da novela, né? meia boca. A semi-final foi mais legal. Sábado: Arrumação de casa e tals... ê vida! Shopping e chopinho com Janaína, e aquele lance de funghi que eu e leo adoramos no fim de noite. Depois casa correndo. Deu crise da tal narcolepsia, sei lá! Até machuquei a cabeça por dormir de repente. Mas sem detalhes patéticos. Domingo: Parque com Raphinha. Foi show! Depois lavar roupa, hahahaahah, domingo, acreditem! Então, já estava lá mesmo, inventei uma receita de broa de fubá com queijo. É, inventei, eu inventei, viu? E ficou até comestível!! Essa vou mandar pra Ana Paula, tou devendo, né? Então, aí DVD do Chico com papai, e dormir... com o Rapha na minha cama! Quem dorme, me diz? (o bicho papão tem chifres no nariz, fiquei sabendo ontem).
And so it is.
Caramba! Eu não sei por que eu tenho mania de arrastar tanto minhas graduações.... Não sei se nasci pra estudar não, viu? Eu até gosto, mas não tenho compromisso com as coisas.. e assim não chego a lugar algum.
Internamente... internamente?
"em que fase você está, Daniela?" - O Nando perguntou. Com aquele jeito de pronunciar meu nome que só ele tem. Abrindo a boca de um jeito... sei lá, um jeito que é dele. Não sei, Nando. Não sei em que fase eu estou não. Acho que nova, se é pra comparar com a Lua, tou de Lua Nova... Vou crescer ainda, mas já parei de minguar. Fase família, instavelmente pacata; estavelmente, e espero que definitivamente, cristã.
Quero ir ao cinema, mas vai chover.
O título do post, antes que eu me esqueça, tiro da bossa nova, grande paixão (uma das) e é em homenagem (espero que não pareça um infame trocadilho, mesmo que de fato o seja) ao KDT Scheer, Felipe de Faria Scheer; mas pra mim, pra Alinne amiga, para a maior parte do amigos e familiares, sei lá, e pra Aline namorada (também deve ser) somente FIL! Valeu pelas fotos, depois de séculos sem contato. Bacana! Só vista louca. Coloca lá no orkut, vai ficar show!! (Fil, vc crê que eu sei o aniversário do Todd? 19 de março. Kd ele?)
Ah! Aos que interessam: Nos ouvidos, como eu já disse, Janis.
Para ler: Ensaio sobre a cegueira - José Saramago. (Valeu rafa! Tou adorando. essa semana termino). Fui, inclusive, esqueci de contar, ao lançamento do "As intermitências da morte". Saramago palestrou por quase uma hora. Tou fã.
Assistir: Hum. quero ir ao cinema. Artur tá recomendando "A Queda", pra locar.
E pra pensar, hein?
Bom, Ainda tou com a proposta de Cristo, mas se querem coisa nova, que tal pensar no peso que a cultura tem sobre os nossos atos? É, a cultura que nos é passada, de pai pra filho, que já está fixa na cabeça da gente... Ela fica ali. Ao mesmo tempo que está no todo, está escondida, no cantinho, e sem vc peceber ela te impede de agir dessa ou daquela forma. A gente só não pode esquecer, e aí eu passo por Nietche (é assim?), que quem "faz" (precisava de um termo melhor) a cultura, as regras sociais, os princípios, os valores, e tal e coisa, é o próprio sujeito, o ser social, isso! Nós mesmos. E de repente as normas sociais, enraizadas pela cultura, tomam um caráter maior do que deveria; acabam sendo mitificadas, e o que era pra ser princípios de bem estar social, viram regras que, em alguns casos, frustram certas figuras por uma vida inteira! Por isso, se queremos pensar em alguma coisa últil, abramos os olhos. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Não saiamos também burlando tudo quanto é lei... mas não nos deixemos sufocar por princípios sociais que não protegem ninguém, só fazem tolhir nossas manifestações.
Té+.
Bacana, mas percebi que esse blog não é o que eu queria que fosse. Quem o lê não sabe que sou eu. Tá bom, tem aquele papo que nem eu sei quem sou, mas acho que esse blog não tem tanto minha cara, o que vcs acham? Acho que faltam as benditas fotos. Felipe, ó campelo! Save-me! Como posso "postar' fotos aqui?
Enquanto seu lobo não vem, vou escrevendo por aqui. Janis nos ouvidos... tava com saudade dela. Perdi todas as músicas que tinha no meu computador no último "pití" que ele deu, mas graças a prudência da Janaína achei a pasta da Janis:)
Final de semana, ao interessados, foi bem bacana, pacato. Sexta: Final da novela, né? meia boca. A semi-final foi mais legal. Sábado: Arrumação de casa e tals... ê vida! Shopping e chopinho com Janaína, e aquele lance de funghi que eu e leo adoramos no fim de noite. Depois casa correndo. Deu crise da tal narcolepsia, sei lá! Até machuquei a cabeça por dormir de repente. Mas sem detalhes patéticos. Domingo: Parque com Raphinha. Foi show! Depois lavar roupa, hahahaahah, domingo, acreditem! Então, já estava lá mesmo, inventei uma receita de broa de fubá com queijo. É, inventei, eu inventei, viu? E ficou até comestível!! Essa vou mandar pra Ana Paula, tou devendo, né? Então, aí DVD do Chico com papai, e dormir... com o Rapha na minha cama! Quem dorme, me diz? (o bicho papão tem chifres no nariz, fiquei sabendo ontem).
And so it is.
Caramba! Eu não sei por que eu tenho mania de arrastar tanto minhas graduações.... Não sei se nasci pra estudar não, viu? Eu até gosto, mas não tenho compromisso com as coisas.. e assim não chego a lugar algum.
Internamente... internamente?
"em que fase você está, Daniela?" - O Nando perguntou. Com aquele jeito de pronunciar meu nome que só ele tem. Abrindo a boca de um jeito... sei lá, um jeito que é dele. Não sei, Nando. Não sei em que fase eu estou não. Acho que nova, se é pra comparar com a Lua, tou de Lua Nova... Vou crescer ainda, mas já parei de minguar. Fase família, instavelmente pacata; estavelmente, e espero que definitivamente, cristã.
Quero ir ao cinema, mas vai chover.
O título do post, antes que eu me esqueça, tiro da bossa nova, grande paixão (uma das) e é em homenagem (espero que não pareça um infame trocadilho, mesmo que de fato o seja) ao KDT Scheer, Felipe de Faria Scheer; mas pra mim, pra Alinne amiga, para a maior parte do amigos e familiares, sei lá, e pra Aline namorada (também deve ser) somente FIL! Valeu pelas fotos, depois de séculos sem contato. Bacana! Só vista louca. Coloca lá no orkut, vai ficar show!! (Fil, vc crê que eu sei o aniversário do Todd? 19 de março. Kd ele?)
Ah! Aos que interessam: Nos ouvidos, como eu já disse, Janis.
Para ler: Ensaio sobre a cegueira - José Saramago. (Valeu rafa! Tou adorando. essa semana termino). Fui, inclusive, esqueci de contar, ao lançamento do "As intermitências da morte". Saramago palestrou por quase uma hora. Tou fã.
Assistir: Hum. quero ir ao cinema. Artur tá recomendando "A Queda", pra locar.
E pra pensar, hein?
Bom, Ainda tou com a proposta de Cristo, mas se querem coisa nova, que tal pensar no peso que a cultura tem sobre os nossos atos? É, a cultura que nos é passada, de pai pra filho, que já está fixa na cabeça da gente... Ela fica ali. Ao mesmo tempo que está no todo, está escondida, no cantinho, e sem vc peceber ela te impede de agir dessa ou daquela forma. A gente só não pode esquecer, e aí eu passo por Nietche (é assim?), que quem "faz" (precisava de um termo melhor) a cultura, as regras sociais, os princípios, os valores, e tal e coisa, é o próprio sujeito, o ser social, isso! Nós mesmos. E de repente as normas sociais, enraizadas pela cultura, tomam um caráter maior do que deveria; acabam sendo mitificadas, e o que era pra ser princípios de bem estar social, viram regras que, em alguns casos, frustram certas figuras por uma vida inteira! Por isso, se queremos pensar em alguma coisa últil, abramos os olhos. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Não saiamos também burlando tudo quanto é lei... mas não nos deixemos sufocar por princípios sociais que não protegem ninguém, só fazem tolhir nossas manifestações.
Té+.
Monday, October 31, 2005
Fazei-me instrumento de vossa paz
Só pra publicar as conclusões que chegamos, Tierro e eu, depois de um dos nossos papos trimestrais sem noção.
O lance agora já não é mais se Deus existe ou não, mas se a proposta dele é bacana. E acaba que sim, pq seja por temor ou por amor, a fé nele acaba tornando as pessoas mais fraternas e amáveis.
Então tá valendo.
No meu caso, eu tenho fé, eu creio e sei da existência de Deus... mas ainda que não soubesse, certo?
bjs a tds.
O lance agora já não é mais se Deus existe ou não, mas se a proposta dele é bacana. E acaba que sim, pq seja por temor ou por amor, a fé nele acaba tornando as pessoas mais fraternas e amáveis.
Então tá valendo.
No meu caso, eu tenho fé, eu creio e sei da existência de Deus... mas ainda que não soubesse, certo?
bjs a tds.
Tuesday, October 25, 2005
errata
galera, muita coisa pra escrever e pouco tempo. Então vamos aos vacilos da semana: é Rave e não Have, não é isso, lipe?
E outra, a doença é narcolepsia... catalepsia é outra coisa, hahahahahhaha
E pra terminar, frase do Felipe, o Campelo, diante da expectativa de aproveitar ao máximo sua estadia no Brasil, em março próximo: "Vou assumir a postura Sidney Magal: Me chama que eu vou!!" (dureza, hein?)
Bjos a todos.
Bruno, o campelo, dê notícias, meu filho!!
bjos
E outra, a doença é narcolepsia... catalepsia é outra coisa, hahahahahhaha
E pra terminar, frase do Felipe, o Campelo, diante da expectativa de aproveitar ao máximo sua estadia no Brasil, em março próximo: "Vou assumir a postura Sidney Magal: Me chama que eu vou!!" (dureza, hein?)
Bjos a todos.
Bruno, o campelo, dê notícias, meu filho!!
bjos
Tuesday, October 18, 2005
Notícias da Dani
Se é pra atualizar, vamos às coisas práticas, não é?
Depois de uma semana de recesso, de volta às aulas. Por que será eu não consigo coordenar minhas atividades acadêmicas? Quando vejo os prazos já passaram.. faço uma confusão!!! Como em tudo na vida, né? Um dia eu aprendo!
Ah! Vc não vão acreditar. Qualquer pessoa que convive a um pouco mais de tempo comigo sabe que nunca fui ligada à música eletrônica... Mas outro dia, num churrasco na casa da Clara, o Baiano levou os malabares... aqueles de fita, sabe? Meus amigos, quando vc vc encosta a mão naquelas fitinhas mágicas vc entende o que aquele som - trance eu acho - tem de tão envolvente! Elas são muito viciantes! É muito bom! Resultado: tou viciada, quero um par de cada cor e quero me exercitar pra conseguir ficar acordada numa have!! Alguém acha que eu consigo?
Por falar em sono, já tou virando motivo de piada. Ando por aí dizendo que tenho catalepsia. A tal doença que as pessoas simplesmente dormem onde quer que estejam: Trabalhando, comendo, dirigindo... essas coisas! Tudo pelo meu sono incontrolável da noite. Paciência. Pelo menos não sou a única. O diogo, namorado da Giovanna sofre do mesmo mal. Estão vendo, pessoas? Não sou só eu! Tenham paciência!
No mais trabalhando um pouquinho... refletindo muito e tentando dar rumo certo pra vida.
