Tuesday, May 30, 2006

humilde opinião

soh acho que na musica linda aí embaixo o "A" deveria ser"HÁ". "Há um segundo tudo estava em paz".Mas quem sou eu pra questionar Herbert Viana?

Saturday, May 27, 2006

A vida sem freio me leva, me arrasta, me cega
No momento em que eu queria ver
O segundo que antecede o beijo
A palavra que destrói o amor
Quando tudo ainda estava inteiro
No instante em que desmoronou
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
A um segundo tudo estava em paz

Cuide bem do seu amor
Seja quem for

E cada segundo, cada momento, cada instante
É quase eterno, passa devagar
Se o seu mundo for o mundo inteiro
Sua vida, seu amor, seu lar
cuide tudo que for verdadeiro
deixe tudo que não for passar
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
A um segundo tudo estava em paz

Cuide bem do seu amor
Seja quem for

Friday, May 26, 2006



Tempo, tempo mano velho
Falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã
Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai
Tempo amigo
Seja legal
Conto contigo
Pela madrugada
Só me interrompe no final

ORAÇÃO DE MADRE TERESA DE CALCUTÁ

Senhor, quando eu tiver fome, dai-me alguém que necessite de comida. Quando tiver sede, dai-me alguém que precise de água. Quando sentir frio, dai-me alguém que necessite de calor.

Quando tiver um aborrecimento, dai-me alguém que necessite de consolo. Quando minha cruz parecer pesada, deixe-me compartilhar a cruz do outro.

Quando me achar pobre, ponde a meu lado alguém necessitado. Quando não tiver tempo, dai-me alguém que precise de alguns dos meus minutos. Quando sofrer humilhação, dai-me ocasião para elogiar alguém.

Quando estiver desanimada, dai-me alguém a quem eu dê um novo ânimo. Quando sentir necessidade da compreensão dos outros, dai-me alguém que precise da minha. Quando sentir necessidade de que cuidem de mim, dai-me alguém a quem eu tenha de atender.

Quando pensar em mim mesma, voltai minha atenção para outra pessoa.

Tornai-nos dignos, senhor, de servir nossos irmãos que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje.

Dai-lhes, através de nossas mãos, o pão de cada dia, e dai-lhes, graças ao nosso amor compassivo, a paz e a alegria.

Thursday, May 25, 2006


undefined

Wednesday, May 24, 2006

Virgínia

A impressão é de que um anjo bom me carregou pela cintura e me deixou lá.
Sim, eu estive num paraíso.
Do inferno na terra, ao ceu na terra, fui em poucas horas.
E lá estava eu.
Colo materno, quentinho que só!
Sopinha deliciosa, a me refazer as forças.
Leito limpinho!!
Irmãs maravilhosas.
E, claro, um cão saltitante!
Minha irmã me carregou no colo ontem e me levou a esse paraíso.
Como uma infeliz perdida na própria lama, cega e vidente ao mesmo tempo, eu estava.
E minha irmã encheu suas asas de luz,e veio ao meu encontro.
Me abraçou, me acalentou, e me disse as verdades doídas que só ela sabe dizer.
Me entendeu, me ouviu, e me bateu na cara, como só ela sabe fazer.
Me deu a paz, e a verdade.
Não sobre as coisas, mas sobre o seu amor por mim.
"veja, te bato na cara se for preciso, te ponho no colo e te digo o que vc não quer ouvir. Te acalento, te acolho, e faço tudo mais que vc precisar de mim."
O sono foi o mais revigorante.
Senti-me em "nosso lar", ouso dizer.
E na precoce manhã, os fatos eram os mesmos.
mas fiz as pazes com Deus.

as vezes eu quero chorar e o dia nasce e eu esqueço

As paredes da cozinha derretem há tempos. Eu saio, e volto. Em casa eu não fico.
"São 6h30 da manhã!!"
Estranho as ruas, os mundos, os seres. Estranho o espelho.
Odeio aquele pano sujo no chão da cozinha. Olho pra panela borbulhando no fogão.
"Esse semestre tá foda".
Estranho o portão.

Vi.
=)
Sorrisos.
Que coisa!
Sweet dream.

Lembro da chuva e do Eros gritando no meu ouvido.
Mas isso já tem algum tempo.
Esse mundo não é meu.
Esse mundo não é seu.
Sinto as fincadas.
Sístoles doloridas
Não é mais dormência.
Sou eu mesma me desconstruindo.
A reconstrução nunca é imediata.
Espero que venha um dia.
Sonho de uma noite de outono.
Pesadelos das noites de outono.


Tento comer.
Vomito.
Escovo os dentes.
tento de novo.
Esquece.

Porque sou suja e pouca.
Porque sou fraca e fim.

E é claro que o sol vai voltar amanhã.
Mais uma vez.
Eu sei.

