Quinta de muito trabalho. Sexta de bons planos e férias!!!!
Mas o medo não me deixa continuar no computador. Amanhã, a luz do sol, eu volto, ok?
Bjinhos
Friday, December 30, 2005
Wednesday, December 28, 2005
Quarta-Feira
Com jeito de diário, né?
Escrevi um poeminha meia boca. Depois, ok?
Preocupei mais com a forma que com a alma... me ferrei um pouco nisso, mas fiz.
Reveião chegando, hein moçada?
E a lista de promessas? Planos, melhor dizendo...
Vou pensar em alguma coisa...
Escrevi um poeminha meia boca. Depois, ok?
Preocupei mais com a forma que com a alma... me ferrei um pouco nisso, mas fiz.
Reveião chegando, hein moçada?
E a lista de promessas? Planos, melhor dizendo...
Vou pensar em alguma coisa...
Tuesday, December 27, 2005
Terça-Feira

Terça de trabalhar de manhã e dormir no ônibus depois do almoço!
Ê vida besta...
Antes que eu me esqueça: Tati, eu tirei o popema aquele dia, pq fiquei com vergonha, mas vou postá-lo em sua homenagem de novo, ok?
Férias semana que vem e o litoral me chama... (verão é muito sexy, né? Sem meus 4 quilos a mais seria super power sexy!!!)
Tem uns tres poemas engasgados... se misturar eu tou fu...
Sem assunto? eu? Magina!!
Rouca apenas.
Beijos de borboleta
Monday, December 26, 2005
Segunda feira
Pois eh. O Natal foi bacana. Sete Lagoas é sempre bacana. Reflexões sobre a família, mas já esqueci.
Ganhei um blusa lindinha da hering da Nanda de amigo oculto, ganhei uma outra blusa soltinha da Rose, mas tenho que trocar pra P, ou PP, hehehehehe.
Ganhei bombons e beijos!
Fez um sol alucinante e percebi que preciso ir à praia. hoje tá frio em BH, e o vento tá tentando levar o telhado da area de serviço.
O rapha amou o lap top do homem aranha! Ponto pra mim!
Não consigo mais alterar as cores e tamanhos de fontes :(
Quero sair pra dar uma volta.
Bjos
(lipe e tati, saudade saudade)
Ganhei um blusa lindinha da hering da Nanda de amigo oculto, ganhei uma outra blusa soltinha da Rose, mas tenho que trocar pra P, ou PP, hehehehehe.
Ganhei bombons e beijos!
Fez um sol alucinante e percebi que preciso ir à praia. hoje tá frio em BH, e o vento tá tentando levar o telhado da area de serviço.
O rapha amou o lap top do homem aranha! Ponto pra mim!
Não consigo mais alterar as cores e tamanhos de fontes :(
Quero sair pra dar uma volta.
Bjos
(lipe e tati, saudade saudade)
reprise para novos visitantes!
Os plágios do que eu sinto
Não conseguir concentração é um pouco incômodo pra quem quer compor algo depois de muito tempo longe das canetas tinteiro... Ora! Por que não procurar por um canto isolado?
Decidir dedicar quando grandes transações são decididas ao redor... Faça-me o favor!!
Além de um bocado de tristeza, pra fazer um samba com beleza também é necessário o mínimo de reflexão. Talvez eu conseguisse há algum tempo... Versos que não valiam pra ficar... Verdadeiros e escancarados demais. O poeta tem que sem um pouco fingidor, não é mesmo? Que seja! Mesmo que os poetas sejam falsos (como eu), seus versos serão bons! E algumas hipérboles e uns poucos eufemismos não fazem mal a ninguém.
Estamos então, nós dois.
Eu na fome de escrever, de devorar essas linhas, essa tinta, essas teclas, enfim! (fazer valer essa modernidade!). Você, na sede de ler algo que mexa. Ou apenas te distraia nos momentos de inquietude. Inquietude? Qual? A que carrego no coração e na alma?
Essa febre, um fogo leve que eu peguei? (deve ser da idade...) Se buscou as letras por alguma palavra ou conselho (como aquelas pessoas que abrem os livros sagrados à procura de lições, ou que lêem os números das casas procurando prêmios de loteria), posso te passar, sem precisar me isolar, esse furacão que quero viver. A intensidade que flui nesse meu corpo, essa minha mania de achar que a vida pode ser maravilhosa. Esse lance de ver luz e balanço nas belezas de todo dia. Essa vivacidade que quero enxergar no simples, no quotidiano.