Bjo para meus irmãos -Lipe e Bruno - que me "abandonaram" no lar (brincadeira!) e pra minha irmã Tati, de quem ando morrendo de saudade. Cuidem-se!
E qual é a boa do fds, hein?
Depois de uma semana de recesso, de volta às aulas. Por que será eu não consigo coordenar minhas atividades acadêmicas? Quando vejo os prazos já passaram.. faço uma confusão!!! Como em tudo na vida, né? Um dia eu aprendo!
Ah! Vc não vão acreditar. Qualquer pessoa que convive a um pouco mais de tempo comigo sabe que nunca fui ligada à música eletrônica... Mas outro dia, num churrasco na casa da Clara, o Baiano levou os malabares... aqueles de fita, sabe? Meus amigos, quando vc vc encosta a mão naquelas fitinhas mágicas vc entende o que aquele som - trance eu acho - tem de tão envolvente! Elas são muito viciantes! É muito bom! Resultado: tou viciada, quero um par de cada cor e quero me exercitar pra conseguir ficar acordada numa have!! Alguém acha que eu consigo?
Por falar em sono, já tou virando motivo de piada. Ando por aí dizendo que tenho catalepsia. A tal doença que as pessoas simplesmente dormem onde quer que estejam: Trabalhando, comendo, dirigindo... essas coisas! Tudo pelo meu sono incontrolável da noite. Paciência. Pelo menos não sou a única. O diogo, namorado da Giovanna sofre do mesmo mal. Estão vendo, pessoas? Não sou só eu! Tenham paciência!
No mais trabalhando um pouquinho... refletindo muito e tentando dar rumo certo pra vida.
Bjo para meus irmãos -Lipe e Bruno - que me "abandonaram" no lar (brincadeira!) e pra minha irmã Tati, de quem ando morrendo de saudade. Cuidem-se!
E qual é a boa do fds, hein?
Monday, October 10, 2005
Thursday, September 29, 2005
eu tive fora uns dias, numa onde diferente (...) eu nem te contei a vertigem que se sente...
Voltei ao normal... digo ao meu normal, pq se cairmos nessa discussão de o que é realmente normal nesse mundo lá vai légua e meia de discurso. Voltei ao ponto em que estava, ou seja, o meio de um caminho que ainda não sei pra onde segue. O pior é que diz o ditado que se vc não sabe pra onde vai, qq lugar serve. Eu não sei pra onde vou, mas sei bem onde gostaria de chegar.
Voltei a me curtir. Por alguns dias estive em meu discurso romancista, mas agora voltei ao normal. Voltei a curtir minhas músicas sem precisar que ninguém cante em coro comigo. Voltei a sonhar sem precisar que alguém sonhe junto. Voltei a querer ler meus livros, sem ninguém pra me trazer um chá de vez em quando. Voltei a planejar meu apto, sem imaginar ninguém lá pra compartilhar do guarda-roupas. Voltei com os planos de viagem pro ano que vem, sem preocupar com a companhia. Voltei... ufa, voltei! Voltei aos meus próprios conflitos, voltei aos meus pecados. Voltei às minha virtudes. Voltei pra mim mesma. Voltei.
Pensei em publicar aqui a carta da Marilena Chauí que saiu na folha, mas fico satisfeita em apenas recomendá-la. Chega de plágios. Não seria um plágio, pq eu não assinaria por ela, mas se esse blog é meu, quem tem que escrever minhas baboseiras sou eu. (Eu sou mesmo um plágio ambulante)
Voltei a me curtir. Por alguns dias estive em meu discurso romancista, mas agora voltei ao normal. Voltei a curtir minhas músicas sem precisar que ninguém cante em coro comigo. Voltei a sonhar sem precisar que alguém sonhe junto. Voltei a querer ler meus livros, sem ninguém pra me trazer um chá de vez em quando. Voltei a planejar meu apto, sem imaginar ninguém lá pra compartilhar do guarda-roupas. Voltei com os planos de viagem pro ano que vem, sem preocupar com a companhia. Voltei... ufa, voltei! Voltei aos meus próprios conflitos, voltei aos meus pecados. Voltei às minha virtudes. Voltei pra mim mesma. Voltei.
...
Pensei em publicar aqui a carta da Marilena Chauí que saiu na folha, mas fico satisfeita em apenas recomendá-la. Chega de plágios. Não seria um plágio, pq eu não assinaria por ela, mas se esse blog é meu, quem tem que escrever minhas baboseiras sou eu. (Eu sou mesmo um plágio ambulante)
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Fui à pré estréia do Coronel e o Lobisomem segunda. Vale a pena, podem assistir sem erro. Mas tem meio jeito de minissérie da Globo... das boas!
Semana de estágio sem estágio... Essa falta de atitude que não sai de mim.
Ah! Qq hora aprendo a colocar foto nesse trem!
Monday, September 26, 2005
Alguém descreveu a paixão assim
Ternura, ternura... coração em paz. Quero bem, quero muito bem, quero todo o bem... Quero.
A cabeça roda, tudo desestrutura... preciso. Tenho, Não tenho. Bem feito, quem mandou cultivar tantos bons corações em vão? Agora é minha vez. Não tenho nem vou ter, concluo. Faço uso dos seus vícios, só pra te ter por perto. Te vejo no espelho, nos meus olhos inchados (será o olhar, então?), nos meus dentes, na minha família... te vejo e não quero ver mais. Te deixo de lado. Uma hora cura... O Furacão passou. Estragos ou lições de vida?
A cabeça roda, tudo desestrutura... preciso. Tenho, Não tenho. Bem feito, quem mandou cultivar tantos bons corações em vão? Agora é minha vez. Não tenho nem vou ter, concluo. Faço uso dos seus vícios, só pra te ter por perto. Te vejo no espelho, nos meus olhos inchados (será o olhar, então?), nos meus dentes, na minha família... te vejo e não quero ver mais. Te deixo de lado. Uma hora cura... O Furacão passou. Estragos ou lições de vida?
Friday, September 09, 2005
A arte é necessária para que o homem se torne capaz de conhecer e mudar o mundo (post de depois de uma aula bacana)
"... quer embalando, quer despertando, jogando com sombras ou trazendo luzes, a arte jamais é uma mera descrição clínica do real. Sua função concerne sempre ao homem total, capacita o "Eu" a identificar-se com a vida de outros, capacita-o a incorporar a si aquilo que ele não é, mas tem a possibilidade de ser."
Monday, August 29, 2005
FDS
Então, postezinho normal só pra contar mesmo. Alguém aí já assitiu 21 gramas? Com o Sean Penn, Benicio del toro e Naomi Watts?
É do mesmo autor de Amores perros (amores Brutos, aliás), que eu sou louca pra ver e não vi...
21gramas é bacana. Um formato diferente, deixa pessoinhas lerdinhas feito eu meio confusas no começo... mas o cara é bom. É sofrimento viu? Mas ainda bem que não me deixou retardada por uma semana, como aconteceu com Olga e Closer.
Querem saber pq do nome do filme? (o mocinho morre no finaal.... não, não estou contando o final, ok?) 21 gramas é o que um ser humano perde no momento da morte. Loucura, loucura, loucura, meus amiguinhos.
Alguém falou que o filme presta mais pelas atuações e pela montagem, formato, etc.. que pelo enredo... é verdade. É bom, mas não é fantástico, na minha opinião. Mas como não entendo NADA de cinema.. (é, amigos cinéfilos, eu odiei "de olhos bem fechados")
Mas é isso. Dominguinho de cinema em casa e sábado de boteco. Sexta de dormir cedo. Segunda de cuidar do Rapha com xixi na cama... a semana só começa... tá de boa. bjos a todos.
É do mesmo autor de Amores perros (amores Brutos, aliás), que eu sou louca pra ver e não vi...
21gramas é bacana. Um formato diferente, deixa pessoinhas lerdinhas feito eu meio confusas no começo... mas o cara é bom. É sofrimento viu? Mas ainda bem que não me deixou retardada por uma semana, como aconteceu com Olga e Closer.
Querem saber pq do nome do filme? (o mocinho morre no finaal.... não, não estou contando o final, ok?) 21 gramas é o que um ser humano perde no momento da morte. Loucura, loucura, loucura, meus amiguinhos.
Alguém falou que o filme presta mais pelas atuações e pela montagem, formato, etc.. que pelo enredo... é verdade. É bom, mas não é fantástico, na minha opinião. Mas como não entendo NADA de cinema.. (é, amigos cinéfilos, eu odiei "de olhos bem fechados")
Mas é isso. Dominguinho de cinema em casa e sábado de boteco. Sexta de dormir cedo. Segunda de cuidar do Rapha com xixi na cama... a semana só começa... tá de boa. bjos a todos.
Friday, August 19, 2005
memórias... na falta de um título melhor
A nossa memória, assim como quase todas as características da natureza humana as quais não podemos alterar, beira a perfeição.
Apesar disso, às vezes minha imaginação passa pela possibilidade de conseguirmos guardar nossos momentos como um arquivo de flashs, imagens, sensações vivas (alguém já fez um filme sobre isso?).
Se assim fosse, quando conhecesse aquele ser fantástico que te faz sorrir o tempo todo e te faz brilhar os olhos, você lembraria imediatamente de antes do casamento, como seu marido era sensível. E concluiria que aquele ser que te faz sorrir hoje, também plantaria a monotonia amanhã.
(Ou então você vai ver que nunca foi feliz assim antes, nesse caso melhor trocar de marido).
Quando o seu sobrinho te pedisse pra ler o “João e Maria” pra ele pela décima vez só essa noite? Sua memória rapidamente localizaria a cena de você chorando pra ouvir de novo aquela musiquinha engraçada que o seu pai cantava quando viajavam pra praia no verão.
Se sua filha adolescente pedisse pra levá-la à festa lá do outro lado da cidade na noite chuvosa, dizendo que seria “o evento do século”, e você lhe devolvesse um não redondo só porque você está de pijama, e porque ela tossiu muito à noite; em um segundo você veria aquele lindo garoto te convidando pra dançar, e lembraria do quanto foi importante ouvir “Do you wanna dance, and hold my hand...” num baile há muuuuiiiiiitttooooo tempo.
E quando você abrisse o guarda roupa? Ao pegar aquela sandália maravilhosa pra fazer compras, sua memória quase projetaria na parede do seu quarto uma foto enorme do seu calcanhar todo arrebentado pela última vez que resolveu sair pra dançar com a bendita. E ainda mostraria, de brinde, você prometendo pra si mesma que só usaria aquela sandália pra jantares de negócios, breves.
Aquele xale importado? Você já tinha até esquecido, mas seus arquivos não te trairiam e você lembraria a tempo o quanto ele “pinica” quando usado diretamente sobre a pele.
Comer camarão? A sua garganta inflama, esqueceu?
Na verdade não esquecemos de nada disso, e nem das coisas muito maiores que carregamos no coração e que, apesar delas, tocamos a vida em frente. Mas nossas lembranças tornam-se mais brandas, leves...
Aquele lance de que depois de um tempo tudo fica engraçado? Passa por aí. Talvez Freud explique.
Na verdade, parece que não é bem a nossa memória que beira a perfeição. Talvez seja o nosso esquecimento.
Se não fosse assim, manteríamos não só a euforia de alguns momentos viva em nosso coração, como as mais cruéis angústias.
