Monday, November 12, 2007

solidão que nada!

Friday, November 09, 2007

O programa da sexta a noite eh ficar ilhada no trabalho, chuva caindo, ninguém pra encontrar, ninguém pra conversar, ninguém pra nada.
Ninguém mesmo.
será que eu existo?
que merda hein/?

Wednesday, November 07, 2007

essas verdades que a tati bernardi diz

"Porque se eu gostar de você, eu sei que você vai embora. E eu simplesmente
não agüento mais ninguém indo embora. Porque nessa vida maluca só se dá
bem quem ignora completamente a brevidade da vida e brinca de não estar
nem aí para o amor. E eu preciso me dar bem e por isso ignoro minha
urgência pelo amor".

Monday, November 05, 2007

Feriado foi muito massa. Superou até as expectativas.
Sexta fui para o sítio. É bom ver a família reunida as vezes. Ver meus meninos dos Rio, lindos, e agora Bel, linda tb.
A noite boite: Chalezinho. Sobre isso gostaria de falar um pouco. Foi legal, a companhia era boa e o lugar, apesar de pequeno, é bacana. Mas o passeio serviu também para duas coisas:
1.reforçar minha idéia de que nenhum lugar é tão bacana que mereça que eu espere muito tempo pra entrar. Tinha esse pensamento sobre restaurantes e agora abrange tb boites e coisas do tipo. 1h40 é demais pra mim.
2. Descobri que sou bonita. Não, não recebi nenhuma cantada. Simplesmnete olhei pra um dos espelhos da boite, reparei e resolvi que a partir de então ninguém vai me convercer de que não sou bonita. Tá, não me acho linda, mas tb feia não sou. Sou bem bonita sim. Foi uma olhadela despretenciosa no espelho que me mostrou isso. E tenho dito.

Sábado de samba e muiiiiitttooooo calor!Acho que nunca senti tanto calor em belo Horizonte!
Domingo de Mineirão, vendo o cruzeiro vencer do Flamengo. Tá, ainda bem que não era do Galo, mas minha primeira vez no Mineirão não precisava ser pra ver a vitória da raposa, né? paciência....

Pra tudo se acabar na segunda feira, pés no chão novamente, e as mesmas coisas que me incomodam.
Ainda não sei pq eu me deixo ficar triste por certas coisas, mas acontece...

frase do domingo

Correr das dificuldades é covaria. Correr para as dificuldades é idiotice!

Thursday, November 01, 2007

frase do dia


"O maior perigo para a maioria de nós não é desejar o inalcançável e falhar, mas desejar pouco demais e conseguir" MICHELANGELO
Bem amigos da rede Globo,
Como alguns sabem, andei sendo reepreendida em diversos seguimentos de convívio social por publicações impróprias.
Bom, realmente às vezes tenho que pensar nos tentáculos do respeito ao próximo, como disse há alguns dias.
Bom, lá vou eu criticar virtualmente de novo.
Como alguns sabem, eu trabalho em contato contínuo com uma agencia de viagens que, teoricamente trabalha para facilitar a MINHA vida.
Ok. Precisei programar uma viagem internacional para um dos gerentes aqui do projeto.
Solicitei para a agencia. Eu precisava das passagens e hospedagens em 2 cidades dos EUA e 2 no Canadá. O meu amigo da agência me pediu 3 opções de hotel em cada cidade para ELE escolher!!! E me mandou procurar no google!!! fala sério! Ele eh o agente de viagens... ele me dá opção e eu escolho!! Não é assim não???
Fala sério!O mundo tá perdido!

Wednesday, October 31, 2007

frase do dia - tirada do site www.oqueoshomenspensam.zip.net


Ciúme é tempero... só não pode roubar o sabor da comida...

Tuesday, October 30, 2007

texto de Ântônio Prata, em homenagem ao bolo da Tia Vera


Poucas coisas neste mundo são mais tristes do que um bolo industrializado. Ali no supermercado, diante da embalagem plástica histericamente colorida, suspiro e penso: estamos perdidos. Bolo industrializado é como amor de prostituta, feliz natal de caixa automático, bom dia da Blockbuster. É um anti-bolo.
Não discuto aqui o gosto, a textura, a qualidade ou abundância do recheio de baunilha, chocolate ou qualquer outro sabor. (O capitalismo, quando se mete a fazer alguma coisa, faz muito bem feito). O problema não é de paladar, meu caro, é uma questão de princípios. Acredito que o mercado de fato melhore muitas coisas. Podem privatizar a telefonia, as estradas, as siderúrgicas. Mas não toquem no bolo! Ele não precisa de eficiência. Ele é o exemplo, talvez anacrônico, de um tempo que não é dinheiro. Um tempo íntimo, vagaroso, inútil, em que um momento pode ser vivido no presente, pelo que ele tem ali, e não como meio para, com o objetivo de.
Engana-se quem pensa que o bolo é um alimento. Nada disso. Alimento é carboidrato, é proteína, é vitamina, é o que a gente come para continuar em pé, para ir trabalhar e pagar as contas. Bolo não. É uma demonstração de carinho de uma pessoa a outra. É um mimo de avó. Um acontecimento inesperado que irrompe no meio da tarde, alardeando seu cheiro do forno para a casa, da casa para a rua e da rua para o mundo. É o que a gente come só para matar a vontade, para ficar feliz, é um elogio ao supérfluo, à graça, à alegria de estarmos vivos.
A minha geração talvez seja a primeira que pôde crescer e tornar-se adulto sem saber fritar um bife. O mercado (tanto com m maiúsculo como minúsculo) nos oferece saladas lavadas, pratos congelados, comida desidratada, self-services e deliverys. Cortar, refogar, assar e fritar são verbos pretéritos.
Se você acha que é tudo bem, o problema é seu. Eu vou espernear o quanto puder. Se entregarmos até o bolo aos códigos de barras, estaremos abrindo mão de vez da autonomia, da liberdade, do que temos de mais profundamente humano. Porque o próximo passo será privatizar as avós, estatizar a poesia, plastificar o amor, desidratar o mar e diagramar as nuvens. Tô fora.

Monday, October 29, 2007

de repente...



Sei lá
Tem dias que a gente olha pra si
E se pergunta se é mesmo isso aí
Que a gente achou que ia ser
Quando a gente crescer
E nossa história de repente ficou
Aguma coisa que alguém inventou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um déjà-vu

Sei lá
Tem tanta coisa que a gente não diz
E se pergunta se anda feliz
Com o rumo que a vida tomou
No trabalho e no amor
Se a gente é dono do próprio nariz
Ou o espelho é que se transformou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um vis-à-vis

Por isso eu quero mais
Não dá pra ser depois
Do que ficou pra trás
Agora que já é!
amar=valorizar?

Saturday, October 27, 2007

faltou uma foto, neh?
socos, pontapes, e um otimo almoco com as amigas. O mundo eh muito bom, apesar de dificil.
Cia do boi da pampulha. Hj ate conseguimos equilibrar a conversa. Gargalhadas e conselhos francs. Como amo vcs, meninas! cervejinha, preguica, e daqui a pouco, outras amigas me esperam, muito amadas tb, para um pouco de amenidades.
Todo mundo espera alguma coisa de um sabado a noite.
thais eu te amo

Wednesday, October 24, 2007

“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”
E hoje é só quarta feira hein?
O cheiro é de mudança grande, e eu não sei se isso é bom ou ruim.
Pasmaceira...
O respeito ao próximo tem muitos tentáculos, é verdade.
Abrange o respeito ao próximo do próximo do próximo do próximo...
Não é tão simples assim estar sempre atento.
Esperto, calado e quieto.
o amor cegou-se para mim.
Perdão.
Faltou poesia!

Tuesday, October 23, 2007

última forma

Os leitores mais assíduos devem ter percebido que publiquei e tirei um post, em 24 horas.
Acontece que minha psicanalista disse que posso ter sido um pouco agressiva na minha lista sobre as verdades femininas (que eu não sabia, e que pretendo passar às minhas filhas); disse que os homens da minha vida - pai, irmãos, amor - podem não ter gostado.
Em respeito pois, a eles, retirei meu post, apesar de não achar que tinha intensão nenhuma de ser agressiva.
Depois posso tentar falar do tema de uma outra forma, certo?
No mais, adorei a visita de Tierro.