Essa gargalhada escancarada. Isso posso te passar. E se é o que busca, pode fechar os olhos ou o papel (ou o arquivo, sabe lá!?). Mais do que isso já não consigo. O mundo passa acelerado ao meu redor; homens e seus negócios, mulheres e seus horários. Sei não...
Talvez se eu tivesse aquela velha árvore, aquela boa brisa, aqueles passarinhos...
Ainda assim nada sairia aqui nesse papel. Talvez por isso essa alegria e essa vontade imensa me sufoquem. Queria que todos vissem, queria abrir o peito em vento... Que uma música agressiva e boa rebatesse no meu palato... O poema... A balada... Queria me despir pro mundo (mas ele faz charme!). Sei não... Será que, sendo assim, não voltaria aos meus versos meninos de pés no chão? Penso que meus cânticos nunca sairão de mim, ainda que haja o momento de reflexão; ainda que haja o isolamento; ainda que eu tenha o dicionário na cabeça e nas mãos. Ainda que eu tenha passado esses poucos anos aprimorando minhas concordâncias...
Da minha boca não ressoa meu samba bem pra frente...
Privo-me então de dizer realmente o que eu acho. E nessa frustração de não alcançar meus versos,
(in)coerentemente assino embaixo.
(Belo Horizonte, 06 de julho de 2004)
Não conseguir concentração é um pouco incômodo pra quem quer compor algo depois de muito tempo longe das canetas tinteiro... Ora! Por que não procurar por um canto isolado?
Decidir dedicar quando grandes transações são decididas ao redor... Faça-me o favor!!
Além de um bocado de tristeza, pra fazer um samba com beleza também é necessário o mínimo de reflexão. Talvez eu conseguisse há algum tempo... Versos que não valiam pra ficar... Verdadeiros e escancarados demais. O poeta tem que sem um pouco fingidor, não é mesmo? Que seja! Mesmo que os poetas sejam falsos (como eu), seus versos serão bons! E algumas hipérboles e uns poucos eufemismos não fazem mal a ninguém.
Estamos então, nós dois.
Eu na fome de escrever, de devorar essas linhas, essa tinta, essas teclas, enfim! (fazer valer essa modernidade!). Você, na sede de ler algo que mexa. Ou apenas te distraia nos momentos de inquietude. Inquietude? Qual? A que carrego no coração e na alma?
Essa febre, um fogo leve que eu peguei? (deve ser da idade...) Se buscou as letras por alguma palavra ou conselho (como aquelas pessoas que abrem os livros sagrados à procura de lições, ou que lêem os números das casas procurando prêmios de loteria), posso te passar, sem precisar me isolar, esse furacão que quero viver. A intensidade que flui nesse meu corpo, essa minha mania de achar que a vida pode ser maravilhosa. Esse lance de ver luz e balanço nas belezas de todo dia. Essa vivacidade que quero enxergar no simples, no quotidiano.
Essa gargalhada escancarada. Isso posso te passar. E se é o que busca, pode fechar os olhos ou o papel (ou o arquivo, sabe lá!?). Mais do que isso já não consigo. O mundo passa acelerado ao meu redor; homens e seus negócios, mulheres e seus horários. Sei não...
Talvez se eu tivesse aquela velha árvore, aquela boa brisa, aqueles passarinhos...
Ainda assim nada sairia aqui nesse papel. Talvez por isso essa alegria e essa vontade imensa me sufoquem. Queria que todos vissem, queria abrir o peito em vento... Que uma música agressiva e boa rebatesse no meu palato... O poema... A balada... Queria me despir pro mundo (mas ele faz charme!). Sei não... Será que, sendo assim, não voltaria aos meus versos meninos de pés no chão? Penso que meus cânticos nunca sairão de mim, ainda que haja o momento de reflexão; ainda que haja o isolamento; ainda que eu tenha o dicionário na cabeça e nas mãos. Ainda que eu tenha passado esses poucos anos aprimorando minhas concordâncias...
Da minha boca não ressoa meu samba bem pra frente...
Privo-me então de dizer realmente o que eu acho. E nessa frustração de não alcançar meus versos,
(in)coerentemente assino embaixo.
(Belo Horizonte, 06 de julho de 2004)
Saturday, December 24, 2005
Thursday, December 22, 2005
algumas
Algumas coisas a dizer... Mas a cervejinha rápida com Thiago e Jana ontem foi essencial!
E eu nem acordei com pneumonia, como previsto!
E eu nem acordei com pneumonia, como previsto!