Em contrapartida a todas as situações acima, se tivéssemos a chamada “memória de elefante”, nunca mais amaríamos, pois sempre que lembrássemos daquele “fóra”, sentiríamos a mesma tristeza. Não constituiríamos família, porque a dor da perda daquele ente querido seria sempre lancinante. Não comeríamos mais sorvete de cereja, pois passaríamos mal de novo só de lembrar daquela indigestão! Não confiaríamos em mais ninguém, pela menor das traições. Não declararíamos mais nosso amor, por aquela resposta seca que ecoaria em todos os cômodos. Não deixaríamos nossos filhos brincarem no playground nunca mais, por não terem cumprido o horário no ano passado. Não amamentaríamos, porque na primeira gravidez o leite secou. Quando velhinhos, não jogaríamos “futebol de botão” com o neto mais velho, pois derrota no campeonato estudantil rondaria o tempo todo.
Nossa memória e esquecimento são na medida certa, e eu discursaria por um bom tempo sobre as explicações que me são lógicas pra isso, mas não é o caso. Só não me privo de dizer que, o que enxergo nisso tudo é que o ser humano foi “feito” pra viver do presente, respeitando o seu passado sim, mas não se prendendo a ele. Olhar para o futuro sim, mas sem demasiados planejamentos.
Eis o tempo, regente de todas as coisas.
Ouço por aí que o tempo não cura tudo. Ele apenas desloca o incurável do centro das atenções.
Deve ser mais ou menos isso.
E você, o que vai viver hoje?
Apesar disso, às vezes minha imaginação passa pela possibilidade de conseguirmos guardar nossos momentos como um arquivo de flashs, imagens, sensações vivas (alguém já fez um filme sobre isso?).
Se assim fosse, quando conhecesse aquele ser fantástico que te faz sorrir o tempo todo e te faz brilhar os olhos, você lembraria imediatamente de antes do casamento, como seu marido era sensível. E concluiria que aquele ser que te faz sorrir hoje, também plantaria a monotonia amanhã.
(Ou então você vai ver que nunca foi feliz assim antes, nesse caso melhor trocar de marido).
Quando o seu sobrinho te pedisse pra ler o “João e Maria” pra ele pela décima vez só essa noite? Sua memória rapidamente localizaria a cena de você chorando pra ouvir de novo aquela musiquinha engraçada que o seu pai cantava quando viajavam pra praia no verão.
Se sua filha adolescente pedisse pra levá-la à festa lá do outro lado da cidade na noite chuvosa, dizendo que seria “o evento do século”, e você lhe devolvesse um não redondo só porque você está de pijama, e porque ela tossiu muito à noite; em um segundo você veria aquele lindo garoto te convidando pra dançar, e lembraria do quanto foi importante ouvir “Do you wanna dance, and hold my hand...” num baile há muuuuiiiiiitttooooo tempo.
E quando você abrisse o guarda roupa? Ao pegar aquela sandália maravilhosa pra fazer compras, sua memória quase projetaria na parede do seu quarto uma foto enorme do seu calcanhar todo arrebentado pela última vez que resolveu sair pra dançar com a bendita. E ainda mostraria, de brinde, você prometendo pra si mesma que só usaria aquela sandália pra jantares de negócios, breves.
Aquele xale importado? Você já tinha até esquecido, mas seus arquivos não te trairiam e você lembraria a tempo o quanto ele “pinica” quando usado diretamente sobre a pele.
Comer camarão? A sua garganta inflama, esqueceu?
Na verdade não esquecemos de nada disso, e nem das coisas muito maiores que carregamos no coração e que, apesar delas, tocamos a vida em frente. Mas nossas lembranças tornam-se mais brandas, leves...
Aquele lance de que depois de um tempo tudo fica engraçado? Passa por aí. Talvez Freud explique.
Na verdade, parece que não é bem a nossa memória que beira a perfeição. Talvez seja o nosso esquecimento.
Se não fosse assim, manteríamos não só a euforia de alguns momentos viva em nosso coração, como as mais cruéis angústias.
Em contrapartida a todas as situações acima, se tivéssemos a chamada “memória de elefante”, nunca mais amaríamos, pois sempre que lembrássemos daquele “fóra”, sentiríamos a mesma tristeza. Não constituiríamos família, porque a dor da perda daquele ente querido seria sempre lancinante. Não comeríamos mais sorvete de cereja, pois passaríamos mal de novo só de lembrar daquela indigestão! Não confiaríamos em mais ninguém, pela menor das traições. Não declararíamos mais nosso amor, por aquela resposta seca que ecoaria em todos os cômodos. Não deixaríamos nossos filhos brincarem no playground nunca mais, por não terem cumprido o horário no ano passado. Não amamentaríamos, porque na primeira gravidez o leite secou. Quando velhinhos, não jogaríamos “futebol de botão” com o neto mais velho, pois derrota no campeonato estudantil rondaria o tempo todo.
Nossa memória e esquecimento são na medida certa, e eu discursaria por um bom tempo sobre as explicações que me são lógicas pra isso, mas não é o caso. Só não me privo de dizer que, o que enxergo nisso tudo é que o ser humano foi “feito” pra viver do presente, respeitando o seu passado sim, mas não se prendendo a ele. Olhar para o futuro sim, mas sem demasiados planejamentos.
Eis o tempo, regente de todas as coisas.
Ouço por aí que o tempo não cura tudo. Ele apenas desloca o incurável do centro das atenções.
Deve ser mais ou menos isso.
E você, o que vai viver hoje?
Wednesday, August 17, 2005
é o verbo que me trai... é o verbo...
Escrever! Poder escrever! Isto significa o longo devaneio diante da folha em branco, o rabiscar inconsciente, o brincar da pena que gira em torno do borrão de tinta, que mordisca a palavra imperfeita, enche de garras, de flechazinhas, orna-a de antenas, de patas, até que ela venha perder a sua figura legível de palavra, metamorfoseada que foi em fantástico inseto, borboleta-fada que alçou seu vôo.
Escrever... É o olhar fixo, hipnotizado pelo reflexo da janela sobre o tinteiro de prata, é a divina febre que assoma às faces, à fronte, enquanto uma bem-aventurada morte gela sobre o papel a mão que escreve. É também o pleno olvido da hora, a indolência no macio divã, essas bacanais do espírito inventivo donde saímos curvados, embrutecidos, mas já recompensados, mensageiros dos tesouros que, sob o pequeno círculo de luz que a lâmpada descreve, serão entornados na página virgem...
Escrever! Tentação de purgar raivosamente tudo de mais sincero que nos vai pela alma adentro, e rápido, com aquela rapidez que faz a mão relutar e protestar contra o deus impaciente que a guia... depois encontrar, no dia seguinte, em vez do ramo de ouro, miraculosamente desabrochado na hora flamejante, um espinho seco, uma flor abortada...
(Gabrielle S. Colette in A Vagabunda)
Escrever... É o olhar fixo, hipnotizado pelo reflexo da janela sobre o tinteiro de prata, é a divina febre que assoma às faces, à fronte, enquanto uma bem-aventurada morte gela sobre o papel a mão que escreve. É também o pleno olvido da hora, a indolência no macio divã, essas bacanais do espírito inventivo donde saímos curvados, embrutecidos, mas já recompensados, mensageiros dos tesouros que, sob o pequeno círculo de luz que a lâmpada descreve, serão entornados na página virgem...
Escrever! Tentação de purgar raivosamente tudo de mais sincero que nos vai pela alma adentro, e rápido, com aquela rapidez que faz a mão relutar e protestar contra o deus impaciente que a guia... depois encontrar, no dia seguinte, em vez do ramo de ouro, miraculosamente desabrochado na hora flamejante, um espinho seco, uma flor abortada...
(Gabrielle S. Colette in A Vagabunda)
Tuesday, July 26, 2005
insônia
Esses dias, depois de muito tempo, chamei o Txula, meu cachorro de pelúcia pra dormir comigo... Como nos velhos tempos. Ficamos lá, abraçados um tempo sem dizer muitas coisas... Coloquei-o sob a minha cabeça, em cima do travesseiro, como faço às vezes, depois o voltei ao meu lado. Eu estava pensando sobre assuntos diversos e, como a mente e seus pensamentos seguem por caminhos tortuosos, fazem curvas perigosíssimas e costumam, com demasiada freqüência atropelar as idéias, acabei me lembrando de um amigo que sofre de insônia. Eu costumo dizer a ele que é porque trabalha demais e ele responde sempre um “é”, meio vago. Disse isso ao Txula e ele me explicou, vagarosamente, com sua voz preguiçosa de sempre, que o que o meu amigo deveria fazer era, chegar em casa, tomar um banho quente, comer pouco, mas o suficiente, escovar os dentes, fazer xixi, arrumar-se na cama da forma mais confortável que puder, apagar a luz e dormir.
Falei então, carinhosamente ao meu doce amigo de pelúcia, que se isso dissesse ao meu amigo, ele consideraria óbvio, como eu tinha acabado de constatar. Mas Txula, em sua sabedoria, me garantiu que funciona; e me explicou que esse ritual - o banhar, o comer, o xixi, et caetera - permite ao corpo, que ao contrário do que a maioria acredita é um ser independente da gente, notar que a intenção é deixá-lo descansar, enquanto passeamos na garupa da mente nos descampados dos sonhos.
Apesar de ter sido eu quem começou o assunto, vi que a fala do meu cachorrinho – que já conheço de outros carnavais - queria alcançar outro lugar. Sem contrariar minha previsão, ele prosseguiu dizendo que um relacionamento também precisa de um certo ritual pra acontecer. Com a testa franzida, e sem nenhum sono, perguntei ao Txula o que ele chamava de “ritual” num relacionamento. E ele foi enumerando características, como: papo bom (se você se cansou do papo, cansou da pessoa); cheiro bom (importantíssimo e sem mais comentários) e presença (que pode significar muita coisa, menos sumir mais de um ano).
Fiquei um tempo caladinha... Não é que o meu querido canino tinha razão? Ele estava falando dos elos, das químicas. Claro que ele não pisou no campo do amor... Assim como no conselho da insônia, hora alguma ele falou de sono.
Depois de uma lambida de boa noite, deixei-me cair nos braços de Morpheu, não sem antes digerir e entender bem as idéias daquele companheirinho: realmente, até mesmo os relacionamentos humanos precisam de um ritual. Não cumpri-lo algumas vezes não causa mal algum, mas não cumpri-lo durante muito tempo prejudica e esboroa tudo o que existir de bom entre duas pessoas.
Falei então, carinhosamente ao meu doce amigo de pelúcia, que se isso dissesse ao meu amigo, ele consideraria óbvio, como eu tinha acabado de constatar. Mas Txula, em sua sabedoria, me garantiu que funciona; e me explicou que esse ritual - o banhar, o comer, o xixi, et caetera - permite ao corpo, que ao contrário do que a maioria acredita é um ser independente da gente, notar que a intenção é deixá-lo descansar, enquanto passeamos na garupa da mente nos descampados dos sonhos.
Apesar de ter sido eu quem começou o assunto, vi que a fala do meu cachorrinho – que já conheço de outros carnavais - queria alcançar outro lugar. Sem contrariar minha previsão, ele prosseguiu dizendo que um relacionamento também precisa de um certo ritual pra acontecer. Com a testa franzida, e sem nenhum sono, perguntei ao Txula o que ele chamava de “ritual” num relacionamento. E ele foi enumerando características, como: papo bom (se você se cansou do papo, cansou da pessoa); cheiro bom (importantíssimo e sem mais comentários) e presença (que pode significar muita coisa, menos sumir mais de um ano).
Fiquei um tempo caladinha... Não é que o meu querido canino tinha razão? Ele estava falando dos elos, das químicas. Claro que ele não pisou no campo do amor... Assim como no conselho da insônia, hora alguma ele falou de sono.
Depois de uma lambida de boa noite, deixei-me cair nos braços de Morpheu, não sem antes digerir e entender bem as idéias daquele companheirinho: realmente, até mesmo os relacionamentos humanos precisam de um ritual. Não cumpri-lo algumas vezes não causa mal algum, mas não cumpri-lo durante muito tempo prejudica e esboroa tudo o que existir de bom entre duas pessoas.