E no mais no mais, não estou fazendo um estágio e portanto, sem aulas... Isso me deu a chance de ler Grimble pro Rapha, foi bem legal.

(Lipe, volte logo).

Saudade de sete lagoas, das grandonas.Se não tiver churrasco no Alpha, quem sabe esse fds?...
Saudade de mim mesma, mas esse encontro talvez demore um pouco mais. Uma hora chega.

Friday, October 19, 2007

É Xico Sá, tens razão.
Só a Lama cura!

Thursday, October 18, 2007

Wednesday, October 17, 2007


Quero que saibas que me lembro
queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
Pra ser honesto sou um pouquinho infeliz.
Mas tudo bem...

Tuesday, October 16, 2007

e a leseira às vezes volta

No avião, 6 da matina. Poltrona no meio.
Na janela a moça se levanta:"Você pode me dar licença? Preciso ir ao banheiro. Sabe como é né? Estou grávida, toda hora fico apertada!"
Eu não tinha percebido a barriguinha.
Ela vai, e volta.
Com aquele sorriso leve, pouco, sereno e contido. Sorriso de grávida mesmo.
Senta.
Como é bonita, arrumada. Mais ou menos minha idade. Roupas bonitas.Ela tinha tudo. E o principal: grávida. Uns 4 meses.
Claro que me senti uma imbecil quando lacrimejei ao olhar pra aquela barriga, aquela moça cochilando, naquele sono de grávida.
Tive que desfarçar, pra não ser ridicularizada. E pensei: "que merda! essa leseira de novo!"

mais uma de Xico Sá!!


PELA VOLTA DO CAFUNÉ -A CAMPANHA CONTINUA
Dos dengos femininos, ou historicamente femininos, o que mais nos faz falta, é o cafuné.

Nos dias avexados de hoje, não há mais tempo nem devoção para os delicados estalinhos no cocoruto do mancebo. Pela volta imediata do mais nobre dos gestos de carinho e delicadeza. Nem que seja pago, como o sexo das belas raparigas dos lupanares, mas que devolvam vossas mãos às nossas cabeças.

Pela criação imediata da Casa de Cafunés Gilberto Freyre, como me propõe, em sociedade, a amiga Maria Eduarda Risoflora Belém. Ótima idéia a ser espalhada por todo o país. Milhares de casas, guichês, varandas, redes debaixo de coqueiros, sofás na rua... Tudo a serviço dos breves e deliciosos estalinhos dos dedos das moças.

Gilberto Freyre era um entusiasta do cafuné e a ele dedicou páginas e páginas. GF, aliás, escrevia como quem dá cafuné, prosa mole, ritmo dos mais sensoriais. Como também assenta palavras outro Freire, sem o estilingue do Y, o Marcelino de “Contos Negreiros”.

Que machos & fêmeas sejam treinados, em um programa social de emergência, para reaprenderem o hábito do cafuné.

Melhor: que seja feita uma campanha de saúde pública. Ah, quantas doenças de fundo nervoso seriam evitadas, quantos barracos de casais seriam esquecidos, quantos juízos agoniados seriam libertos.

Sem se falar no erotismo que desperta o dengo, como anotou outro sociólogo, o francês Roger Bastide, no seu belo ensaio “Psicanálise do Cafuné”. Pura libido.

Delícia de se sentir; beleza de se ver. O cafuné de uma mulher em outra, ave palavra!, puro cinema, para além muito além do lesbian chic.

Como era comum, na leseira de fim de tarde, nos quintais e nas calçadas.

Ao luar, então, sertões e agrestes adentro, era puro filme de Kurosawa. O resto era silêncio.

Ai que preguiça boa danada, ai que arrepio no cangote, quero de volta meus cafunés.

Viver de brisa, como na receita de Bandeira, numa rede na rua da Aurora, varanda d´Áfricas.

Como pode uma criatura, como esses rapazes de hoje, passarem pela vida sem provar do êxtase de um cafuné?

Pela obrigatoriedade do cafuné nos recreios escolares, nas missas, nos cultos, nos intervalos dos jogos de qualquer esporte.

Não é possível que se condene toda uma geração a viver sem cafuné. Eis uma questão de segurança nacional. Tão importante como aprender a assinar o próprio nome. O cafuné, aliás, é a assinatura em linda e barroca caligrafia de mulher.


*(thiago, até que tens sorte, não?)*

Monday, October 15, 2007


Náuseas são normais nesse mundo de boçais!

Thursday, October 11, 2007

eu tenho febre... eu sei


O lance deve ser mesmo essa pressa sem motivo... Essa pressa de que as coisas aconteçam, de que o tempo passe; pra depois talvez lamentar que o tempo passou.
Desnecessária pressa.

Wednesday, October 10, 2007

china-in-box



Ele toca a campanhia e ela engasga com seu china-in-box. Tinha certeza que ele viria... assim, em plena terça-feira.
Vai ao banheiro, se olha no espelho sem saber porquê. E abre a porta.
Oi!
Oferece o china-in-box e seus palitinhos. Não, obrigado.
Amenidades.
Tantas coisas a dizer e... estão ali, lado a lado, como dois estranhos, vizinhos de pouco tempo, ou coisa assim.
Mas os olhos dele brilham. Esse é o detalhe. Os olhos dele brilham.
Conversa vai, conversa vem, e os olhos dele ainda brilham. Um brilho triste, machucado, mas ainda brilho.
As mãos dela suam, mas ela finge que não. O estômago embrulha, mas ela finge que não. A visão fica turva, mas ela finge que não.
Ele a acha incrivelmente bonita.
Ela pensa:"logo hoje que estou feia".

Silêncio.

E ela pensa:"Por que foi mesmo que eu não te quis?"
Antes de completar o raciocínio.... "pára, paparapapapára... na quatro por quatro o tempo voa. Whisky e energético, quanta mulher boa".
E ele atende o celular: Fala cara!

Bom te ver, até qualquer dia.
China-in-box.

Tuesday, October 09, 2007

AH! OS CAMINHOS TORTUOSOS DA MENTE HUMANA...

perdendo da vida o que tem de melhor



Essa é uma boa hora pra escrever.... mais uma vez esperando um sanduiche ou a psicanalista.
E pensando quais dos meus problemas vou trazer a tona hoje, ou qual deles vou esconder na manga, ou ainda se será mesmo que tenho algum problema.
Mas por enquanto tá valendo a pena, meu bolso chora mas minhas olheiras agradecem.
O fato é que estou agitada, um pouco, e sei exatamente porque, mas não, não vou contar a ninguém. Escolhi que isso não vai tomar conta de mim e não vai. Valerianas e ritmoneurans a parte.

Meu cabelo cheira formol, mas é por uma boa causa.
Meu pai fala que isso mata. Mas cigarro tb mata, e mesmo assim ele fuma há 48 anos! Tá bom, isso foi uma frase imbecil, mas, enfim, estou agitada.
Feriado na praia, as expectativas são boas, principalmente se essa inquietação passar, de hj pra amanhã de preferência (eh fruto da minha cabecinha fértil, ou convivência demais com a janaína, ou o maldito orkut).

Vcs devem estar pensando: "pronto, ela tirou o dia pra escrever coisas sem nexo". Não é isso, mas tb não estou com saco pra me justificar.
Implicante? Q nada.
Fraca, isso que sou.
Mas um dia passa, como tudo.
"Hoje eu só quero que o dia termine bem".

Monday, October 08, 2007

recomendo sempre: acessaí!

http://www.campelog.blogspot.com/

Tuesday, October 02, 2007

Foi outro dia, e nem sei se deveria dizer isso aqui. Até porque o post de ontem ainda está tão quente... mas vá lá.
Minha psicanalista (chique demais isso, não?) me veio com a pergunta mais curiosa, e esperando, creio eu, a resposta mais óbvia: "Daniela, qndo vc se deu conta que homens e mulheres são diferentes? Quero dizer, pensam diferente, reagem de forma diferente diante de um mesmo fato?"