Wednesday, December 21, 2005
Eu (na visão do cara mais fantástico! Envaideço)
As cidades e o desejo
No centro de Daniela, metrópole de pedra cinzenta, há um palácio de
metal com uma esfera de vidro em cada cômodo. Dentro de cada esfera,
vê-se uma cidade azul que é o modelo para uma outra Daniela. São as
formas que a cidade teria podido tomar se, por uma razão ou por outra,
não tivesse se tornado o que é atualmente. Em todas as épocas, alguém,
vendo Daniela tal como era, havia imaginado um modo de transformá-la
na cidade ideal, mas, enquanto construía o seu modelo em miniatura,
Daniela já não era mais a mesma de antes e o que até ontem havia sido
um possível futuro hoje não passava de um brinquedo numa esfera de
vidro.
Agora Daniela transformou o palácio das esferas em museu: os
habitantes o visitam, escolhem a cidade que corresponde aos seus
desejos, contemplam-na imaginando-se refletidos no aquário de medusas
que deveria conter as águas do canal (se não tivesse sido dessecado),
percorrendo no alto baldaquino a avenida reservada aos elefantes
(agora banidos da cidade), deslizando pela espiral do minarete em
forma de caracol (que perdeu a base sobre a qual se erguia).
No atlas (...) devem constar tanto a grande Daniela de pedra quanto as
pequenas Danielas das esferas de vidro. Não porque sejam igualmente
reais, mas porque são todas supostas. Uma reúne o que é considerado
necessário, mas ainda não o é; as outras, o que se imagina possível e
um minuto mais tarde deixa de sê-lo.
No centro de Daniela, metrópole de pedra cinzenta, há um palácio de
metal com uma esfera de vidro em cada cômodo. Dentro de cada esfera,
vê-se uma cidade azul que é o modelo para uma outra Daniela. São as
formas que a cidade teria podido tomar se, por uma razão ou por outra,
não tivesse se tornado o que é atualmente. Em todas as épocas, alguém,
vendo Daniela tal como era, havia imaginado um modo de transformá-la
na cidade ideal, mas, enquanto construía o seu modelo em miniatura,
Daniela já não era mais a mesma de antes e o que até ontem havia sido
um possível futuro hoje não passava de um brinquedo numa esfera de
vidro.
Agora Daniela transformou o palácio das esferas em museu: os
habitantes o visitam, escolhem a cidade que corresponde aos seus
desejos, contemplam-na imaginando-se refletidos no aquário de medusas
que deveria conter as águas do canal (se não tivesse sido dessecado),
percorrendo no alto baldaquino a avenida reservada aos elefantes
(agora banidos da cidade), deslizando pela espiral do minarete em
forma de caracol (que perdeu a base sobre a qual se erguia).
No atlas (...) devem constar tanto a grande Daniela de pedra quanto as
pequenas Danielas das esferas de vidro. Não porque sejam igualmente
reais, mas porque são todas supostas. Uma reúne o que é considerado
necessário, mas ainda não o é; as outras, o que se imagina possível e
um minuto mais tarde deixa de sê-lo.
Tuesday, December 20, 2005
...
Saturday, December 17, 2005
Minha tv acabou de estragar!

Festa de fim de ano do escritório. Alguém escreveu no blonicas sobre isso. E é realmente engraçado. Pessoas que se odeiam se abraçando e pedindo pro músico tocar aquela do "vando"...
Putz! Sobreivi ao churrasco da empresa.Sem maiores alterações.
Hoje tou mais de tiete que todos os dias.
Além da tietagem básica pelo Saulo a tarde inteira (faltaram minhas musicas, mas ainda bem), PAULO CASTRO passou por aqui!!!
Ai meus Deus!!! Sabe quando vem visita em casa e vc quer tudo limpinho, copos de cristal... Ah! Eu queria ter escrito algo legal para recebê-lo. Sem saber que ele viria, escrevi Caetano. Ao menos ele no título.
Algumas coisas pra escrever, mas tem alguma coisa batendo ali fora. Já fui verificar, é na casa da vizinha. Verifiquei 3x. Mas há tempos não tenho crises de pânico, e não quero ter uma agora. Taquicardia começa, e eu fecho o boteco. Vou comer alguma coisa.Com as portas trancadas, obviamente.
Thursday, December 15, 2005
após ler blog de Paulo Castro

(E Bethania canta):
"Eu sou o vento que lança a areia do Saara
Sobre os automóveis de Roma
Eu sou a sereia que dança
A destemida Iara
Água e folha da Amazônia
Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega
Você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é você?