Monday, July 04, 2005
"decore seu poema favorito..."
Posso escrever os versos mais tristes esta noite
Escrever por exemplo: A noite está estrelada e tirintam, azuis, os astros ao longe.
Gira o vento da noite pelo céu e canta
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu a amei e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta, apertei-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.
Ela me amou e às vezes eu também a amei.
Como não ter amado seus grandes olhos fixos ?
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho, sentir que já a perdi.
Ouvir a noite imensa, mais profunda sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Que importa se não pode o meu amor guardá-la ?
A noite está estrelada e ela não está comigo.
Isso é tudo
Ao longe alguém canta. Ao longe.
Minha alma naõ se contenta em tê-la perdido.
Para tê-la mais perto meu olhar a busca,meu coração a busca, ela não está comigo.
A mesma noite faz brancas as mesmas árvores.
Nós, os de agora, já não somos os mesmos.
Já não a quero, é certo. Porém quanto a queria!
A minha voz no vento ia tocar-lhe o ouvido.
De outro. Será de outro como antes de meus beijos.
Sua voz, seu corpo claro, seus olhos infinitos.
Já não a quero, é certo, porém talvez a queira.
Ah ! é tão curto o amor, tão longo o esquecimento.
Porque em noites como esta eu a apertei em meus braços,
Minha alma não se contenta em tê-la perdido.
Ainda que seja a última esta dor que me causa
E estes versos os últimos que eu lhe escrevo.
Pablo Neruda
Escrever por exemplo: A noite está estrelada e tirintam, azuis, os astros ao longe.
Gira o vento da noite pelo céu e canta
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu a amei e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta, apertei-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.
Ela me amou e às vezes eu também a amei.
Como não ter amado seus grandes olhos fixos ?
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho, sentir que já a perdi.
Ouvir a noite imensa, mais profunda sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Que importa se não pode o meu amor guardá-la ?
A noite está estrelada e ela não está comigo.
Isso é tudo
Ao longe alguém canta. Ao longe.
Minha alma naõ se contenta em tê-la perdido.
Para tê-la mais perto meu olhar a busca,meu coração a busca, ela não está comigo.
A mesma noite faz brancas as mesmas árvores.
Nós, os de agora, já não somos os mesmos.
Já não a quero, é certo. Porém quanto a queria!
A minha voz no vento ia tocar-lhe o ouvido.
De outro. Será de outro como antes de meus beijos.
Sua voz, seu corpo claro, seus olhos infinitos.
Já não a quero, é certo, porém talvez a queira.
Ah ! é tão curto o amor, tão longo o esquecimento.
Porque em noites como esta eu a apertei em meus braços,
Minha alma não se contenta em tê-la perdido.
Ainda que seja a última esta dor que me causa
E estes versos os últimos que eu lhe escrevo.
Pablo Neruda
Thursday, June 23, 2005
"Aquele, porque é loiro O perto da janela, porque tem olhos profundos o de amarelo, porque parece carente ali atrás, de barba, porque me deu bola o de jaqueta de couro, porque gostei da jaqueta à minha esquerda, baixinho, porque eu também não sou alta lá no fundo, cabisbaixo,por causa do silêncio o que está fumando, porque tem conserto o de aparelho nos dentes, porque um dia ele tira aquele meio careca, porque tem seu charme o de camisa rasgada, até mesmo esse mira, todo homem é quase perfeito!" (Martha Medeiros) |
Monday, June 13, 2005
"Eu sei que a vida devia ser bem melhor, E SERÁ; mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita e é bonita!"
Melhorando o humor desse humilde blog, que andou meio lúgubre nos últimos tempos.... Vamos lá... contagem regressiva para meu níver!!!!!
Daqui 43 horas comemoramos 24 anos de que vim parar aqui!!!
Eu já sou eufórica por natureza, imagina no meu niver....
Só não sei se vou comemorar... pq cai na quarta, né?
Alguma sugestão? Show da banda ID no Pop Rock... (dica do Luli) mas quarta? Será que o povo anima?
Bom, aguardo sugestões, pq eu tou com preguiça de pensar em alguma coisa nesse sentido e tou apertadíssima com o fim desemestre!
bjos a todos!
Daqui 43 horas comemoramos 24 anos de que vim parar aqui!!!
Eu já sou eufórica por natureza, imagina no meu niver....
Só não sei se vou comemorar... pq cai na quarta, né?
Alguma sugestão? Show da banda ID no Pop Rock... (dica do Luli) mas quarta? Será que o povo anima?
Bom, aguardo sugestões, pq eu tou com preguiça de pensar em alguma coisa nesse sentido e tou apertadíssima com o fim desemestre!
bjos a todos!
Friday, June 10, 2005
rapidex
Agradecendo a solidariedade de todos, deixo um beijinho carinhoso e bom fim de semana....
e muito amor no coração!!
e muito amor no coração!!
Wednesday, May 25, 2005
24/05/05 - 21h05 - porta da minha casa
Eu: Então tchau, meu bem.
Leo: Tchau pqna, boa noite.
(aprecem dois caras na rua e eu desisto de sair do carro)
Leo: Calma, eu tou de olho.
Eu: É... mas eu não vou não.
Leo: Calma, então fica aqui, não sai mesmo não.
(Silêncio, os dois homens aproximam-se do carro e o Leo leva a mão à chave de ignição. Eles param do lado do carro e ficamos sem reação)
Cidadão1 (acompanhado do cidadão 2, que hora nenhuma falou alguma coisa): Que bairro é esse?
Leo e eu: Planalto
(nessa hora eu já sabia que ia dar merda!)
Leo: Vc quer chegar aonde, amigo?
Cidadão 1 (gaguejando): Av. Pedro I.
(Leo explica o caminho e o cidadão saca a arma)
Cidadão 1: Desce agora, desgraçado!
Leo: Ta bom. Calma.
(descemos os dois do carro rapidamente, e o Leo entregou a chave)
Cidadão1: Vc é polícia? Fala, vc é polícia?
(silêncio)
Cidadão1: É ou não é?
Eu: Não.
Cidadão 1: Ah! Aquela ali é sua mulher? Responde! É sua mulher? Eu só não te dou um tiro pq é sua... Você, bolsa no chão!
(largo minha bolsa e pasta no chão. Cidadão 2 pega a bolsa e entra no carro, no volante)
Cidadão 1: Eu acho que vou dar um tiro nesse desgraçado. Eu vou atirar nesse desgraçado. O que vc acha? Eu tou afim de dar um tiro nesse cara, eu vou te apagar!
Deita no chão! Deita no chão.
(Leo deita no chão)
Cidadão 1: Eu quero dar um tiro nesse desgraçado.
(arrancam o carro e meu pai aparece e pula a janela. Leo se levanta e liga pra polícia.)
Leo: Tchau pqna, boa noite.
(aprecem dois caras na rua e eu desisto de sair do carro)
Leo: Calma, eu tou de olho.
Eu: É... mas eu não vou não.
Leo: Calma, então fica aqui, não sai mesmo não.
(Silêncio, os dois homens aproximam-se do carro e o Leo leva a mão à chave de ignição. Eles param do lado do carro e ficamos sem reação)
Cidadão1 (acompanhado do cidadão 2, que hora nenhuma falou alguma coisa): Que bairro é esse?
Leo e eu: Planalto
(nessa hora eu já sabia que ia dar merda!)
Leo: Vc quer chegar aonde, amigo?
Cidadão 1 (gaguejando): Av. Pedro I.
(Leo explica o caminho e o cidadão saca a arma)
Cidadão 1: Desce agora, desgraçado!
Leo: Ta bom. Calma.
(descemos os dois do carro rapidamente, e o Leo entregou a chave)
Cidadão1: Vc é polícia? Fala, vc é polícia?
(silêncio)
Cidadão1: É ou não é?
Eu: Não.
Cidadão 1: Ah! Aquela ali é sua mulher? Responde! É sua mulher? Eu só não te dou um tiro pq é sua... Você, bolsa no chão!
(largo minha bolsa e pasta no chão. Cidadão 2 pega a bolsa e entra no carro, no volante)
Cidadão 1: Eu acho que vou dar um tiro nesse desgraçado. Eu vou atirar nesse desgraçado. O que vc acha? Eu tou afim de dar um tiro nesse cara, eu vou te apagar!
Deita no chão! Deita no chão.
(Leo deita no chão)
Cidadão 1: Eu quero dar um tiro nesse desgraçado.
(arrancam o carro e meu pai aparece e pula a janela. Leo se levanta e liga pra polícia.)
Tuesday, May 10, 2005
Que isso é bossa nova, isso é muito natural...
Bossa nova.... aquela geração...
Influenciada pelo jazz americano e outras cositas más, aquela galerinha que surgiu na década de 50, contemporâneos do mandato de Jucelino, de "Eles não usam Blacktie" do Guarnieri, de Romances bacanas, como "Encontro Marcado" do Fernando Sabino, De Nelson Pereira do Santos, o "cara" do cinema (né, Vi?), e de muitas outras coisas boas, conseguiram levar esse novo som a todos os cantos. E não ficou apenas como uma tendência de época.
É claro que a Bossa Nova nunca será como foi no meio da década de 50, mas deixou adeptos atuais, fãs incondicionais....
(...)
E lá estava, no Palácio das Artes, Carlinhos Lyra e seu violão, no último sábado.
É claro que todos nós esperávamos mais canções "daquela época", da parceiria com o amado "poetinha". Mas Carlos Lyra nos veio com um seleção de músicas novas, outras nem tão novas assim, mas não conhecidas, como "Canção que morre no ar", dele e Ronaldo Bôscoli. Contou histórias, deu risadas e, em 1h30 de show, intercalou umas 4 ou 5 canções "dos velhos tempos", que foram suficientes pra levar as tietes e os tietes de plantão ao deleite. Entre elas "Lobo Bobo", "Coisa mais linda" e "Minha namorada", parcerias com Vinícius e Bôscoli.
As novas canções, pelo menos novas para os ouvidos mais populares, agradaram em sua maioria, arrancando palmas, assovios e risos (como em "Carioca de Algema").
E pra fechar, "Minha namorada" pela segunda vez naquela noite, só pra deixar vontade na galera.
Vale a pena conferir a entrevista (curta) com Carlinhos Lyra no site do palácio das Artes: www.palaciodasartes.com.br
Ah! E sexta que vem tem Lenine no Chevrolet Hall, né?
Influenciada pelo jazz americano e outras cositas más, aquela galerinha que surgiu na década de 50, contemporâneos do mandato de Jucelino, de "Eles não usam Blacktie" do Guarnieri, de Romances bacanas, como "Encontro Marcado" do Fernando Sabino, De Nelson Pereira do Santos, o "cara" do cinema (né, Vi?), e de muitas outras coisas boas, conseguiram levar esse novo som a todos os cantos. E não ficou apenas como uma tendência de época.
É claro que a Bossa Nova nunca será como foi no meio da década de 50, mas deixou adeptos atuais, fãs incondicionais....
(...)
E lá estava, no Palácio das Artes, Carlinhos Lyra e seu violão, no último sábado.
É claro que todos nós esperávamos mais canções "daquela época", da parceiria com o amado "poetinha". Mas Carlos Lyra nos veio com um seleção de músicas novas, outras nem tão novas assim, mas não conhecidas, como "Canção que morre no ar", dele e Ronaldo Bôscoli. Contou histórias, deu risadas e, em 1h30 de show, intercalou umas 4 ou 5 canções "dos velhos tempos", que foram suficientes pra levar as tietes e os tietes de plantão ao deleite. Entre elas "Lobo Bobo", "Coisa mais linda" e "Minha namorada", parcerias com Vinícius e Bôscoli.