Eu nunca tinha pensado nisso, ou talvez não dessa forma, e ela e eu nos deparamos com uma resposta nada óbvia: "Sei lá, com uns... 19 anos!"

Ela ficou boquiaberta. "Morando a vida inteira com três homens??"

Eu, sem entender nada, respondi: "Talvez por isso??"

Jogamos bem, e rimos. Mas isso explica um bocado de coisa, eu acho. Pelo menos minha falta de paciência com certos lances(em mim), uma falta de aceitação, sei lá... todas essas coisas que a análise "trata" na gente, etc etc...
Num sei se dei muita sorte, ou se sempre fui tapada mesmo... Mas convivi com homens, garotos, tão bacanas na minha adolescência, tão.... Sei lá, talvez até então eu é que pensasse um pouco como esses seres estranhos - os homens.

Ser mulher é bacana, mas qndo eu pensava como eles, acho que eu era mais feliz.

Monday, October 01, 2007

amanhã isso passa



"Me falaram que a da felicidade não pode tomar muito sol e nem receber água
todos os dias, mas precisa de luz e de um pouco de água dia sim, dia não.
Somo a tudo isso beijinhos, carinhos e palavras ditas baixinhas, perto do
caule. Outro dia cheguei ao cúmulo de ninar o vaso, o que meu deu uma
baita dor nas costas considerando que a planta, contando com toda a terra,
deve pesar uns 18 quilos.
A comigo ninguém pode é cheia de querer se esconder. E eu respeito isso.
Um pouquinho só de sol que recebeu, em uma das folhas, queimou.
Conversei com ela ontem, daquele jeito humilde que ela gosta: de joelhos e
preocupada. Agora ficou tudo bem, sei disso porque ontem nasceram duas
novas folhinhas. Fiquei tão feliz que cantei uma música para ela. Das minhas
filhas ela é a menos meiga, mas a mais corajosa. Tenho uma sensação boa de
que me protege de alguma coisa ruim. Dessas coisas ruins que a gente nem
sabe explicar o que é, mas entram por baixo de nossas portas.
Minha cachorra odeia abraço. Mas o que eu faço se sou a pessoa mais feliz
do mundo quando ela junta as patinhas atrás do meu pescoço e deita a
cabeça no meu ombro? Eu fecho os olhos e imagino que em vez de um
cachorro é um nenê lindo usando uma roupinha felpuda. Mas logo um latido
ou mesmo uma ameaça de mordida defensiva me tiram a ilusão e volto a me
sentir uma idiota: que porra ta acontecendo comigo?
Ontem terminei um projeto longo, daqueles que a gente fica meses parindo.
A sensação foi incrível. Cada folha que saia da impressora era mais um
pedaço do DNA criativo do meu filho. Juntei todo o trabalho e, quando dei
conta do que estava fazendo, percebi que estava sentindo o cheiro da nuca
das folhas sulfites. Só faltava bater nas costas do papel “chamequinho” pra
ver se ele arrotava. Bizarra. Tati, você anda bizarra.
(...)

Caguei para todos os homens do mundo que querem me pegar sem rastros.
Nem ligo também para os que querem me amar por uns 10 anos até me
darem um filho.

Eu quero um filho AGORA. Por isso me lixei para todos os
homens do universo. (...)

Já faz meses que não vou a festas, baladas ou coisas do tipo. Paro em frente
as festas e penso: e por acaso pega bem a uma mãe de família, a uma mãe de
recém nascido, a uma grávida de sete meses, pegar essa fila cheia de gente
ensebada e entrar nesse inferninho para ficar a noite inteira me esfragando
em desconhecidos para tentar me locomover? Claro que não! Aí dou meia
volta pra casa. Aí chego em casa e fica esse vazio. Não tem filho nenhum nem
dentro de mim e nem fora de mim.

E caio na risada, depois caio no choro: que porra é essa que ta acontecendo
comigo? Eu lá quero filho agora? Óbvio que não. Ainda sou tão nova, ainda
tenho tantas viagens para fazer, tantos garotos para namorar, tanto dinheiro
para ganhar, tanto trabalho a fazer.
Óbvio que não quero um filho agora.

Segundos depois acho tudo um lixo. Essas roupas modernas, esse dinheiro
guardado, esse dinheiro torrado em roupas modernas e viagens modernas.
Esses amigos blasés, esse mundinho das festinhas e baladas. Esses garotos
pra namorar e o buraco oco que fica depois. Todo e qualquer trabalho jogado
no mundo, sem uma única pessoa pra assistir comigo o meu sucesso ou o
meu fracasso e simplesmente sentir amor. Tudo lixo. Lixo. Lixo.

Eu só queria uma família. Essa é a verdade. Uma família minha, construída
por mim. Cansei de todo mundo e de todos os lugares. Cansei de ser menina,
adolescente, jovem. Eu só quero ser mulher, mãe.
Cansei de conquistar os vapores podres que deixam marcas que
ninguém vê mas voltam como fantasmas que fedem.
Cansei de tudo que não fica, que não engorda, que não frutifica, que não continua. Cansei de fechar a porta sabendo que é mais uma porta que não se abre. Cansei de perder aos poucos a pureza e ganhar aos poucos desespero.

O relógio biológico, como dizem, bateu. E isso é bizarro, é engraçado, é
louco, é assustador. E eu se fosse homem correria 100 metros rasos de mim.

Mas ainda mais bizarro, penso cá eu com meus hormônios que não me
deixam pensar, é se assustar com um pedido tão simples da vida: mais vida.
E volto a olhar minha barriga seca no espelho e a me perguntar: eu queria
tanto o mundo fora de mim, por que agora quero tanto o mundo dentro de
mim?"

Monday, September 24, 2007

observações da hora do almoço.


Adoro ser bem atendida!
(Almoço rapidim no light life, rua Inconfidentes quase esquina com Paraíba - savassi)

Wednesday, September 19, 2007



Só não sei mais o que faço com essa secura
Dias sem balanço e melodia
Noites sem lua e poesia.

Essa ilusão que vai e volta
De uma vida aconchegante.
eu só queria ser como vocês...

Tuesday, September 18, 2007

calças caindo



Estava procurando alguma bobagem (nos meus arquivos de bobagens escritas por essa escritora medíocre que vos fala) para publicar, e mais uma vez constato essa minha eterna falta de assunto.
Não consigo contar piadas nem poesiar... será que meus dias andam tão desinteressantes assim, ou sou eu?
Bom, chega de reclamação.

Eu e Felipe tivemos bizarras e impublicáveis idéias para o niver de 60 anos do papai. Tomara que consigamos colocar algumas em prática, hehehe...

E por enquanto...

Monday, September 17, 2007

... Há meses que fazem chuva, semanas que fazem sol. E dias que tanto faz..."

Wednesday, September 12, 2007

perdoem o Ctrl C Ctrl V


O controle-remoto.
De Leo Jaime.

