
Li esses dias, numa reportagem sobre romantismo, um depoimento de uma pessoa que se julgava muito mais princesa Fiona que Julieta de Shakespeare, e me identifiquei.
Invejo essas mulheres ultra-independentes, que trabalham com mil coisas e no fim do dia querem apenas dormir, ler um livro, SOZINHAS.
Invejo muito essas mulheres ríspidas e sem romantismo dos dias de hoje, que não fazem a mínima questão de um cobertor de orelha.
Não que eu me considere dependente de algo ou alguém; não levo o mínimo jeito pra Julieta, e acho bem brega esse lance de morrer por alguém; mas sou romântica, bem do jeito Fiona mesmo. Defendo o príncipe de qualquer coisa, e me importo mais em viver bem com meu amor do que com a estética das coisas.
Por mais que eu trabalhe, estude, tenha amigos, saia, tenha família, lave roupa, leia, escreva para o blog, de gargalhadas com a lua, chore no banheiro e mil coisas... Não dá! Preciso de abraço, de manha, de dengo, de beijinhos e carinhos sem ter fim!
Creio que isso seja uma questão de evolução da espécie. Mas como ainda tenho sisos e apêndice, fiquei para trás nessa também.
Mas vale fazer um esforço.Quem sabe com o tempo... Ou vou me dar muito mal nesse mundo tão moderno.
No comments:
Post a Comment