As novas canções, pelo menos novas para os ouvidos mais populares, agradaram em sua maioria, arrancando palmas, assovios e risos (como em "Carioca de Algema").
E pra fechar, "Minha namorada" pela segunda vez naquela noite, só pra deixar vontade na galera.
Vale a pena conferir a entrevista (curta) com Carlinhos Lyra no site do palácio das Artes: www.palaciodasartes.com.br
Ah! E sexta que vem tem Lenine no Chevrolet Hall, né?
Thursday, May 05, 2005
só pra constar
a mulher que roubou minha carteira usou meu cartão de crédito antes que eu o tivesse bloqueado...
Atualizando: Meu irmão foi assaltado à mão armada ontem, aas 19h, na esquina da minha casa... (10/05/05)
Atualizando: Meu irmão foi assaltado à mão armada ontem, aas 19h, na esquina da minha casa... (10/05/05)
Friday, April 29, 2005
And so it is...
A minha relação com meu silêncio é tão engraçada....
Ele quase não se faz presente, mas às vezes dura uma manhã inteira.
Como hj que cheguei mais tarde na faculdade... Fui dentro do carro lendo Nelson Rodrigues (desta vez as peças, e não a biografia), viajando naquele mundo que ele sabe descrever tão perfeitamente (teatro é mais legal q a gente imagina!)
Desci do carro ainda no Rio de Janeiro de Nelson Rodrigues. E reparei que o silêncio daquela leitura ficou. Ventava, fazia frio... as ruas me pareceram meios nostálgicas de não sei o quê.
Introspectiva.
Assisti a aula meio incomodada (ou acomodada?), lá atrás, meio sem graça. Diferente de mim, sempre atrasada, correndo, agitada, participativa, blá blá blá...
Parecia que eu queria escrever, mas não conseguia... Como agora.
Lembrei da tese da Ju - Análise do Discurso, pensei na linguagem, no texto da Clarice Lispector... Essas coisas que eu amo: usar as palavras como ferramentas, trabalhar com elas... ver a dança das palavras que sempre tive nítida na minha cabeça!
E descobri q desaprendi! É sério!
Lembro que antes do jornalismo eu tinha fome de escrever... era como se as idéias, frases, tudo, não cabesse em mim... E escrevia! o processo fluía!!
E agora, é sempre vago.
Fiquei o resto da manhã nesse silêncio, pensando na vida e em onde foi mesmo q deixei minhas palavras.
Ele quase não se faz presente, mas às vezes dura uma manhã inteira.
Como hj que cheguei mais tarde na faculdade... Fui dentro do carro lendo Nelson Rodrigues (desta vez as peças, e não a biografia), viajando naquele mundo que ele sabe descrever tão perfeitamente (teatro é mais legal q a gente imagina!)
Desci do carro ainda no Rio de Janeiro de Nelson Rodrigues. E reparei que o silêncio daquela leitura ficou. Ventava, fazia frio... as ruas me pareceram meios nostálgicas de não sei o quê.
Introspectiva.
Assisti a aula meio incomodada (ou acomodada?), lá atrás, meio sem graça. Diferente de mim, sempre atrasada, correndo, agitada, participativa, blá blá blá...
Parecia que eu queria escrever, mas não conseguia... Como agora.
Lembrei da tese da Ju - Análise do Discurso, pensei na linguagem, no texto da Clarice Lispector... Essas coisas que eu amo: usar as palavras como ferramentas, trabalhar com elas... ver a dança das palavras que sempre tive nítida na minha cabeça!
E descobri q desaprendi! É sério!
Lembro que antes do jornalismo eu tinha fome de escrever... era como se as idéias, frases, tudo, não cabesse em mim... E escrevia! o processo fluía!!
E agora, é sempre vago.
Fiquei o resto da manhã nesse silêncio, pensando na vida e em onde foi mesmo q deixei minhas palavras.
Thursday, April 14, 2005
"Se vc quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo!"
Pois então.
Post rápido só pra atualizar mesmo...
Terça de manhã encontrei um escorpião na minha sala da faculdade...
Achei que estávamos todos correndo perigo, foi a notícia da manhã. Na verdade é quase certo que tenha um ninho, sei lá, entre o rodapé e a parede da sala... mas estamos convivendo, até o momento, pacificamente.
Fui almoçar sozinha, coisa que não gosto muito de fazer.
Uma mulher bem vestida entrou no restaurante, não se serviu, falando ao celular sentou-se à mesa atrás de mim, encostou sua cadeira na minha, cobrindo-a com um casaco, quando arredei pra frente pensando incomodá-la, ela levantou, ainda falando ao celular e saiu.
Resultado: Bolsa aberta e sem a carteira. Filha da p...
Mas paciência... e a tal da lei de Murphy: Nunca tenho um puto na carteira, na terça, por uma série de motivos tinha mais ou menos R$180,00.
Meninas: não pendurem suas bolsas nas cadeiras, mesmo dos melhores restaurantes, ok?
bjão moçada!!
Obs.: Nipobrasileiros, mandem notícias... viu Tati!!??
Post rápido só pra atualizar mesmo...
Terça de manhã encontrei um escorpião na minha sala da faculdade...
Achei que estávamos todos correndo perigo, foi a notícia da manhã. Na verdade é quase certo que tenha um ninho, sei lá, entre o rodapé e a parede da sala... mas estamos convivendo, até o momento, pacificamente.
Fui almoçar sozinha, coisa que não gosto muito de fazer.
Uma mulher bem vestida entrou no restaurante, não se serviu, falando ao celular sentou-se à mesa atrás de mim, encostou sua cadeira na minha, cobrindo-a com um casaco, quando arredei pra frente pensando incomodá-la, ela levantou, ainda falando ao celular e saiu.
Resultado: Bolsa aberta e sem a carteira. Filha da p...
Mas paciência... e a tal da lei de Murphy: Nunca tenho um puto na carteira, na terça, por uma série de motivos tinha mais ou menos R$180,00.
Meninas: não pendurem suas bolsas nas cadeiras, mesmo dos melhores restaurantes, ok?
bjão moçada!!
Obs.: Nipobrasileiros, mandem notícias... viu Tati!!??
Thursday, March 24, 2005
"Sonífera ilha, descansa meus olhos, sossega minha boca, me enche de luz!"
para refletir:se a única opção para salvar a sua vida...única mesmo...fosse ir para uma ilha deserta no meio do oceano e ficar lá pra sempre com a permissão paralevar uma outra pessoa...uma ilha igual aquela do desenho que é pequena eredonda com um coqueiro no meio...quem vc levaria com vc, além do CD Líricas?
putz! Vejamos... primeiro me veio à cabeça que tinha que ser homem, pra que possamos gerar filhos, mas pensando bem, uma ilha deserta não é o lugar mais apropriado pra criar filhos, né?
Bom... eu acho que seria um homem mesmo, ainda que não fosse pra gerar filhos. Gosto da companhia masculina...
Tinha que ser uma pessoa que eu gostasse de conversar, que tivesse muitos pontos em comum, mas alguns fora do comum... que fosse idiota o suficiente pra dar boas risadas, mas que conversasse sério quando necessário e não brincasse com minhas filosofias (nesse ponto tenho um amigo que seria bacana). Uma pessoa por quem eu nutrisse um certo desejo, mas que eu descobrisse isso muito devagar mesmo... tipo aquela lance do quintana. Deixa eu ver se acho pra ilustrar
.....
(algum tempo depois...)
Se tu me amas,ama-me baixinho.
Não o grites de cima dos telhados,
deixa em paz os passarinhos.
Deixa em paz a mim!
Se me queres,enfim,
tem de ser bem devagarinho,
amada,
que a vida é breve,
e o amor
mais breve ainda.
Mário Quintana
Então! Uma pessoa que tenha hábito diferentes dos meus, tenha tido uma criação diferente da minha, mas que não seja algo que eu não goste, que seja apenas diferente...
Que tenha casos de vida pra contar, e que ouça os meus também.
Alguém que seja inteligente, mas que nem perceba que o é...
Alguém que não fira muito a língua portuguesa...
Que goste do mesmo tipo de música que eu... mas que conheça coisas que eu não conheço e que não conheça algumas coisas que eu conheço.
E que tenha paciência pra me ouvir contar das coisas que eu gosto...Uma pessoa que saiba a hora exata de mudar de assunto, sutilmente, é claro!
Uma pessoa que carregue brilho nos olhos e algum mistério, mesmo depois de anos de convivência...
Aquele lance da Receita de Mulher do Vinícius...
Umapessoa que dê, às vezes, a impressão, um certo medo de que, se eu fechar os olhos, ela não mais vai estar lá...
Mas que na hora exata, na hora do coração apertado, não me deixe essa dúvida...
Uma pessoa que não perca uma certa cerimônia comigo... mas bem mínima mesmo... Que não diga na minha cara que eu estou horrorosa... só se eu perguntar... e mesmo assim essa frase tem que vir seguida de uma gargalhada enorme!!
Alguém que aprecie as refeições tanto quanto eu... e que saiba me dar um chega pra lá quando eu estiver muito chata... seguido de um silêncio longo... mas nem tanto... e um abraço.
Alguém que ria MUUIIITTTOOOO mesmo...gargalhe... mas como já disse, sem brincar com minhas filosofias... a não ser que eu brinque primeiro ou que eu esteja muito chata e o chega pra lá não tenha funcionado!
Um homem que não deixe te ter um pouco da postura que vem dos nossos ancestrais... de homem: o protetor. Mas que sinta-se à vontade pra chorar no meu colo... A não ser que eu esteja com muito medo... sendo assim, queele seja sincero, diga que está com medo, mas segure a onda que eu não segurar.
E que tenha charme, né? hahahahahahaahahahahahahahahahah
Alguém que não use o que eu disser contra mim...mas que converse com o olhar...
Que tenha um momento de reflexão sozinho... mas que não passe de meia
hora...no máximo uma.
Bom, chega de falar... Toda essa descrição acaba cainda na descrição da pessoa que eu quero ao meu lado... O detalhe da ilha deserta dá ênfase maior ao quesito bom humor, idiotice e criatividade...
Pq olhar pra mesma pessoa, e SÓ pra mesma pessoa, pra todo sempre, não deveser tarefa fácil!
putz! Vejamos... primeiro me veio à cabeça que tinha que ser homem, pra que possamos gerar filhos, mas pensando bem, uma ilha deserta não é o lugar mais apropriado pra criar filhos, né?
Bom... eu acho que seria um homem mesmo, ainda que não fosse pra gerar filhos. Gosto da companhia masculina...
Tinha que ser uma pessoa que eu gostasse de conversar, que tivesse muitos pontos em comum, mas alguns fora do comum... que fosse idiota o suficiente pra dar boas risadas, mas que conversasse sério quando necessário e não brincasse com minhas filosofias (nesse ponto tenho um amigo que seria bacana). Uma pessoa por quem eu nutrisse um certo desejo, mas que eu descobrisse isso muito devagar mesmo... tipo aquela lance do quintana. Deixa eu ver se acho pra ilustrar
.....
(algum tempo depois...)
Se tu me amas,ama-me baixinho.
Não o grites de cima dos telhados,
deixa em paz os passarinhos.
Deixa em paz a mim!
Se me queres,enfim,
tem de ser bem devagarinho,
amada,
que a vida é breve,
e o amor
mais breve ainda.
Mário Quintana
Então! Uma pessoa que tenha hábito diferentes dos meus, tenha tido uma criação diferente da minha, mas que não seja algo que eu não goste, que seja apenas diferente...
Que tenha casos de vida pra contar, e que ouça os meus também.
Alguém que seja inteligente, mas que nem perceba que o é...
Alguém que não fira muito a língua portuguesa...