Tuesday, May 23, 2006

se vc quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo!! (ou nem isso)

eu minto
tu mentes
ele mente
nós mentimos
vós mentis
eles mentem

Monday, May 22, 2006

"atravesso a noite com um verso q não se resolve. na outra mãos as flores, como se flores bastassem... eu espero..."
É dormência no coração. Concreto, isso não é uma metáfora.
É dormência aqui dentro
.

plageando

Uma mulher pode perdoar quase tudo do homem que ama. Ela perdoa infidelidade, a bebedeira, e a ejaculação precoce - apesar de provavelmente não perdoar tudo na mesma noite. Ela vai perdoar se ele dormir instantaneamente após o sexo. Ela vai perdoar se ele dormir instantaneamente antes do sexo. Mas a única coisa que uma mulher nunca vai perdoar num homem é a falta de compromisso..."
Esse é um trecho do livro "Disparos do Front da Cultura Pop" (Ed. Barracuda), de Tony Parsons. fui lá

Saturday, May 20, 2006

noite de sábado fria. agora o mundo eh hostil, e eu sou um graozinho de areia, dos feios.
e de repente o mundo é tão incerto. e de repente eu sei o que eu sempre soube mas não sabia: o mundo é tão incerto

para joão

Dói porque o coração da gente é fraco e egoísta. Mas eu sei que cada um tem suas fraquezas, seus motivos, e seus limites também.

Wednesday, May 17, 2006

Tuesday, May 16, 2006

Confesso - Ana Carolina

"Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final

Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz

Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais

Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais."

Monday, May 15, 2006

Soneto da Separação
Vinicius de Moraes

De repente do riso fez-se o pranto
Silêncioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Friday, May 12, 2006

a la ernesto diniz

5h20 - hein?

5h40 - coisa boa é banho, ainda que as paredes se movam.

6h15 - jantando.

6h55 - Lu? Neosaldina please.

8h30 - O que q eu tou fazendo aqui mesmo?

9h00 - O dia tá lindo. E eu tou de mau humor. A praça é maravilhosa, o vento no rosto... E eu tou de mau humor. Ando de braços cruzados. Minha cabeça parece um guindaste.

10h00 - Eu só quero ficar aqui. Exatamente olhando pra onde estou olhando. Só isso, ok?

13h00 - Melhorar? melhorar de que? tou ótima. Viu que dia lindo?

16h00 - ah é, lembrei. alguma coisa tem q ser feita... hoje?

19h00 - tá bom cabeça, não precisa continuar doendo não. Juro que não perco mais vc!

Vi e gostei

"(…) Nós que nunca fomos ao cinema juntos. E que poderíamos tentar um dia, feito adultos, um consolo, um calor,algo que não precisasse ser amor. Mas desejar isso é colocar expectativas muito altas para nosso pouco talento ou vocação para a serenidade. Um amargo sonho de valsa."

Thursday, May 11, 2006

=)

"O amor, como as baratas, surge dos mais estranhos lugares." - dóris fleury

Wednesday, May 10, 2006



Pois é. É aquilo mesmo que conversamos logo após o almoço, naquela esquina corrida. A vida às vezes nos prega peças numas curvas por aí, e de repente tudo que é a nossa verdade balança. Eu sei, e vc tb; eu de um lado, vc de outro. Bom mesmo é ter você, minha linda amiga, por perto, pra poder dizer isso, ainda que com os olhos, com o coração. Isso e tantas outras coisas. Bom mesmo é vc existir perto de mim. Sua amizade é muita coisa que segura muita barra em muitos momentos... e talvez você nem saiba.
Mas não era bem isso que eu ia dizer.
Ciente de que é realmente complicado, quem avisa amiga é: não ouça Carla Bruni. Tudo pode piorar.
Bjos

considerações sobre a saudade

"Quando o primeiro pensamento em ti

inaugurou a manhã, consenti:

nenhuma saudade é vã.



É que quando se sente saudade, se é

estrangeiro em seu próprio peito:

deposita-se o destino em mãos de exílio.



Sentir saudades é uma forma

- estranha -

de entregar-se ao que não se tem."

Tuesday, May 09, 2006

"Se eu só lhe fizesse o bem, talvez fosse um vício a mais"


O dia foi legal. Boas aulas, almoço com o Bruno. Falei com Paulo Castro (foi um grande acontecimento!!! sério!) Kamilla está em BH, nos falamos ao telefone, conversei até com a pequena Duda. Como gosto de vc Mí... sinto saudade.
E sigo assim, esse dia de banho de chocolate quente!!
Há alguma coisa diferente no ar.
Ainda não sei se quero que mude ou permaneça, e ainda não sei o que é.

Monday, May 08, 2006

nem um verso que valha

e eu que sempre preferi curtir o momento
ja naum vejo cor em nenhum momento
se nele vc naum esta
momento

furnas

Estância de furnas no fds. Mucho bom!!!Mais notícias em breve!