Há um certo tipo de motorista que todos conhecem: agoniado, não pode
esperar um segundo; não cede a vez e parece estar com o pai na forca, ou com
a mulher parindo no banco de trás. Fico imaginando enredos para as pessoas
que vejo passando e que me chamam a atenção, mas para esse personagem só
imagino uma história: essa pressa toda servirá para que ele chegue uns 3
minutos mais cedo em casa; estressadão. Somos o que somos quando ninguém nos
olha. E o anonimato que o interior de um carro nos proporciona pode revelar
uma grosseria velada e contundente.
Uma vez em casa, se o tipo for um homem - e em geral o é - o destino é
certo: vai para o sofá. O sofá é o Éden, o paraíso conquistado pelo
competitivo homem moderno. Dono do seu território, carregará como símbolo de
seu poder, à guisa de cetro, o controle-remoto. E é por essa patética cena,
o pequeno reino e seu cetro mágico, que este pobre homem há de aporrinhar
todos no trânsito. Abro parênteses para mencionar isso: - não há nenhum
impropério mais apropriado para rusgas no trânsito que o publicável e
familiar ³palhaço!². Fecho parênteses e inicio outro parágrafo. Ponto.
Quando reconheço um destes tipos na academia, penso logo: - ³esse cara
está levantando cem quilos aqui e quando chegar em casa vai usar o
controle-remoto² . Ora, e é isso o que eu quero dizer: - o controle não é
uma comodidade, é um símbolo de poder. Este cidadão que quer perder peso e
ficar em forma não deveria evitar um exercício moderado e gratuito. Sim, mas
ele não pode dispensar, também, uma chance destas, de se sentir o tal, o
bonitão da bala Chita.
Seu poder será exercido em cima de uma só pessoa: a mulher. Os filhos,
se houver, estão liberados para ver TV no quarto, mas a mulher não pode
arredar pé. Ele chegou, está no sofá e lá, até que ele comece a roncar, é o
lugar dela. Oras! A opção é negociar a novela por uma salubérrima tromba, já
que ele quer assistir à quinta versão das mesmas notícias em outro canal.
Quando começar um filme, ele pulará em cada comercial para uma seção de
zaping. E demorará muito mais tempo que o do intervalo no filme. Você vai
perder umas cenas e ele não vai se tocar. Ele está ziguezagueando,
ultrapassando os canais, como faz no trânsito. E
assistirá a TV com o controle na mão, editando as cenas de acordo com o
próprio interesse, e te deixando cada vez mais furiosa. Se é que você tem
um desses em casa.
Esta é a última instância do ancestral poder machista. Você precisa
fazer alguma coisa, imediatamente. Ele precisa saber dos seus gostos, das
suas vontades, e deixar você ficar com o controle um tempo para observar
onde sua mente passeia.
Se você fizer uma analogia de tudo o que apontei aqui, e acrescentar
além de trânsito e TV, o que acontece no quarto, poderá ter boas surpresas.
Há no controle-remoto, mesmo com as pilhas já cansadas, um remoto controle.


Leo Jaime é cronista do Blônicas.

Tuesday, August 28, 2007


Acontece que estou por aqui, a esperar um sanduiche ou a analista.
Sem voz, mas eu acho que foi praga, se é que isso existe. Um dia conto.
Hoje rolou uma simulação de incêndio no trabalho. Básica, e sem bombeiros =p
Acho que vou cortar o cabelo.
Tesoura do desejo, desejo mesmo de mudar.

Wednesday, August 22, 2007


O mundo é grande
Para nossos
desencontros
A arte é longa
A vida breve
e fim


Mas como pode um mar assim tão grande
Caber num mundo tão pequeno assim
Meu violão não pesa muito
Carrega tantas canções
Fico pensando se um amor dos grandes
Pode habitar pequenos corações

Meu sapato carregado de distâncias
O meu chapéu de sonhos sem fim
Fico pensando e por mais que eu ande
Eu não consigo me afastar de mim

Fico pensando um mar assim tão grande
Caber num mundo tão pequeno assim.

Friday, August 17, 2007

Monday, August 13, 2007

poema à vida.

Dialética

É claro que a vida é boa
E a alegria única e indizível emoção
É claro que te acho linda
E em ti bem digo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
...
Mas, acontece que sou triste.

(vinícius de moraes)

Tuesday, August 07, 2007




Deixo tudo assim
nao me importo em ver
a idade em mim
ouço o que convém
...
eu gosto é do gasto

sei do incomodo
e ela tem razão
quando vem dizer
que eu preciso sim
...
de todo o cuidado

E se eu fosse a primeira
a voltar pra mudar
o que eu fiz
quem então agora eu seria?

Não importa
O que eu não fui eu não vou ser
da próxima vez não vou deixar
a vida passar

Deixo tudo assim
nao me acanho em ver
vaidade em mim
eu digo o que condiz
...
eu gosto é do estrago

Sei do escândalo
e eles tem razão
quando vem dizer
que eu nao sei medir
...
nem tempo e nem medo

E se eu for a primeira
a prever e poder
desistir do que for da errado

Ah! ora se nao sou eu
quem mais vai decidir
o que é bom pra mim
dispenso a previsão

Ah! se o que eu sou
é tambem o que eu escolhi ser
aceito a condição

Vou levando assim
que o acaso é amigo
do meu coração
quando falo comigo
quando eu sei ouvir
...E eu que já não sou assim, muito de ganhar, junto as mãos ao meu redor, faço o melhor que sou capaz só pra viver em paz. ...

Monday, August 06, 2007

Sempre não é todo dia


"Eu hoje acordei tão só. Mais só do que eu merecia.
Olhei pro meu espelho e: RÁ!!! Gritei o que eu mais queria.
Na fresta da minha janela raiou, vazou a luz do dia.
Entrou sem me pedir licença querendo me servir de guia.
E eu que já sabia tudo das rotas da astrologia.
Dancei, e a cabeça tonta, o meu reinado não previa.
Olhei pro meu espelho e: RÁ!!!!
Meu grito não me convencia.
Princesa eu sei que sou pra sempre.
Mas sempre não é todo dia.
Botei o meu nariz a postos
pro faro e pro que vicia.
Senti teu cheiro na semente
que a manhã me oferecia.
Eu hoje acordei tão só mais só do que eu merecia
Eu acho que será pra sempre
mas sempre não é todo dia."

Friday, August 03, 2007

muçulmanas e blá blá blá

Antes de qualquer coisa é bom confessar: Não entendo nada de islamismo, corão ou muçulmanos. É vergonhoso, sim, mas entendo gotas disso.
Acontece que agora estou estudando a noite e, ontem, depois de 40 minutos num ponto de ônibus congelante, pensando "onde eu estava com a cabeça até hoje que não dei um jeito e comprei um carro?", cheguei na minha longínqua e quentinha casa. Lar, doce lar.
Sono? Sim. Mas fome.
E tomando uma canja (!!!!!) liguei a TV. Mesmo para dormir é preciso um relax antes, certo?
Rolava um programa bacana na Futura, que eu não faço a mínima idéia do nome, mas que parecia ser de entrevistas, e na ocasião passava uma com garotas muçulmanas da Malásia. Muito legal.
E entre outras coisas trataram do uso do véu.
Eu nunca imaginei que conseguiria ver sentido em usar um véu na cabeça vida a fora, mas achei interessante.
Entre outras justificativas, o uso do véu simboliza a proteção da mulher. Se há uma mulher em um recinto, essa presença é respeitada. Há um diferencial. E o véu simboliza isso. (Meu lado romântico achou isso uma gracinha).
Outra fator é para que a mulher não fique atraente demais, fazendo com que o homem se interesse por sua cultura e inteligência.(meu lado feminista tb curtiu).

...

...

Bom, não há nada a declarar sobre isso. Só achei bacana =P

é o que tem p'ra hoje

"...Mas no meio do caminho se é muito feliz..."

Wednesday, August 01, 2007

atenção: essa mercadoria tão cara e tão em falta no mundo de homens e mulheres.

Monday, July 30, 2007

ando tão a flor da pele/ que qualquer beijo de novela me faz chorar


Li esses dias, numa reportagem sobre romantismo, um depoimento de uma pessoa que se julgava muito mais princesa Fiona que Julieta de Shakespeare, e me identifiquei.
Invejo essas mulheres ultra-independentes, que trabalham com mil coisas e no fim do dia querem apenas dormir, ler um livro, SOZINHAS.
Invejo muito essas mulheres ríspidas e sem romantismo dos dias de hoje, que não fazem a mínima questão de um cobertor de orelha.
Não que eu me considere dependente de algo ou alguém; não levo o mínimo jeito pra Julieta, e acho bem brega esse lance de morrer por alguém; mas sou romântica, bem do jeito Fiona mesmo. Defendo o príncipe de qualquer coisa, e me importo mais em viver bem com meu amor do que com a estética das coisas.

Por mais que eu trabalhe, estude, tenha amigos, saia, tenha família, lave roupa, leia, escreva para o blog, de gargalhadas com a lua, chore no banheiro e mil coisas... Não dá! Preciso de abraço, de manha, de dengo, de beijinhos e carinhos sem ter fim!
Creio que isso seja uma questão de evolução da espécie. Mas como ainda tenho sisos e apêndice, fiquei para trás nessa também.