Que goste do mesmo tipo de música que eu... mas que conheça coisas que eu não conheço e que não conheça algumas coisas que eu conheço.
E que tenha paciência pra me ouvir contar das coisas que eu gosto...Uma pessoa que saiba a hora exata de mudar de assunto, sutilmente, é claro!
Uma pessoa que carregue brilho nos olhos e algum mistério, mesmo depois de anos de convivência...
Aquele lance da Receita de Mulher do Vinícius...
Umapessoa que dê, às vezes, a impressão, um certo medo de que, se eu fechar os olhos, ela não mais vai estar lá...
Mas que na hora exata, na hora do coração apertado, não me deixe essa dúvida...
Uma pessoa que não perca uma certa cerimônia comigo... mas bem mínima mesmo... Que não diga na minha cara que eu estou horrorosa... só se eu perguntar... e mesmo assim essa frase tem que vir seguida de uma gargalhada enorme!!
Alguém que aprecie as refeições tanto quanto eu... e que saiba me dar um chega pra lá quando eu estiver muito chata... seguido de um silêncio longo... mas nem tanto... e um abraço.
Alguém que ria MUUIIITTTOOOO mesmo...gargalhe... mas como já disse, sem brincar com minhas filosofias... a não ser que eu brinque primeiro ou que eu esteja muito chata e o chega pra lá não tenha funcionado!
Um homem que não deixe te ter um pouco da postura que vem dos nossos ancestrais... de homem: o protetor. Mas que sinta-se à vontade pra chorar no meu colo... A não ser que eu esteja com muito medo... sendo assim, queele seja sincero, diga que está com medo, mas segure a onda que eu não segurar.
E que tenha charme, né? hahahahahahaahahahahahahahahahah
Alguém que não use o que eu disser contra mim...mas que converse com o olhar...
Que tenha um momento de reflexão sozinho... mas que não passe de meia
hora...no máximo uma.
Bom, chega de falar... Toda essa descrição acaba cainda na descrição da pessoa que eu quero ao meu lado... O detalhe da ilha deserta dá ênfase maior ao quesito bom humor, idiotice e criatividade...
Pq olhar pra mesma pessoa, e SÓ pra mesma pessoa, pra todo sempre, não deveser tarefa fácil!
Friday, March 18, 2005
O ônibus que eu pego todas as manhãs com o meu irmão pra ir pra faculdade é o típico ônibus do Jornal de ônibus. Pra quem não sabe, jornal do ônibus é um jornalzinho que fica na parede do bus, com informações públicas, dicas, etc... E tem desenhos, caricaturas de passageiros e situações.... Pois é. No meu ônibus é muito engraçado... parece cidade do interior... todo mundo se conhece... tem aquele lance "fulana é uma colega minha do ônibus...". As pessoas sabem os aniversários, conversam, tem desavenças... tem a turma que odeia a moça que fica conversando e paquerando o motorista... tem galera que dorme (eu)... as pessoas trocam presentes... é divertido... ontem mesmo uma menina passou mal (queda de pressão), o ônibus parou, todo mundo cuidou da menina... super bonitinho... e olha que é lotado... mas todo mundo só gosta de pegar esse!
A sensação é de segurança, sabe?
É meio patético... mas é verdade....
Vamos às atualizações:
sexta passada rolou colação de Grau da Ana Flávia! parabéns, Flavinha!
Foi massa. Aliás, essa familia minha é show de bola em qq ocasião!
Sábado.
sabadásso! Churrasco da turma de colégio "tempo bom, que não volta mais..."
A turma é uma delícia! Violão com o Soares, papos com Maíra, Dai (te amo menina, tava morrendo de saudade!)... tava MUITO bom... tinha q rolar uma vez por mês!
Não lembro mais novidades!
E calourada da federal amanhã, hein?
A sensação é de segurança, sabe?
É meio patético... mas é verdade....
Vamos às atualizações:
sexta passada rolou colação de Grau da Ana Flávia! parabéns, Flavinha!
Foi massa. Aliás, essa familia minha é show de bola em qq ocasião!
Sábado.
sabadásso! Churrasco da turma de colégio "tempo bom, que não volta mais..."
A turma é uma delícia! Violão com o Soares, papos com Maíra, Dai (te amo menina, tava morrendo de saudade!)... tava MUITO bom... tinha q rolar uma vez por mês!
Não lembro mais novidades!
E calourada da federal amanhã, hein?
Monday, March 07, 2005
"Não há nada de mágoa. O caminho da água também é feito de pedras e o rio não pára...
Bom pessoas!! parece que meus últimos posts não deram tanto ibope, né? mas aí vamos cair naquela velha discussão de escrever blog pra vc mesmo ou pros outros e blá blá blá...
A verdade é que tou sem muitas novidades...
Chuva em BH deu trégua ontem, mas como sempre eu continuo com frio.
Tenho perdido cabelos e sono pela assustadora tarefa de escolher um tema pra monografia e encontrar mais no mínimo 2 pessoas que banquem minha idéia... ou melhor, que concordem e topem estudar a mesma coisa.... ahhhh!! E olha que estou só no terceiro período!!!
Mas... vamos em frente...
No mais, gerais!
Esse fim de semana... vamos ver... fui na casa da Gabrielle sábado (foi mal por ter dormido no sofá... ando sempre com sono!) e ontem fui visitar uma menininha de 1 mês! Que linda! mas me encantou mesmo a Lívia, de quase 3 anos... A mãe descobriu recentemente que ela tem apenas 20% de audição no ouvido esquerdo e praticamente nada do direito. Ela colocou aparelho recentemente, e tem se adaptado bem. É muito esperta e ativa... fiquei encantada!! O que não é novidade, né? Mas eu imaginava que crianças surdas, ou quase surdas, fossem meio aéreas, prostradas... Ela é divertidíssima!! brincamos a tarde toda :)
por fim, como podem ver...sem muito assunto!!
Bjos a todos...
Tá bom, vamos a alguns bjos especiais: Luli, que estou com saudade e se formou outro dia. Ana Flávia, que se forma essa semana, Bruno, que está quase completando 2 décadas.... Bruninho TERRA, que tem me dado o maior apoio em tudo. Roberta Morya, por existir, e Rafa (Milagres), por ser um amigão, que eu adoro e estava com saudades... Aliás, espero o post que me prometeu!
Té+, moçada!
Bjos
A verdade é que tou sem muitas novidades...
Chuva em BH deu trégua ontem, mas como sempre eu continuo com frio.
Tenho perdido cabelos e sono pela assustadora tarefa de escolher um tema pra monografia e encontrar mais no mínimo 2 pessoas que banquem minha idéia... ou melhor, que concordem e topem estudar a mesma coisa.... ahhhh!! E olha que estou só no terceiro período!!!
Mas... vamos em frente...
No mais, gerais!
Esse fim de semana... vamos ver... fui na casa da Gabrielle sábado (foi mal por ter dormido no sofá... ando sempre com sono!) e ontem fui visitar uma menininha de 1 mês! Que linda! mas me encantou mesmo a Lívia, de quase 3 anos... A mãe descobriu recentemente que ela tem apenas 20% de audição no ouvido esquerdo e praticamente nada do direito. Ela colocou aparelho recentemente, e tem se adaptado bem. É muito esperta e ativa... fiquei encantada!! O que não é novidade, né? Mas eu imaginava que crianças surdas, ou quase surdas, fossem meio aéreas, prostradas... Ela é divertidíssima!! brincamos a tarde toda :)
por fim, como podem ver...sem muito assunto!!
Bjos a todos...
Tá bom, vamos a alguns bjos especiais: Luli, que estou com saudade e se formou outro dia. Ana Flávia, que se forma essa semana, Bruno, que está quase completando 2 décadas.... Bruninho TERRA, que tem me dado o maior apoio em tudo. Roberta Morya, por existir, e Rafa (Milagres), por ser um amigão, que eu adoro e estava com saudades... Aliás, espero o post que me prometeu!
Té+, moçada!
Bjos
Friday, February 25, 2005
Mensagem de Daniel Cerqueira - meu amigo do Colégio Militar
"Depois de mto tempo sem escrever desta vez quero chamar atenção para uma
coisa séria. Não sei se o povo brasileiro já atingiu o limite da inércia mas
se um projeto for aprovado no Congresso Nacional não vejo mais por que
continuar votando nas próximas eleições. Obviamente estou falando do
ante-projeto ainda em discussão na Câmara de dobrar o salário dos
parlamentares. Para se ter idéia do que isso representará, apenas o governo
federal passará a ter um gasto adicional de 100 milhões de reais. O efeito
final no orçamento, por sua vez, é em cascata pois o salário dos deputados
estaduais e vereadores tem por base o dos parlamentares no Congresso. Sem
mais delongas, o objetivo deste e-mail é pedir aos senhores que acompanham
a votação deste projeto e guardem bem a posição de cada partido. Por último
guardem bem este nome: Ceverino Cavalcanti do insignificante Partido
Popular.
A que ponto nosso país chegou, o presidente da Câmara (terceiro na sucessão
presidencial) foi eleito com a proposta de aumento do próprio vencimento!
Acho que vamos morrer em um país de gente sofrida e empreendedora com um
Estado inútil e políticos que perpetuam nosso atraso.
Zum zaravalho !!!"
coisa séria. Não sei se o povo brasileiro já atingiu o limite da inércia mas
se um projeto for aprovado no Congresso Nacional não vejo mais por que
continuar votando nas próximas eleições. Obviamente estou falando do
ante-projeto ainda em discussão na Câmara de dobrar o salário dos
parlamentares. Para se ter idéia do que isso representará, apenas o governo
federal passará a ter um gasto adicional de 100 milhões de reais. O efeito
final no orçamento, por sua vez, é em cascata pois o salário dos deputados
estaduais e vereadores tem por base o dos parlamentares no Congresso. Sem
mais delongas, o objetivo deste e-mail é pedir aos senhores que acompanham
a votação deste projeto e guardem bem a posição de cada partido. Por último
guardem bem este nome: Ceverino Cavalcanti do insignificante Partido
Popular.
A que ponto nosso país chegou, o presidente da Câmara (terceiro na sucessão
presidencial) foi eleito com a proposta de aumento do próprio vencimento!
Acho que vamos morrer em um país de gente sofrida e empreendedora com um
Estado inútil e políticos que perpetuam nosso atraso.
Zum zaravalho !!!"
Friday, February 18, 2005
Blog
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa.Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..." (Clarice Lispector)
Wednesday, February 16, 2005
Pra tudo se acabar na quarta-feira...
É moçada... carnaval morro abaixo...
Foi o carnaval mais sossegado desde os meus 3 anos de idade!! Isso não é uma crítica, gostaria de ressaltar, é apenas uma caracterização!
Fui pegar uma praiana paulista com o Leo. Vi lugares lindos!! Nem sabia que as praias de são paulo eram tão belas!! recomendo, viu? Foi ótimo...
Tou preta!!! Não, não riam... na verdade as pessoas nem percebem... mas só eu sei que estou totalmente bronzeada... mas chega de bobagens!
De voltas às aulas... Fiquei feliz, pois contrariando todas as expectativas, passem em Sociedade da Informação - matéria que deu origem a esse blog. Vamos em frente... já estava com saudade do ambiente onde tenho alguns interesses comuns com os demais.
Segunda fui assistir CLOSER - PERTO DEMAIS - depois de algumas recomendações. Já vi um monte de gente que odiou, mas eu adorei. Denso... bem denso... saí do cinema com aquele aperto e só queria ver minha cama e meu travesseiro.... Mas como fiquei com preguiça de explicar pro Leo o pq de cancelar o jantar que já havíamos combinado, não fui direto pra casa. Foi bom, deu uma aliviada na angústia... passei toda a terça com o filme na cabeça... com a música do filme na cabeça - que é linda!!