Que não sentiu o suingue de Henri Salvador
Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô
E que não riu com a risada de Andy Warhol
Que não, que não e nem disse que não
Eu sou um preto norte-americano forte
Com um brinco de ouro na orelha
Eu sou a flor da primeira música
A mais velha
A mais nova espada e seu corte
Sou o cheiro dos livros desesperados
Sou Gitá Gogóia
Seu olho me olha mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar
Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é Recôncavo e nem pode ser reconvexo"
Friday, December 09, 2005
cinema em casa


Ops! O post do começo da semana era pra ser sobre cinema. Infelizmente tive que mudar o rumo da prosa.
Ficaria escrevendo sobre a perda do meu amigo e o quanto está doendo cada minuto por muitos posts... mas eu sei que não é o caso... além disso, não adianta mais tanto.
(...)
Dois filmes esse fim de semana (que passou).
Kill Bil - volume 1: Mucho bom! Quero ver o 2 LOGO! Não pensei que fosse curtir tanto.
Dom: vou falar sobre ele depois. Também é bom... mas um pouco apelativo. A Maria Fernanda Cândido tá muito linda! Capitu!!
As fotos são pro nando, que é fã.
Thursday, December 08, 2005
Era assim todo dia de tarde, a descoberta da amizade... até a próxima vez!
Há alguns dias não recebo as gotas de carinho que encontrava quase que diariamente na minha caixa de e-mails. Confesso que estranhei sua não resposta no e-mail que encaminhei na sexta feira; mas como era encaminhado, e sei que no novo setor você anda muito ocupado, pensei que fosse puro stress do dia a dia. Pelas minhas contas, sua última mensagem veio na quarta e eu bem pensei que em breve viriam as notícias do fim de semana, como de costume.
Pois é... meu tão querido bem, você sempre me pergunta como foi o meu dia, então eu te conto que hoje pela manhã eu caminhei sob uma chuva muito fininha, num campo bem verde, de onde obtive uma linda vista. Minha caminhada durou pouco mais de 3 minutos, mas pude pensar bastante.
Você iria gostar de me acompanhar nessa caminhada, e com certeza atentaria para detalhes das plantas que quase ninguém vê. Foi intrigante fazer uma caminhada com todas aquelas pessoas. Algumas eu já conhecia, mas muitas delas são personagens do seu discurso diário, pessoas do seu mundo, das quais sei alguma coisa, mas nunca as tinha visto.
O sol teimava em apontar... mas a chuva fina não cessava, e me lembrava das suas gotas de carinho e amizade. Todas as tardes, (e nos últimos tempos mais ou menos de 3 em 3 dias), você me presenteia com uma mensagem doce, notícias sobre a sua vida, sobre o seu amor, sua família, Chico Buarque, os campeonatos de futebol. Por suas mãos conheci muito de Clarice Lispector, de Mário Quintana, e tantas outras leituras. (Acabo de lembrar que tem um livro meu contigo). Conheci o carinho incondicional, a amizade mais que sincera, o querer-bem puro. Nas nossas curtas conversas diárias posso ser eu mesma, com minhas fraquezas e virtudes, e você, meu amigo, me estende as mãos em qualquer ocasião.
Eu sei que é tolice, mas nessas horas vem à mente tudo que podia ter sido, e não foi. Quantos convites pra comer um sanduíche, tantas vezes que me cobrou telefonemas, notícias, respostas... Eu sou muito relapsa, sempre.
(...)
A agenda desse próximo ano está linda! Pensei em te mandar uma. Fiquei de fazer o pedido quinta, mas pra variar esqueci. Ela só não está mais que a do ano passado, onde tenho recados seus no dia do meu aniversário, aquela parábola que você gosta e a música para que eu me lembre quando estiver triste.
(...)
Uma doce e fresca flor se abrindo... É a sensação de cada presente diário que me dá, em música e poesia, pensamento, ou mesmo um Olá. Piegas? Talvez. Não mais que seus discos do Amado Batista.
Estive com sua amada. Como o amor de vocês é lindo, meu Deus! NEOQAV, ela disse, ela escreveu. Você sabe né? Tive vontade de dizer a ela sobre as nossas conversas, sobre o seu amor por ela e tudo mais. Mas se você acha que não é bom não digo. Respeito sempre foi a base da nossa amizade.
Lembro de uma vez que nos vimos, acho que a penúltima. Não. Antepenúltima. Encontro rápido; trocamos livros, algo assim. Não sei o que houve, seus olhos se encheram de lágrimas. Disse que se emocionou. Não sei direito porquê. E hoje sou eu que nao dou conta de parar.