Mas vale fazer um esforço.Quem sabe com o tempo... Ou vou me dar muito mal nesse mundo tão moderno.

Friday, July 27, 2007

Boa Antônio Prata!

"Tem coisas que, com alguma sorte e boa vontade, a gente aprende na vida. A dizer não, a dizer sim, a fazer arroz, feijão e as pazes com amigos. Aprende também a mandar uns folgados plantar batatas, aprende que a capital da Suécia é Estocolmo, que a estrada para o Rio é a Dutra e para Ubatuba é a Ayrton Senna. Mas o que fazer quando a gente ama muito uma pessoa, como falar “oi, tudo bem, e aí, beleza?”, sem achar que está babando ou tremendo ou falando coisas desconexas como “mostarda bla bla bla Comandatuba tiros flops?”, isso a gente morre sem saber."

Mas cá entre nós, se isso num rola a vida fica tão sem graça... E tão real.

Monday, July 23, 2007

e por falar nisso

"O sucesso do casamento requer algo mais importante do que encontrar
a pessoa certa: é ser a pessoa certa."
Constâncio C. Vigil

Wednesday, July 18, 2007

Parte I

Acontece nas melhores famílias...
Você pensa que não, que é só com os outros, que nunca vai acontecer com você, e de repente, chega aquela pessoinha tão conhecida, com a cara mais lavada do mundo, e te dá a notícia bombástica! Vc fica meio zonzo no começo, é comum, mas depois... fazer o quê? resignar, conformar, sei lá!
Você tem certeza de que não foi à festas suficientes, nem a cinemas, nem passou suficientes noites em conversas sem fim!
Mas o que foi, foi, o que não foi, já era! E não há como reclamar!

Eu resisti bravamente até agora, mas não consigo resistir em escrever sobre O CASAMENTO DA MINHA MELHOR AMIGA.
Sim amigos!! Minha vez de sofrer desse mal.
Comemora-se, parabeniza-se... mas... Não é fácil engolir aquela postura sóbria que aquela moleca assume de uma hora para outra. Como assim?
Faltam muitas feirinhas, lanches, telefonemas, boates então??? E viagens? Faltam muitas...
Bom, mas enquanto eu tento digerir esse fatídico epísódio da minha vida... vou contando pra vocês o meu penar.
E por hoje é só, que só a divilgação dá notícia já abala as estruturas!

Ps.: Tem suas vantagens... madrinha pela primeira vez =)

Friday, July 13, 2007

implicante!!!!!


Hoje eu levantei com sono com vontade de brigar
Eu tô manero pra bater pra revidar provocação
Olhei no espelho meu cabelo e tudo fora do lugar
Vê se não enche não me encosta
Tô bravo que nem leão
E não pise no meu calo que eu te entorno feito água
E te jogo pelo ralo
Hoje você deu azar
Hoje você deu azar


Hoje eu vou mudar o teu destino
Te passar num pente fino
Então desfaça sua trança
Eu que sou tão inconstante
E você tão permanente
Com a gente tudo enrolado
Não adianta creme rinse
Corta as pontas da sua mágoa
Que hoje eu tô meio implicante
Hoje você deu azar
Hoje você deu azar

De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça

Monday, June 25, 2007

gota


Me encontrou... eu era virtual
Me fez real
Realidade nua a crua
Me fez sã
Me fez sua
(05-06-07...)

trabalho infantil

Pois é, pessoas... estou aqui no meio de uma palestra sobre "trabalho infantil" e resolvi passar por aqui e pedir aos meus fiéis leitores que não deixem de visitar esse humilde sítio.
Sei que ando muito pouco criativa, e que não tenho escrito muito, mas como eu sempre digo: "vai melhorar".
Tenho corrido um pouco, pra variar, com o final de semestre. O pior é que o curso é fácil... se eu fosse um pouquinho mais organizada eu não passaria tanto aperto. Mas isso vai passar tb.

Vou tentar por mais fotos e escrever mais... mas não me abandonem... heeheh

Beijos a todos!

Tuesday, May 15, 2007

chato não??

Tuesday, May 08, 2007

foi assim...

tinha começado o jogo GALO X CRUZEIRO e eu perambulava por BH.
do outro lado da rua tinha um bar, e eu observava de longe.
De repente algumas pessoas levantaram, mas a maior parte ficou sentada mesmo. Bateram palmas cordialmente por poucos segundos, e e voltaram à calmaria normal.
Pelo ânimo pensei: "droga, Gol do Cruzeiro!"
Tirem suas proprias conclusões.

Thursday, May 03, 2007

03 de maio - ana ordine

Aquele papel que sempre enceno
aquele teatro repetidamente montado
Aquelas palavras já decoradas
Aquela sensação de que o mundo está parando num escuro infinito
Aquele velho consolo de que tudo vai melhorar
Aquela sonora e ecoante gargalhada do destino
Tudo isso se fez presente um dia desses
Num desses sonhos ruins
De uma dessas pessoas arruinadas que perambulam por aí
Foi cinematográfico... a voz seca do outro lado do telefone
Repetindo os mesmos verbos do passado
No mesmo tom de voz monocordial
deste lado... o corpo em chamas tomba pelos abismos da sala em uma taquicardia
Não acreditando e tocando os móveis que se tornavam etéreos
Se sufocando em palavras das mais sinceras e fortes
Desnecessário... desnecessário... totalmente desnecessário.

Thursday, April 12, 2007

winner!

Se existe uma pessoa no mundo que eu realmente me sinto bem em conversar é o meu primo Gustavo.
Sério!
Ele mora em Niterói, e nos poucos momentos em que estamos juntos, a conversa flui de maneira singularmente agradável.
Nós não temos aquela amizade de ligar sempre, ou entrar em frisson pela possibilidade de um encontro. Simplesmente jogamos uma conversa fora quando aparece um tempo... Ali, enquanto o almoço fica pronto, a caminho da locadora ou nos últimos dez minutos antes de nos recolhermos.
Fato: Gustavo é o cara.
O melhor papo do mundo, sem ser nada de outro mundo.
Inteligente e culto, sem ser pedante. Engraçado e informal, sem ser patético.
Nossa conversa acontece!
Podemos tratar os assuntos mais sérios e os mais corriqueiros.
Não é aquela pessoa informada demais, teórica demais nem profunda demais, a ponto de me fazer sentir uma loira burra diante de seus comentários.
Nem é aquela pessoa informada de menos, teórica de menos e completamente superficial, a ponto de me fazer sentir um gênio intolerante.
Gustavo é equilíbrio.
Sabe essas pessoas que sabem te escutar com total atenção, sem fazer dessa atenção um silêncio mórbido?
Naturalmente, suas colocações chegam nas horas mais certas.
Com ele aprendo o tempo todo, sem que me sinta uma tola.
As esclarecedoras palavras dele, posso ouvi-las por horas sem me cansar.
Vale ainda dizer que não é desses colóquios envolventes demais, de brilhar os olhos.
Esses são viciosos, e quando a conversa deixa de ser mágica, estar com aquela pessoa já não faz nenhum sentido.
Gustavo não é demais, nem de menos.
Lembra da minha história de ilha deserta? Não me arriscaria a tanto.
Mas em tempos de caos aéreo e intermináveis horas no aeroporto, penso sempre nos perfeitos, curtos e incansáveis papos com o Guga.

Wednesday, April 04, 2007

música q canto pra mim

Put Your Records On
Corinne Bailey Rae
Three little birds, sat on my window
And they told me I don't need to worry.
Summer came like cinnamon ,so sweet,
Little girls double-dutch on the concrete.

Maybe sometimes,
We’ve got it wrong, but it's alright.
The more things seem to change,
the more they stay the same.
Oh, don't you hesitate.

Girl, put your records on,
tell me your favorite song.
You go ahead, let your hair down.
Sapphire and faded jeans,
I hope you get your dreams.
Just go ahead, let your hair down.
You're gonna find yourself somewhere, somehow.

Blue as the sky,
sunburnt and lonely.
Sipping tea in the bar by the road side.
(just relax, just relax)
Don't you let those other boys fool you.
Gotta love that afro hairdo.