Friday, May 05, 2006

"e era preciso fechar os olhos, pra não morrer e não me machucar"

Eu tive um sonho e nele eu via um homem alto, cabelos cacheados, barba linda, olhos fortes. (Não, não, acho q não era jesus cristo não, os olhos eram verdese pelo estereótipo de Jesus cristo e... ok, não era jesus cristo e pronto).
Curioso que ele levava as mãos bem fechadas, e eu sabia que numa guardava sua própria consciência, na outra a minha. Ele caminhava e às vezes seus braços sofriam rachaduras, como se fossem de gesso ou qualquer outro material sólido. O peso das consciências às vezes fazia com que os braços rachassem, mas poucos passos a frente as rachaduras sumiam, sem deixar cicatrizes, e voltavam a aparecer instantes depois.
Por onde esse homem passava, irradiava luz, muita luz. Ora esse luz me ofuscava, ora eu conseguia olhar diretamente pra ela.
Foi, de fato, o homem mais bonito que eu já vi, e, apesar de toda a luz, seu olhar era terno e humano. Ainda assim, sua imagem me fazia sentir vergonha, culpa, constrangimento.
Meu coração ele trazia amarrado a um dos sesu pés, no tornozelo, e no outro, outros corações pendurados.Todos expeliam um pouco de sangue, mas o meu, além disso, fazia escorrer em seus pés uma substância escura, que eu não sei definir o que era.
Este homem, forte e angelical, caminhava vagarosamente e sem parar, e seu semblante era de quem não tinha outra opção, senão o de continuar.
Ele veio em minha direção, e a menos de 10 cm de distância, olhou-me nos olhos, os meus em desespero,(segundo q durou uma eternidade e uma infinidade de sensações), beijou-me a testa e eu desafaleci.
Ecordei com a cabeça doendo loucamente, e desprovida de todas as minhas forças.
Eis-me em pranto.

Wednesday, May 03, 2006

busca vã ou elos e setas na segunda nuvem à esquerda



Pesquisei em todo o meu quarto. Nos armários, caixas, nas sacolas, nos fundos das bolsas... Até mesmo no fundo daquelas que já nem uso mais.
Olhei embaixo do colchão, na minha máquina de costura, na penteadeira, na caixa de música. Não sei onde foi parar o elo que me uniu a você. Nenhum vestígio.
Procurei na minha caixa de poemas, e lembrei que escrevi apenas um pra você, há muitos anos. E só te mostrei outro dia, mas como sempre você não entendeu, e duvidou. Paciência.
Procurei nas cartas, e me lembrei que nunca nos escrevemos. (Na minha caixa de cartas encontro vários outros elos, mas estes não vêem ao caso).
Nos CDs alguns vestígios leves, mas nada de concreto. As músicas sempre foram minhas, sempre foram suas. Quase nunca foram nossas.
Os filmes idem.
Caixa de e-mails era uma das minhas últimas alternativas, mas nunca trocamos mensagens. As que mandei, deletei há pouco dos meus arquivos. Algumas enviei mais de uma vez, numa teimosia vã diante da sua mania de não me ler.

Talvez você tenha razão. Tentei negar por todos esses anos, mas talvez seja realmente o verbo que me traia. A necessidade das palavras. Quantas vezes quis me mostrar superior a isso. Até que aprendi a ler seus comportamentos amorosos, seu carinho silencioso. Eu entendo. Mas eu sou tão verbal... confesso! Eu tenho sede do verbo. Assim como do olhar e de tudo que é abstrato... coisas nas quais você não acredita.

Talvez por isso você não acredite no meu não-amor. São palavras, não são fatos. Não posso enumerar nada. Paciência.

Volto à busca, e não acho. Por que foi mesmo que me liguei a você? Em quem mesmo eu me liguei?
Não acho, não acho o elo, nem o fato, tão menos o verbo.

Não obstante minha busca vazia, não te deixei partir.
E aos 45 do segundo tempo...

"Calma, volta aqui. Esquece. Me ajuda".

E prosseguimos em luta. Punhos cerrados, armas e munição.
Prosseguimos a caminhada, passos errantes dos nossos pés companheiros.

"Não há vento favorável para quem não sabe aonde vai" (Sêneca)
Mas pega em minha mão e me leva, o amor pode estar numa dessas curvas.

Tuesday, May 02, 2006


"Os velhos olhos vermelhos voltaram
Dessa vez
Com o mundo nas costas
E a cidade nos pés
Pra que sofrer se nada é para sempre?
Pra que correr
Se nunca me vejo de frente?
Parei de pensar e comecei a sentir
Nada é como um dia após dia
Uma noite, um mês
Os velhos olhos vermelhos voltaram
De vez
Os olhos vermelhos enganam
Sem querer
Paracem claros, frios, distantes
Não têm nada a perder
Por que se preocupar por tão pouco?
Por que chorar
Se amanhã tudo muda de novo?"

Monday, May 01, 2006