Agora é hora de voltar pra sala (que não tem porta nem janela, hahahahaha), aula de estatística....
mas tá bom... deixo um beijão meu pra todos...
Quem sabe no próximo post eu não animo de relacionar meus objetivos para esse ano?
Té+
Foi o carnaval mais sossegado desde os meus 3 anos de idade!! Isso não é uma crítica, gostaria de ressaltar, é apenas uma caracterização!
Fui pegar uma praiana paulista com o Leo. Vi lugares lindos!! Nem sabia que as praias de são paulo eram tão belas!! recomendo, viu? Foi ótimo...
Tou preta!!! Não, não riam... na verdade as pessoas nem percebem... mas só eu sei que estou totalmente bronzeada... mas chega de bobagens!
De voltas às aulas... Fiquei feliz, pois contrariando todas as expectativas, passem em Sociedade da Informação - matéria que deu origem a esse blog. Vamos em frente... já estava com saudade do ambiente onde tenho alguns interesses comuns com os demais.
Segunda fui assistir CLOSER - PERTO DEMAIS - depois de algumas recomendações. Já vi um monte de gente que odiou, mas eu adorei. Denso... bem denso... saí do cinema com aquele aperto e só queria ver minha cama e meu travesseiro.... Mas como fiquei com preguiça de explicar pro Leo o pq de cancelar o jantar que já havíamos combinado, não fui direto pra casa. Foi bom, deu uma aliviada na angústia... passei toda a terça com o filme na cabeça... com a música do filme na cabeça - que é linda!!
Agora é hora de voltar pra sala (que não tem porta nem janela, hahahahaha), aula de estatística....
mas tá bom... deixo um beijão meu pra todos...
Quem sabe no próximo post eu não animo de relacionar meus objetivos para esse ano?
Té+
Tuesday, February 01, 2005
a vida aqui eh como andar de bicicleta, se parar a gente cai... ;-) - FELIPE, O CAMPELO
Bom moçada... peço licença a todos, pois vou gastar meu rico espaço no MEU diário virtual para me dirigir a um dos meus visitantes...
Prezado A.L., vc não acha que desorganizada, indecisa, sem determinação na vida e inconstante não sejam defeitos não?Que mais? Quer saber se meu nariz é torto e meu cabelo é ruim? Pelo amor de Deus!! Fico feliz com minhas qualidades e assumo meus defeitos para tentar sempre atenuá-los, melhorando tais caracteríscas...E o seu defeito, é não ter coragem de se expor? O que mais?
esqueci de dizer: seu conselho foi válido e precioso. Admito que trabalhar para mudar nossos defeitos seja talvez o caminho para melhor relacionar em sociedade e consigo mesmo... mas acho que vc comentou sem prestar atenção no que escrevi... e tb não procurou ler outros posts ou saber quem sou, antes de me acusar de não saber admitir meus próprios defeitos...Visite sempre, comente o que quiser... mas por favor, seja coerente, preste mais atenção ao que está lendo e, se possível, identifique-se!
No mais, um beijão a todos e espero que o próximo post seja mais interessante... mas não resisti, pois um dos meus DEFEITOS é ser impulsiva!!
(vide comentários do último post)
Prezado A.L., vc não acha que desorganizada, indecisa, sem determinação na vida e inconstante não sejam defeitos não?Que mais? Quer saber se meu nariz é torto e meu cabelo é ruim? Pelo amor de Deus!! Fico feliz com minhas qualidades e assumo meus defeitos para tentar sempre atenuá-los, melhorando tais caracteríscas...E o seu defeito, é não ter coragem de se expor? O que mais?
esqueci de dizer: seu conselho foi válido e precioso. Admito que trabalhar para mudar nossos defeitos seja talvez o caminho para melhor relacionar em sociedade e consigo mesmo... mas acho que vc comentou sem prestar atenção no que escrevi... e tb não procurou ler outros posts ou saber quem sou, antes de me acusar de não saber admitir meus próprios defeitos...Visite sempre, comente o que quiser... mas por favor, seja coerente, preste mais atenção ao que está lendo e, se possível, identifique-se!
No mais, um beijão a todos e espero que o próximo post seja mais interessante... mas não resisti, pois um dos meus DEFEITOS é ser impulsiva!!
(vide comentários do último post)
Wednesday, January 26, 2005
resolvi me descrever hoje...
Sou uma “menina” agitada, de 23 anos, nascida em 15/06/1981 – signo de gêmeos, se é que isso diz alguma coisa.
Tenho 3 irmãos lindos que são as pessoas que mais amo, além do meu pai, que é grande herói da minha vida!!
Sou muito extrovertida, falante... e desinibida para falar com pessoas que nem conheço.... Isso me levou ao curso de Jornalismo, que abandonei depois de um tempo.
Sou também um tanto quanto paciente com as pessoas, e tento ser carinhosa. Sou apaixonada por leitura e por crianças... o que me levou ao curso de Pedagogia, que eu amo, mas ainda demoro 3 anos pra formar!!!
Sou romântica, passional, um pouco volúvel e muuuuiiiitttooo alegre!! Dizem que tenho um sorriso “de graça”, uma felicidade “irritante”. Não entendo muito o que as pessoas vêem de errado ou difícil em ser alegre e estar sempre sorrindo, mas... algumas vezes já quis mudar isso em mim, por incrível que pareça...
Sou apaixonada por música, sou muito pouco ciumenta e bastante enrolada...desorganizada, indecisa!!!
Em alguns posts atrás fiz uma espécie de poema dizendo sobre as coisas que quero da vida (meus adoráveis posts verdes!!), ou pelo menos queria quando escrevi... Às vezes mudo de opinião!!
A esposa do meu pai, e também minha amiga me diz que um dos meus defeitos é ir sempre contra a opinião dos outros... Bom, na teoria tento respeitar sempre, mas como é difícil a gente enxergar os próprios defeitos, deve ser bem verdade!!
Sou intensa e gosto de fazer tudo com vontade, com paixão! Adoro ler e cozinhar, apesar de não ser tão boa na cozinha como gostaria.
Gosto de esportes, mas não curto academia...
Adoro a faculdade, mas não tenho a disciplina com os estudo que gostaria... Sou inquieta pra tudo!!
Não sou tão determinada quanto queria, nem sei dizer todos os “nãos” que eu precisava...
Não sou brava, como a maioria das baixinhas... Aliás, deveria ser um pouco!!
Acho a vida maravilhosa, e não vejo problema algum nisso...
Embolo-me nos meus próprios sonhos e projetos... mas não deixo de tê-los...
Sou namoradeira (sempre fui) e tenho bastantes amigos e amigas... gosto muuiiitttooo deles, mas nem sempre me dedico como gostaria...
Gosto de festa, mas sou diurna...
Sinto –me bem mais bonita quando estou vestida informalmente... aliás... sou adepta da informalidade...
Nunca termino algo que começo... tenho o grave defeito de deixar tudo pelas metades, no meio do caminho...
Amo viajar, amo chocolate, estrogonoff e batata... As refeições são divertimento pra mim...
Amo família... a minha e a dos outros....
Penso muito, leio muito , falo muuuuiiitttoo, como muito, sorrio muito, amo muito....
E cansei de me descrever...
Tenho 3 irmãos lindos que são as pessoas que mais amo, além do meu pai, que é grande herói da minha vida!!
Sou muito extrovertida, falante... e desinibida para falar com pessoas que nem conheço.... Isso me levou ao curso de Jornalismo, que abandonei depois de um tempo.
Sou também um tanto quanto paciente com as pessoas, e tento ser carinhosa. Sou apaixonada por leitura e por crianças... o que me levou ao curso de Pedagogia, que eu amo, mas ainda demoro 3 anos pra formar!!!
Sou romântica, passional, um pouco volúvel e muuuuiiiitttooo alegre!! Dizem que tenho um sorriso “de graça”, uma felicidade “irritante”. Não entendo muito o que as pessoas vêem de errado ou difícil em ser alegre e estar sempre sorrindo, mas... algumas vezes já quis mudar isso em mim, por incrível que pareça...
Sou apaixonada por música, sou muito pouco ciumenta e bastante enrolada...desorganizada, indecisa!!!
Em alguns posts atrás fiz uma espécie de poema dizendo sobre as coisas que quero da vida (meus adoráveis posts verdes!!), ou pelo menos queria quando escrevi... Às vezes mudo de opinião!!
A esposa do meu pai, e também minha amiga me diz que um dos meus defeitos é ir sempre contra a opinião dos outros... Bom, na teoria tento respeitar sempre, mas como é difícil a gente enxergar os próprios defeitos, deve ser bem verdade!!
Sou intensa e gosto de fazer tudo com vontade, com paixão! Adoro ler e cozinhar, apesar de não ser tão boa na cozinha como gostaria.
Gosto de esportes, mas não curto academia...
Adoro a faculdade, mas não tenho a disciplina com os estudo que gostaria... Sou inquieta pra tudo!!
Não sou tão determinada quanto queria, nem sei dizer todos os “nãos” que eu precisava...
Não sou brava, como a maioria das baixinhas... Aliás, deveria ser um pouco!!
Acho a vida maravilhosa, e não vejo problema algum nisso...
Embolo-me nos meus próprios sonhos e projetos... mas não deixo de tê-los...
Sou namoradeira (sempre fui) e tenho bastantes amigos e amigas... gosto muuiiitttooo deles, mas nem sempre me dedico como gostaria...
Gosto de festa, mas sou diurna...
Sinto –me bem mais bonita quando estou vestida informalmente... aliás... sou adepta da informalidade...
Nunca termino algo que começo... tenho o grave defeito de deixar tudo pelas metades, no meio do caminho...
Amo viajar, amo chocolate, estrogonoff e batata... As refeições são divertimento pra mim...
Amo família... a minha e a dos outros....
Penso muito, leio muito , falo muuuuiiitttoo, como muito, sorrio muito, amo muito....
E cansei de me descrever...
Monday, January 17, 2005
guerras perdidas
Eu sempre pensei que existiam três aspectos que, se uma mulher for contra, no seu relacionamento, são guerras perdidas: Contra o futebol, contra a mãe e contra os amigos – nessa ordem.
Toda mulher sabe disso! Todas sabem que não adianta remar contra a maré.
Mas o homem sincero, Fábio Hernandez disse que não! Que a única batalha perdida mesmo é contra o pai do cara!
Nunca tinha pensado nisso... mas deve ter algo de verdade!
Eu fico impressionada! Como já disse, toda mulher pensa que os três aspectos são realmente irrefutáveis. Mas é só por isso que muitas não lutam. A birra que muitas mulheres têm contra o futebol dos “meninos” é algo assustador. E contra a mãe então? Os amigos nem se fala! São visto como monstrengos ameaçadores!!
E nessa dança me sinto uma tola!
Não tenho nada contra sogras, futebol, e muito menos amigos!!
(não venha me desmentir! Aquele dia eu só disse que vc deixava a pelada de quarta por qq cerveja, mas não abria mão de umazinha que fosse por mais doente/ carente/ chata/ blarght que eu estivesse. É diferente!!)
Nada mesmo!
Mas o escritor barato, Fábio Hernandez falou que a única luta em vão era contra o pai.
Pode ser verdade. Nas uniões: mulher brava e chata+ sujeito meio frouxo, vc pode até ver o sujeito lá, subjugado, largando a pelada, passando longe do boteco com os amigos e até deixando a mãe de lado, mas a sujeita tem que ser muito implicante pra guerrear contra o progenitor, né? O pai normalmente apóia o namoro, e ainda deposita todas as suas expectativas de por juízo na cabeça do caboclo na namorada! (O meu sogro é o que mais me quer ver subir ao altar!).