Maybe sometimes,
we feel afraid, but it's alright.
The more you stay the same,
the more they seem to change.
Don't you think it's strange?

Girl, put your records on,
tell me your favorite song.
You go ahead, let your hair down.
Sapphire and faded jeans,
I hope you get your dreams.
Just go ahead, let your hair down.
You're gonna find yourself somewhere, somehow.

Just more than I could take,
pity for pity's sake.
Some nights kept me awake,
I thought that I was stronger.
When you gonna realize,
that you don't even have to try any longer?
Do what you want to.

Girl, put your records on,
tell me your favorite song.
You go ahead, let your hair down.
Sapphire and faded jeans, (Sapphire and faded jeans)
I hope you get your dreams.
Just go ahead, let your hair down.
Oh, You're gonna find yourself somewhere, somehow

Monday, April 02, 2007

pensamento do dia para celebrar a minha volta.

Todos os homens são iguais.
ENTÃO POR QUE DIABOS NÓS ESCOLHEMOS TANTO???

Saturday, February 03, 2007


Maybe he's not much, just another man
Doing what he can
But what does she care?
When a woman loves a man
She'll just string along
All through thick and thin
Till his ship comes in
It's always that way
When a woman love a man
She'll be the first one to praise him
When he's goin' strong
The last one to blame him
When everything's wrong
It's such a one-sided game that they play
But women are funny that way
Tell her she's a fool
She'll say yes, I know
But I love him so...
And that's how it goes
When a woman loves a man...

A palavra certa... que faça o mundo andar!

Thursday, February 01, 2007

Poema de nome feio

É pisar numa grade solta...

É meter a mão na gaveta

Sabendo que o fundo é falso

É a corda bamba

O asfalto esburacado,

Na chuva, no escuro...



É o torpor, andar em linha reta

Depois de um banho de vinho

É saber que o seu Luis XV

Está prestes a quebrar o salto

É pular do trampulim

E temer a piscina vazia



É a calça branca

Num dia de regras

Um pequeno grão

Preso no ohashi

O hesitar...

Em cada suspiro

...


O inseguro é uma merda!

Tuesday, January 23, 2007

É que tem hora que cansa... cansa mesmo.
Nadar cansa, priciplamente qndo é contra a maré.

Cansa lutar contra... a favor tb cansa.
cansa não saber o que fazer... o saber, e não fazer.
Cansa fazer dar certo, forçando mãos e pés. Cansa mesmo, vcs sabem.

Dar murro em ponta de faca cansa tb.
E fingir então??
Ô, como cansa!!
Insistir... até pedir aos céus paciência, tem hora que cansa!

Mas ainda bem que existe o sono. O sono do corpo, o sono da alma, e
pq não?
O sono das aflições.

E a gente acorda meio zonza, besta, descansada...
e pronta pra lutar em vão de novo!

Wednesday, January 17, 2007

parte de parte de carta....

...o tempo enfraquece os laços. A ausência apaga as luzes quando o último sai. E é ali, naquele escuro, que termina um amor...
Sozinho.

Wednesday, January 10, 2007

Socorro!
De Nelson Botter.



Ano novo é uma maravilha mesmo. Todo mundo diz que agora vai, dá-lhe mudanças, tudo em ritmo do sambão entoado pela Simone e Beth Carvalho, na vitrolinha de 33 rotações, LP de 1976, e depois pra rebater vem o Rei, aquele das madeixas encaracoladas e do medalhão no peito, confirmando tudo, com sua canção que ecoa: “... daqui pra frente, tudo vai ser diferente...”.



Enquanto os fogos explodem, as pessoas se abraçam, riem, choram, cantam, beijam, fazem mil e uma simpatias, aproveitam a muvuca pra sumirem com a cunhada, bebem toda a cidra sozinhos, choram mais um pouco e prometem, prometem, prometem... e como prometem! Se promessa pagasse imposto nessa época do ano, o governo já garantiria a verba anual pra pagar os 91% de aumento do congresso e mais bônus por projeto não analisado, não votado e não aprovado.



No dia seguinte vem a ressaca, não só a etílica, mas também a da lista de tarefas para o ano. Dá-se conta de que o check-list é gigante, metade das promessas já se perdeu na bebedeira, foi privada abaixo, e a outra metade é praticamente inatingível. Daí chega-se à conclusão que novas promessas terão de ser feitas, a lista precisa ser revisada, e a primeira de todas é proferida ainda no caótico trânsito da estrada, na hora de voltar para casa: “Nunca mais passo reveillon na porra da praia”. É igual àquela galera que ainda tomando glicose no pronto-socorro promete nunca mais colocar uma gota de álcool na boca. Ano que vem você estará lá de novo, rolando na areia e segurando o franguinho, não tem jeito. Xiii, o franguinho? Lá se vai a promessa da dieta equilibrada...



E depois de 7 horas na estrada, você chega em casa e liga a TV. O pior vem agora, lá está o messias do povo, discursando para uma multidão em Brasília. O que leva alguém até Brasília para assistir a cerimônia de (re)posse do presidente? Só pode ser claque, não é possível... mas, pensando melhor, se foi possível o messias ganhar novamente, logo é provável que aquele povo todo esteja lá por livre vontade mesmo. O Circo Brasil não cobra ingresso, pelo contrário, paga pra você assistir. Entre na lista do Bolsa-Voto ou qualquer coisa do gênero. Tem cidade sobrando emprego, sem mão de obra, pois quem trabalha perde o direito de ganhar um tutuzinho na maciota. É sério, quer dizer, é risível.



Enquanto o presidente discursa, inventando uma nova língua portuguesa, os outros abaixam a orelha. E até ele faz suas promessas de ano novo. As mesmas de quatro anos atrás, afinal as promessas são sempre as mesmas, seja a de não passar mais reveillon na praia ou seja a de erradicar a fome no país. Fome Zero, País Zero, Governo Zero, e por aí vão os zeros... sempre à esquerda.



Enfim, terminadas as festas descobrimos que é isso aí, quem faz um ano ser bom ou não somos nós mesmos. Ainda bem. Já pensou se dependesse do Clô (que agora vai costurar em Brasília) ou do presidente-messias e sua terra “prometida”? Como diria Inri Cristo: “Valha-nos, oh Paaai”. Portanto, prometa menos e faça mais. Já é um bom começo para este novo começo... e olha que 2007 promete, hein!

Tuesday, January 09, 2007


"Caim, onde está teu irmão Abel?
Perante a voz do Sem-Fim
Treslouca-se o homicida-réu

Mas o sangue de Caim
Será o sangue em Abel
Céu na Terra, na terra do céu

O rangido de dentes
Se aquieta sob um teto
Serao parentes, parturientes
Feto

Pelos laços fraternos
Deus reconcilia, asserena
Os desafetos no altar da família

Pai, Mãe
Irmão
Coração em pedaços
Cativa, partilha e cria
Laços

Um vagido corusca o luto
E a treva se reluz

Bendito é o fruto do vosso ventre
Jesus
Do vosso ventre
Ventre de Jesus..."

Saturday, January 06, 2007

diga que eu sou um pássaro....

http://www.youtube.com/watch?v=Q0Au63_cJjI&mode=related&search=notebook

Tuesday, January 02, 2007


Dorme o sol à flor do Chico, meio-dia
Tudo esbarra embriagado de seu lume
Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia
Só vigia um ponto negro: o meu ciúme

O ciúme lançou sua flecha preta
E se viu ferido justo na garganta
Quem nem alegre nem triste nem poeta
Entre Petrolina e Juazeiro canta

Velho Chico vens de Minas
De onde o oculto do mistério se escondeu
Sei que o levas todo em ti, não me ensinas
E eu sou só, eu só, eu só, eu

Juazeiro, nem te lembras dessa tarde
Petrolina, nem chegaste a perceber
Mas, na voz que canta tudo ainda arde
Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê

Tanta gente canta, tanta gente cala
Tantas almas esticadas no curtume
Sobre toda estrada, sobre toda sala
Paira, monstruosa, a sombra do ciúme

Feliz 2007


obrigado Meu Deus por mais este espantoso
dia: pelos saltitantes e virentes espíritos das árvores
e um azul autêntico sonho celeste, e por tudo
o que é natural o que é infinito o que é sim

e.e. cummings

Tuesday, December 26, 2006



NATAL TEVE BÃO!