É. A riqueza que nós temos ninguém consegue perceber. Voce disse. Mas não importa. Nós percebemos.
Meu amigo, meu tão querido bem. Vá em paz. E agora, mais que nunca, só Deus sabe em qual rua minha vida vai encostar na tua. Mas, pra que chorar se nada é pra sempre, certo?
Ficam seus ensinamentos. Seu exemplo. Seu carinho. Sua delicadeza. Sua alegria. Minha vontade de escrever para você e sobre você até o sol se por e nascer de novo. Fica a nossa amizade. Amo.
(ao meu amigo e tao querido bem, Valde, desencarnado terça, enterrado ontem pela manha. Febre maculosa, creiam!)
Pois é... meu tão querido bem, você sempre me pergunta como foi o meu dia, então eu te conto que hoje pela manhã eu caminhei sob uma chuva muito fininha, num campo bem verde, de onde obtive uma linda vista. Minha caminhada durou pouco mais de 3 minutos, mas pude pensar bastante.
Você iria gostar de me acompanhar nessa caminhada, e com certeza atentaria para detalhes das plantas que quase ninguém vê. Foi intrigante fazer uma caminhada com todas aquelas pessoas. Algumas eu já conhecia, mas muitas delas são personagens do seu discurso diário, pessoas do seu mundo, das quais sei alguma coisa, mas nunca as tinha visto.
O sol teimava em apontar... mas a chuva fina não cessava, e me lembrava das suas gotas de carinho e amizade. Todas as tardes, (e nos últimos tempos mais ou menos de 3 em 3 dias), você me presenteia com uma mensagem doce, notícias sobre a sua vida, sobre o seu amor, sua família, Chico Buarque, os campeonatos de futebol. Por suas mãos conheci muito de Clarice Lispector, de Mário Quintana, e tantas outras leituras. (Acabo de lembrar que tem um livro meu contigo). Conheci o carinho incondicional, a amizade mais que sincera, o querer-bem puro. Nas nossas curtas conversas diárias posso ser eu mesma, com minhas fraquezas e virtudes, e você, meu amigo, me estende as mãos em qualquer ocasião.
Eu sei que é tolice, mas nessas horas vem à mente tudo que podia ter sido, e não foi. Quantos convites pra comer um sanduíche, tantas vezes que me cobrou telefonemas, notícias, respostas... Eu sou muito relapsa, sempre.
(...)
A agenda desse próximo ano está linda! Pensei em te mandar uma. Fiquei de fazer o pedido quinta, mas pra variar esqueci. Ela só não está mais que a do ano passado, onde tenho recados seus no dia do meu aniversário, aquela parábola que você gosta e a música para que eu me lembre quando estiver triste.
(...)
Uma doce e fresca flor se abrindo... É a sensação de cada presente diário que me dá, em música e poesia, pensamento, ou mesmo um Olá. Piegas? Talvez. Não mais que seus discos do Amado Batista.
Estive com sua amada. Como o amor de vocês é lindo, meu Deus! NEOQAV, ela disse, ela escreveu. Você sabe né? Tive vontade de dizer a ela sobre as nossas conversas, sobre o seu amor por ela e tudo mais. Mas se você acha que não é bom não digo. Respeito sempre foi a base da nossa amizade.
Lembro de uma vez que nos vimos, acho que a penúltima. Não. Antepenúltima. Encontro rápido; trocamos livros, algo assim. Não sei o que houve, seus olhos se encheram de lágrimas. Disse que se emocionou. Não sei direito porquê. E hoje sou eu que nao dou conta de parar.
É. A riqueza que nós temos ninguém consegue perceber. Voce disse. Mas não importa. Nós percebemos.
Meu amigo, meu tão querido bem. Vá em paz. E agora, mais que nunca, só Deus sabe em qual rua minha vida vai encostar na tua. Mas, pra que chorar se nada é pra sempre, certo?
Ficam seus ensinamentos. Seu exemplo. Seu carinho. Sua delicadeza. Sua alegria. Minha vontade de escrever para você e sobre você até o sol se por e nascer de novo. Fica a nossa amizade. Amo.
(ao meu amigo e tao querido bem, Valde, desencarnado terça, enterrado ontem pela manha. Febre maculosa, creiam!)
Sunday, December 04, 2005
domingo
Hummm. domingueira... segunda tem post com foto...
por hj, tietagem, Marina W. respondeu ao meu e mail!!!!! Hyup!
E uma dica: minha leitura diária
por hj, tietagem, Marina W. respondeu ao meu e mail!!!!! Hyup!
E uma dica: minha leitura diária
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