Mas continuo me sentindo um peixe fora d’água, por não odiar essas coisas... As amigas me dirão que sou ingênua em acreditar na inocência de uma pelada no fim de tarde... Espero que a vida não me faça transformar numa mulher neurótica, não me faça odiar essas coisas....
Os relacionamentos já são tão complexos em si, pra que complicar ainda mais, né?
Toda mulher sabe disso! Todas sabem que não adianta remar contra a maré.
Mas o homem sincero, Fábio Hernandez disse que não! Que a única batalha perdida mesmo é contra o pai do cara!
Nunca tinha pensado nisso... mas deve ter algo de verdade!
Eu fico impressionada! Como já disse, toda mulher pensa que os três aspectos são realmente irrefutáveis. Mas é só por isso que muitas não lutam. A birra que muitas mulheres têm contra o futebol dos “meninos” é algo assustador. E contra a mãe então? Os amigos nem se fala! São visto como monstrengos ameaçadores!!
E nessa dança me sinto uma tola!
Não tenho nada contra sogras, futebol, e muito menos amigos!!
(não venha me desmentir! Aquele dia eu só disse que vc deixava a pelada de quarta por qq cerveja, mas não abria mão de umazinha que fosse por mais doente/ carente/ chata/ blarght que eu estivesse. É diferente!!)
Nada mesmo!
Mas o escritor barato, Fábio Hernandez falou que a única luta em vão era contra o pai.
Pode ser verdade. Nas uniões: mulher brava e chata+ sujeito meio frouxo, vc pode até ver o sujeito lá, subjugado, largando a pelada, passando longe do boteco com os amigos e até deixando a mãe de lado, mas a sujeita tem que ser muito implicante pra guerrear contra o progenitor, né? O pai normalmente apóia o namoro, e ainda deposita todas as suas expectativas de por juízo na cabeça do caboclo na namorada! (O meu sogro é o que mais me quer ver subir ao altar!).
Mas continuo me sentindo um peixe fora d’água, por não odiar essas coisas... As amigas me dirão que sou ingênua em acreditar na inocência de uma pelada no fim de tarde... Espero que a vida não me faça transformar numa mulher neurótica, não me faça odiar essas coisas....
Os relacionamentos já são tão complexos em si, pra que complicar ainda mais, né?
Friday, January 14, 2005
Marcel
O Gustavo costuma dizer que a gente normalmente, só saca o quanto foi bom uma coisa na nossa vida, depois que já passou. (É mais ou menos isso, com outras palavras. Desculpa, Gustavo, se eu tiver entendido errado).
Eu penso assim da PUC. Eu odiava a PUC. Simplesmente, não me adaptei. E hoje eu vejo que eu não soube aproveitar o tempo que passei lá como devia. Sinto falta... Mas esse lance de voltar no tempo não existe, né? (atenção pessoas: não me arrependo de estar na pedagogia, ouviram? Apenas sinto falta da puc, seu ambiente e pessoas).
Mas na verdade eu não queria falar da PUC, nem do prédio 13, nem do Jornalismo, em específico... Essa explicação tenho que dar às pessoas diariamente (por que saí, por que pedagogia, por que isso, por que aquilo...). Eu queria falar do Marcel, que acaba retratando um pouco disso tudo.
Penso que não curti a amizade do Marcel tanto quanto eu podia... Ou, se curti, só agora vejo o quanto foi legal.
Tá bom, quem é Marcel: Marcel é o mais peça rara de todos. Jornalista fantástico! Sabe tudo de cinema, e é umas das poucas pessoas que eu conheço que eu prefira o jeito dele escrever ao meu (Calma! Eu confesso um pouco de vaidade exacerbada nisso... É claro que 95% dos escritores que leio são 100% melhores que eu. Mas das pessoas com quem eu convivo, reles mortais, são poucos que eu prefiro a maneira do outro de escrever a minha. Meu irmão é um deles.). Inclusive tem um caso engraçado sobre isso, mas depois se eu resolver eu conto. Marcel é também, ou pelo menos era, um dos caras mais toscos que eu já vi. De 10 palavras que ele pronunciava, 7 era palavrões. Não dá pra imaginar um peça desse andando pra cima e pra baixo comigo, né? Ainda mais na época da PUC, que eu era mais fresca ainda com palavrões.
Mas a gente se entendia. Éramos uma dupla. Pelo menos eu via assim. Pode ser que ele ria disso. Paciência. Pode rir viu, Sr. Marcel!!
O fato é que sorrio com doçura ao lembrar desse peça rara. Das provas de sociologia, Teoria da Comunicação e tudo mais que fazíamos em dupla. De quando colocou um filme pornô no nosso trabalho do Serelle (Oficina?) e eu nem sabia. De quando colocou uma loirássa seminua como minha assinatura no site do Nixon...
O Marcel é único. Uma das pessoas mais desagradáveis que já vi... à primeira vista. Uma das mais surpreendentes, à segunda vista.
A maneira como ele tentava se policiar pra não me atingir muito com as baboseiras que ele falava. A maneira inusitada de fazer os trabalhos... Fantásticos!! A maneira de jogar meu humor pra cima, sempre... Da maneira mais tosca possível.
Tínhamos uma boa amizade... Talvez eu não tenha visto isso direito na época da puc.
Lembro de quando fomos numa parada de recuperação de drogados pra fazer um trabalho... Se existe alguém que dirige mal, esse alguém é o Marcel. Quando fui entrar no carro, já saquei que estava sem maçaneta: Ele tinha deixado a maçaneta na parede da garagem! Quase morremos ao atravessar a via expressa, furando o sinal, obviamente, e quase subindo na calçada!!
O Marcel é um louco. Só sabia falar pornografia e palavrão. Mas ele tentava se conter quando estava comigo. Do seu jeito, me respeitava ao extremo. Ta bom, desculpa, eu já disse isso. O Marcel é uma parcela enorme da minha nostalgia da puc.
Depois vieram a carta, que eu, burra, rasguei (Ta bom Marcel, desculpa! Eu nunca fiz isso com carta nenhuma, mas não sei porque achei que tinha que fazer com a sua. Desculpa mesmo), a briga sobre seus caracteres nipônicos, e por fim um “Vai tomar no...” dele, que ele negou tempos depois...
Certas coisas acabam de um jeito estranho, e minha “parceria” com o Marcel acabou meio assim.
Foi a única pessoa de quem quis me despedir quando saí da puc, mas não o encontrei. Já tínhamos “brigado”... deixei pra lá.
Bom, lembrei do Marcel ao ler, na semana passada, o Livro: Confissões de um homem sincero. Acho que é isso mesmo. O autor é Fábio Hernandez, que escrevia para VIP. Não sei como a faculdade de Jornalismo vê esse cara, ele se vê (ou diz que se vê) como um escritor barato.
Eu não sei, mas o tempo que li, lembrei do Marcel. O cara é bem mais sensível, aparentemente que o Marcel, e fala bem menos palavrões. Na verdade, nem sei se ele tem alguma coisa a ver com o Marcel, mas desconfio que, na minha época de PUC, o Marcel lia Vip, por isso, vezes era sensível como um cavalheiro, vezes cruel como um cossaco russo (pode rir, fiinho!).
Eu penso assim da PUC. Eu odiava a PUC. Simplesmente, não me adaptei. E hoje eu vejo que eu não soube aproveitar o tempo que passei lá como devia. Sinto falta... Mas esse lance de voltar no tempo não existe, né? (atenção pessoas: não me arrependo de estar na pedagogia, ouviram? Apenas sinto falta da puc, seu ambiente e pessoas).
Mas na verdade eu não queria falar da PUC, nem do prédio 13, nem do Jornalismo, em específico... Essa explicação tenho que dar às pessoas diariamente (por que saí, por que pedagogia, por que isso, por que aquilo...). Eu queria falar do Marcel, que acaba retratando um pouco disso tudo.
Penso que não curti a amizade do Marcel tanto quanto eu podia... Ou, se curti, só agora vejo o quanto foi legal.
Tá bom, quem é Marcel: Marcel é o mais peça rara de todos. Jornalista fantástico! Sabe tudo de cinema, e é umas das poucas pessoas que eu conheço que eu prefira o jeito dele escrever ao meu (Calma! Eu confesso um pouco de vaidade exacerbada nisso... É claro que 95% dos escritores que leio são 100% melhores que eu. Mas das pessoas com quem eu convivo, reles mortais, são poucos que eu prefiro a maneira do outro de escrever a minha. Meu irmão é um deles.). Inclusive tem um caso engraçado sobre isso, mas depois se eu resolver eu conto. Marcel é também, ou pelo menos era, um dos caras mais toscos que eu já vi. De 10 palavras que ele pronunciava, 7 era palavrões. Não dá pra imaginar um peça desse andando pra cima e pra baixo comigo, né? Ainda mais na época da PUC, que eu era mais fresca ainda com palavrões.
Mas a gente se entendia. Éramos uma dupla. Pelo menos eu via assim. Pode ser que ele ria disso. Paciência. Pode rir viu, Sr. Marcel!!
O fato é que sorrio com doçura ao lembrar desse peça rara. Das provas de sociologia, Teoria da Comunicação e tudo mais que fazíamos em dupla. De quando colocou um filme pornô no nosso trabalho do Serelle (Oficina?) e eu nem sabia. De quando colocou uma loirássa seminua como minha assinatura no site do Nixon...
O Marcel é único. Uma das pessoas mais desagradáveis que já vi... à primeira vista. Uma das mais surpreendentes, à segunda vista.
A maneira como ele tentava se policiar pra não me atingir muito com as baboseiras que ele falava. A maneira inusitada de fazer os trabalhos... Fantásticos!! A maneira de jogar meu humor pra cima, sempre... Da maneira mais tosca possível.
Tínhamos uma boa amizade... Talvez eu não tenha visto isso direito na época da puc.
Lembro de quando fomos numa parada de recuperação de drogados pra fazer um trabalho... Se existe alguém que dirige mal, esse alguém é o Marcel. Quando fui entrar no carro, já saquei que estava sem maçaneta: Ele tinha deixado a maçaneta na parede da garagem! Quase morremos ao atravessar a via expressa, furando o sinal, obviamente, e quase subindo na calçada!!
O Marcel é um louco. Só sabia falar pornografia e palavrão. Mas ele tentava se conter quando estava comigo. Do seu jeito, me respeitava ao extremo. Ta bom, desculpa, eu já disse isso. O Marcel é uma parcela enorme da minha nostalgia da puc.
Depois vieram a carta, que eu, burra, rasguei (Ta bom Marcel, desculpa! Eu nunca fiz isso com carta nenhuma, mas não sei porque achei que tinha que fazer com a sua. Desculpa mesmo), a briga sobre seus caracteres nipônicos, e por fim um “Vai tomar no...” dele, que ele negou tempos depois...
Certas coisas acabam de um jeito estranho, e minha “parceria” com o Marcel acabou meio assim.
Foi a única pessoa de quem quis me despedir quando saí da puc, mas não o encontrei. Já tínhamos “brigado”... deixei pra lá.
Bom, lembrei do Marcel ao ler, na semana passada, o Livro: Confissões de um homem sincero. Acho que é isso mesmo. O autor é Fábio Hernandez, que escrevia para VIP. Não sei como a faculdade de Jornalismo vê esse cara, ele se vê (ou diz que se vê) como um escritor barato.
Eu não sei, mas o tempo que li, lembrei do Marcel. O cara é bem mais sensível, aparentemente que o Marcel, e fala bem menos palavrões. Na verdade, nem sei se ele tem alguma coisa a ver com o Marcel, mas desconfio que, na minha época de PUC, o Marcel lia Vip, por isso, vezes era sensível como um cavalheiro, vezes cruel como um cossaco russo (pode rir, fiinho!).
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