Wednesday, December 20, 2006

frase do dia

"É difícil acreditar que um homem esteja dizendo a verdade
quando nós mentiríamos se estivéssemos em seu lugar"
H. L. Mencken

Monday, December 18, 2006

frase da semana + foto dum antigo "ensaio"


"Grande parte das pessoas pensa que está pensando
quando está meramente rearranjando seus preconceitos"
William James

Wednesday, December 13, 2006

pés suspensos

Pés suspensos
April 19th, 2006

"ela chega em casa
e os dedos descansam-cansam no teclado preto,
esperando um pouco dele
invadir o quarto amplo
e pousar nos seus cabelos,
colo, ombro e rosto quietos.
ele coleciona cartas dela
e ela coleciona calos nos dedos de escrever
e de fingir, nas linhas conhecidas,
que a saudade é bem menor
do que a que realmente sente.
os dias sem ele são
assim-assim,
cheios de clichês repetitivos,
de sopa, livros e cigarros,
fumados até queimar a boca,
manchar os dentes
e fazer arder os olhos.
ela trocaria todo esse horizonte conhecido,
mar-sol-brisa,
pelo jardim-cinza-concreto
da casa nova dele,
dos rostos-caricaturas,
da velocidade e do anonimato.
ela trocaria os pés no chão,
pelos pés no alto,
equilibrado em linha e céu,
sem colchão inflado para aparar a queda.
ela rabisca vida nos cadernos novos,
enquanto espera impaciente
pelas linhas de suas mãos,
pela certeza de sua boca,
pelo abraço confortável,
pelas palavras sinceras,
certas
e necessárias".

-Janaína Calaça -

Monday, December 11, 2006

Tuesday, December 05, 2006

Thursday, November 23, 2006

"O que me tranqüiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta. O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete. Tudo o que existe é de uma grande exatidão. Pena é que a maior parte do que existe com essa exatidão nos é tecnicamente invisível. O bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas. Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição. "
Clarice Lispector

Wednesday, November 22, 2006

eh melhor ser alegre que ser triste/alegria é a melhor coisa que existe/ é assim como a luz no coração....


fim se semestre, vcs sabem como é...
ai ai....
mesmo assim, não me custa nada por fotos dos lindos por aqui!

Thursday, November 16, 2006

Wednesday, November 08, 2006

mais ou menos isso


"Amigo é aquele que sabe tudo de ti; e ainda assim te quer bem!"

Monday, October 30, 2006



TRIPA DE LERÉIA
Pagã triste sem flores no regaço
Um dia, (pode ser que esteja chovendo)
Eu vou te contar
Da náusea que eu sentia
Da febre que me ardia
E de todas as vezes que vomitei a flecha preta do ciúme.

É irônico, eu sei
Era pra ser o multiplicador do amor
Mas foi ela mesma quem me contou
Daquela atriz dizendo
Que tem hora que a gente não dá conta mesmo
Tem hora que a gente afrouxa...

É irônico, eu sei
Ela me disse há mais tempo
E eu achei que já sabia
Que nada!
Fui saber depois
Dessa fraqueza nossa de cada vida
De cada dia

E ela dizia: “Mas você o ama!”
E ela gritava: “Mas você o ama?”
E naquele apelo amoroso
Meus ouvidos só sentiam
A canção lúgubre que pairava
Pela sala, pela estrada
O piano seco do ciúme.

É irônico, eu sei
Se eu estivesse aí onde esteve você
Se sentisse as flechadas tantas que levou
Morta eu jazia, há tempos.
Mas não há jeito
Eu me via, bem ferida na garganta.

Um dia (pode ser que anoiteça) eu vou te contar
Das quantas vezes que minha cabeça rodava
E do quanto eu nadava
E da correnteza que você era a meu favor
Mas ela disse, ela mesma
Que tem hora que a gente não dá conta mesmo
E eu já havia te dito: “Eu não sei lidar”.

...

E foi então que Bentinho esteve lá em casa
Sentou ao meu lado, bateu em meu joelho
Disse: “eu te entendo, minha filha”
(E talvez eu já fosse, então, louca)




Eu já sabia de tudo
Você não precisava confirmar
Eu queria ficar longe
Eu queria ir pra casa
E a cada vez que eu vomitava
A flecha preta do ciúme
Mais ainda eu queria me afastar
De vocês dois...


...

Acontece que eu criei
Uma mania bem estranha
Um jeito estúpido
De só aceitar a condição
De ter você só pra mim.

Eu sei, não é assim
(e como ser?)
Mas quando eu me debruço naquela janela
Eu começo a fingir
(Na hora)
E rir...

Acontece que virá esse dia
(pode ser que o sol nasça e a gente não veja)
E eu vou te contar
Que eu sempre soube que era um doce te amar
Mas eu provei do amargo de te querer pra mim.
Não era pra ser, eu vou te contar isso também
Que eu nunca duvidei
Você imaculado
O quanto disso que eu já sei.



Mas eu tinha que abrir mão de alguém
E sem ela não dava
Sem você não deu.




É irônico, eu sei
Porque você ainda está aqui
No charuto, ou na cerveja de Aladim
Na boca, no pircing
Na asma, no murinho
Nos gatos, nos terços, nas terças
(nas segundas não)
Nos momos, nas mamas




Eu me debati, te bati
Virei do avesso, e te cuspi
Saí de mim mesma
E você continua aqui
Nas paredes (quaisquer)
No vento que entortou a flor
Nos cheiros, nos livros, nos sonhos
(e às vezes bate um frio, mas é o mundo que anda hostil)
Nas esquinas, nos parques
Nas sedes, nas borboletas amarelas (dessas comuns)
Na maneira de passar o copo de vinho.

!

Acontece que eu vou te contar
E quando eu falar e chorar
(E quando eu tiver fé e vir coragem no amor)
E te lembrar da estranha maneira
Que você chegou sorrindo
Como se fosse a primavera
E eu morrendo
E quando eu cantar
(Na minha voz que ainda arde)
E murmurar que tudo ainda é perda
Que tudo quer buscar
Ninguém dirá que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Mas você já estará surdo
(de mim).

E no afã de te contar
Das coisas mais lindas que eu conheci
Que reconheci minhas cores nelas quando te Vi
De fazer você enxergar
O amor que ainda há
Num golpe de pincel
Vou pintar em tela grande
Com meu sangue, seu giz, e bronze
Tudo aquilo que era pra ser, e não foi
( é possível tentar o pneumotórax?)
Vou pintar, com suas barbas e cabelos
Um barco a desaguar
O começo do fim
Pra te mostrar que ainda é
Pra te lembrar que o amor é tão maior
E então
Você já estará cego.
(em mim)


E no desespero da minha garganta seca
E do meu corpo todo que grita
Vou te contar
Vou pegar nos seus braços
Pra dançar a dança solta
Nua e louca
Pouca e só
Pra tentar mostrar ao teu corpo
Como foi que um dia eu me atirei
E fui brincar de ter ciúme de você
Mas sem querer meu coração
Me avisou que não
Era tarde
Mas eu vou bailar sobre as brasas
E arrastar seu corpo pesado
E no soluço de te amar ainda
(E pra enfim me apunhalar)
Você já estará morto
(pra mim)

!

E porque o amor é eterno
E constante
E infinito
Vou te velar,
Chorar
Te cobrir
E te ninar.

Wednesday, October 18, 2006

sou palhaço do circo sem futuro
um sorriso pintado a noite inteira...

Tuesday, October 17, 2006

a la tierro




(Trecho da Carta de antes da leitura do seu livro que sou eu - - long long time)

(...)Eu caminho pela rua e o sol já é quente.
Os versos dos quais te falei se perderam...
Restou apenas a estrofe final, mas é a que diz a verdade(...)

Monday, October 16, 2006

dica? talvez... mas tenham cuidado com o uso que farão

Hoje eu recomendo, ponho a mão no fogo e dou a cara pra bater.
Podem ler o Paulo

Wednesday, October 11, 2006

e no domingo...




bom, pra terminar (já chega)... domingo meio nublado... programa pra ingLês (e mineira) ver.
Corcovado.... SHOW DE BOLA!
Sim, eh tudo aquilo que dizem sim.

Confeitaria colombo (da barra, pq no centro fecha aos domingos... da pra entender) e voando de volta pra casa...
Teve bom... quero mais!

O Rio de janeiro continua lindo...



Terminando o projeto "contar minha viagem ao Rio" (eu sei que já caducou, mas tenho que terminar, oras!), o sábado foi "meu dia"!!
Durante o dia: Sta Tereza!. O que eh aquilo, minha gente!!?! É O lugar (Valeu Gu!! Faltou vc!)
Tudo de bom aquele lugar... lindo, minha cara, lojas, comidinhas e ladeiras... bondinho... TUDO!

E a noite....

LAPA!
(bôa Gu!)
samba... maravilhoso! Sábado foi meu dia... minha alegria e minha felicidade não cabiam em mim...
Minhas amigas, meus primos, o Rio e o Samba!
Com perdão do trocadilho, fui à Lapa, e não perdi a viagem!!
hehe

Wednesday, September 27, 2006

"cariocas são bonitos, cariocas são bacanas, cariocas são sacanas, cariocas são dourados"


Praiana na sexta... a tarde.
É impressionante o culto ao corpo dos cariocas (e das cariocas também, obviamente).
São belos e belas, mas chegam a ser patéticos!

O dia estava LINDO, e assim permaneceu.
4 garotas (mineiras) de Ipanema... quem sabe não coloco uma foto nossa por aqui?
Vou pensar...

"O Hotel Marina quando acende/ não é por nós dois/nem lembra o nosso amor"


Logo no segundo quarteirão, lá estava a canção da Marina. Foi a primeira imagem do Rio da MPB que vi. Depois disso, muitas outras coisas.
O destino era a Melt, no Leblon.
Se “bom mesmo é ter um caminhão” (!!!) eu não sei, sei que bom demais da conta é estar entre amigas. Depois de uma certa idade você aprende a lidar melhor com as diferenças das outras pessoas, e as pessoas aprendem mais a lidar com as suas. A noite correu e nós chegamos com a manhã.

Friday, September 22, 2006

MINHA ALMA CANTA...


Foi no final da manhã de quinta feira cinza, eu estava em Confins. Primeiro vôo, aos 25! Ta de bom tamanho. Viagem curta até o Rio, muito tempo de espera até o avião decolar.
As meninas são uns doces e me deixaram ir perto da janela. Feito criança eu olhava a cidade sumir nas nuvens.
O que tenho a dizer? É prático. É bem prático voar.

Chegamos no Galeão, nem deu pra ter aquela bela vista. E continuava nublado.
Às 14h estávamos as 3, cansadas, de mala e cuia, na porta do apartamento da Carol. (alô Paulo Castro!!!). E onde estava ela? Só chegou instantes depois, com várias comprinhas!!
Bom demais revê-la! E comidinhas, cervejinhas, várias fofocas, e revelações que ficaram lá, naquela tarde nublada. Segredos e gargalhadas.
Um bom cochilo.
Caía a noite no Rio.

CIDADE MARAVILHOSA



Tudo que vou escrever são coisas muitos simples para grande maioria; mas em verdade eu não me importo de expor meus prazeres pueris.
Foram 4 dias entre boas amigas na cidade maravilhosa que fui conhecer.
Já tinha ido ao Rio pra alguns eventos: formatura, apresentações de dança, etc.
Mas nunca tinha sido turista.
Até então.
E vamos por partes.

post repetido? pardon. eh homenagem a um desconhecido, porém intrigante visitante.

Friday, August 19, 2005
memórias... na falta de um título melhor

A nossa memória, assim como quase todas as características da natureza humana as quais não podemos alterar, beira a perfeição.
Apesar disso, às vezes minha imaginação passa pela possibilidade de conseguirmos guardar nossos momentos como um arquivo de flashs, imagens, sensações vivas (alguém já fez um filme sobre isso?).
Se assim fosse, quando conhecesse aquele ser fantástico que te faz sorrir o tempo todo e te faz brilhar os olhos, você lembraria imediatamente de antes do casamento, como seu marido era sensível. E concluiria que aquele ser que te faz sorrir hoje, também plantaria a monotonia amanhã.
(Ou então você vai ver que nunca foi feliz assim antes, nesse caso melhor trocar de marido).
Quando o seu sobrinho te pedisse pra ler o “João e Maria” pra ele pela décima vez só essa noite? Sua memória rapidamente localizaria a cena de você chorando pra ouvir de novo aquela musiquinha engraçada que o seu pai cantava quando viajavam pra praia no verão.
Se sua filha adolescente pedisse pra levá-la à festa lá do outro lado da cidade na noite chuvosa, dizendo que seria “o evento do século”, e você lhe devolvesse um não redondo só porque você está de pijama, e porque ela tossiu muito à noite; em um segundo você veria aquele lindo garoto te convidando pra dançar, e lembraria do quanto foi importante ouvir “Do you wanna dance, and hold my hand...” num baile há muuuuiiiiiitttooooo tempo.

E quando você abrisse o guarda roupa? Ao pegar aquela sandália maravilhosa pra fazer compras, sua memória quase projetaria na parede do seu quarto uma foto enorme do seu calcanhar todo arrebentado pela última vez que resolveu sair pra dançar com a bendita. E ainda mostraria, de brinde, você prometendo pra si mesma que só usaria aquela sandália pra jantares de negócios, breves.
Aquele xale importado? Você já tinha até esquecido, mas seus arquivos não te trairiam e você lembraria a tempo o quanto ele “pinica” quando usado diretamente sobre a pele.
Comer camarão? A sua garganta inflama, esqueceu?

Na verdade não esquecemos de nada disso, e nem das coisas muito maiores que carregamos no coração e que, apesar delas, tocamos a vida em frente. Mas nossas lembranças tornam-se mais brandas, leves...
Aquele lance de que depois de um tempo tudo fica engraçado? Passa por aí. Talvez Freud explique.

Na verdade, parece que não é bem a nossa memória que beira a perfeição. Talvez seja o nosso esquecimento.
Se não fosse assim, manteríamos não só a euforia de alguns momentos viva em nosso coração, como as mais cruéis angústias.
Em contrapartida a todas as situações acima, se tivéssemos a chamada “memória de elefante”, nunca mais amaríamos, pois sempre que lembrássemos daquele “fóra”, sentiríamos a mesma tristeza. Não constituiríamos família, porque a dor da perda daquele ente querido seria sempre lancinante. Não comeríamos mais sorvete de cereja, pois passaríamos mal de novo só de lembrar daquela indigestão! Não confiaríamos em mais ninguém, pela menor das traições. Não declararíamos mais nosso amor, por aquela resposta seca que ecoaria em todos os cômodos. Não deixaríamos nossos filhos brincarem no playground nunca mais, por não terem cumprido o horário no ano passado. Não amamentaríamos, porque na primeira gravidez o leite secou. Quando velhinhos, não jogaríamos “futebol de botão” com o neto mais velho, pois derrota no campeonato estudantil rondaria o tempo todo.

Nossa memória e esquecimento são na medida certa, e eu discursaria por um bom tempo sobre as explicações que me são lógicas pra isso, mas não é o caso. Só não me privo de dizer que, o que enxergo nisso tudo é que o ser humano foi “feito” pra viver do presente, respeitando o seu passado sim, mas não se prendendo a ele. Olhar para o futuro sim, mas sem demasiados planejamentos.
Eis o tempo, regente de todas as coisas.
Ouço por aí que o tempo não cura tudo. Ele apenas desloca o incurável do centro das atenções.
Deve ser mais ou menos isso.
E você, o que vai viver hoje?

Thursday, September 14, 2006


"A vida não vale nada
se fico aqui sentado
depois que vi e sonhei
que todas as partes me chamam.
A vida não vale nada
se no fim o que me rodeia
não posso mudar
fora o que tenho e me ampara."
(Pablo Milanes)